Blog do Paullo Di Castro


terça-feira, 14 de julho de 2009

Pedofilia virtual: Tão crime quanto no mundo real


Fiquei impressionado em ver a matéria do CQC nessa segunda-feira sobre incitação à prática de pedofilia na internet. O repórter Danilo Gentili, mesmo com sua irreverência e até boca suja, fez um belo trabalho com uma atriz de 24 anos, que se fez passar por uma menina de 15, e ficou como uma isca para ser cortejada por adultos criminosos, com todo tipo de desejos pervertidos possíveis.
A legislação para crimes na internet está melhorando, mas ainda falta muito para se punir quem pratica atrocidades com fotos, web cams, vídeos e afins envolvendo crianças. Um controle maior de identificação do usuário por localização dos IPs, assinaturas digitais, dentre outros podem amenizar mais essa preocupante vulnerabilidade de nossa sociedade.
Voltando ao programa, em torno de dez conversas foram mostradas, preservando os rostos dos infelizes que procuravam um programinha virtual com a suposta menor. A menina se fazia de inocente, e deixava a mente fértil dos vermes humanos se estenderem a situações que já são pesadas para qualquer idade, que dirá para uma adolescente.
Curioso é que todos tinham algum receio de prolongar a conversa, medo de serem pegos, mas se aproximavam de um clímax, em que pediam para a menina se despir, quando os mesmos já não haviam tirado a roupa, aí entrava o repórter, desmascarando a festa e fazendo os internautas desligarem rapidamente a conversa.
Após os meios de conversa instantânea surgirem, nunca mais procurei chats públicos, mesmo com assuntos interessantes, não convém ir atrás de gente que pode ser da pior espécie possível, para quem ainda busca por esse serviço virtual, aconselho: saia fora, porque as consequências podem ser muito desagradáveis, deixar seus filhos adentrarem esse conteúdo então, nem preciso falar.
A internet nos expõe a muita pornografia, quem já não acessou uma que atire a primeira pedra. Mas se tratando de crianças e adolescentes, não se pode ter tolerância.
Espero que atitude como essa mexam com as autoridades, as famílias, para não terem mais vítimas de pedofilia virtual, que pouco se difere da real, e pode trazer estrago terríveis em nossa juventude.

sábado, 11 de julho de 2009

Tiozãos do rock


É bom ver grandes nomes da música passando por sua cidade, principalmente quando se está longe de Rio e São Paulo. Em Goiânia, em menos de 48 horas passarão por aqui grandes nomes do rock mundial.


Na quinta, dia 9 veio o ex-baixista do Ramones, CJ Ramone. O único sobrevivente ao lado do batera Mark Ramone de uma parte do tripé punk rock mundial, (após ter substituído o baixista original, Dee Dee), ao lado de Sex Pistols e The Clash, uma verdadeira escola de quem mostrou que música pode ser faita mais com sentimento que com técnica. Três acordes na cabeça e muito feeling pra se expressar em um palco.

Ideologia punk nunca foi uma coisa muito difundida na nossa sociedade, com influência da moda ela se perdeu. Mas no estilo musical, o punk deixou herança para uma safra nova como Green Day, Offspring e Racind. E até um estilo-filho, o grunge, com Nirvana, Pearl Jam, etc.


Nesse sábado quem aporta aqui é o bluseiro mestre J. J. Jackson, que já trocou figurinhas com os maiores bluseiros do mundo, o qual ele é um. Gosta de excurcionar com músicos brasileiros, gerando um intercâmbio sonoro magnífico. Vale a pena demais conferir.


Já resmunguei que Goiânia só vive de restos do mercado fonográfico, muitos artistas em fim de carreira pintam por aqui pra colher as cinzas de momentos de glória longínquos, mas é fato que receber aqueles que já influenciaram gerações passadas sempre é interessante, e como boas surpresas muitos mostram que ainda tem a essência da vitalidade do passado.


Esses dias quem estava aqui era Joe Lynn Turner, ele fez voz para um povo insignificante como Rainbow e Deep Purple, além do fritador das seis cordas Yngwie Malmsteen. Não tinha o mesmo gogó de antigamente, mas vale pela nostalgia, pela identificação, e principalmente pela estrada.


Se a gente nunca vai ver um U2, Rolling Stones fazendo show em Goiânia, dá pra se contentar com o que anda vindo, se não pararem de vir estamos no lucro.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Os chaminés que perdoem, mas ar puro é fundamental!


Seguindo modelo de São Paulo, além de várias cidades eurpéias, americanas e latinas, Goiânia agora tem uma lei para proibir o consumo de produtos inaladores de fumaça em locais fechados e agora também em públicos.

Considero uma vitória para o cidadão comum, que já sofre com a poluição das ruas, a seca e poeira da terra vermelha goianiense, muito forte nessa época do ano. Se não se pode mudar o mal hábito dos fumantes, que já estão corroendo seu próprio corpo, ao menos os que estão por perto, e podem ter a opção de não se contaminar com a passividade que chega perto de ser tão nociva quanto tragar o veneno.

Não quero faltar com o respeito a quem fuma, mas é insuportável a idéia de se sair de casa limpo, perfumado, e ir para um ambiente com o odor sufocante, e voltar com a roupa, cabelo e todo o corpo impregnado com a fumaça contraída, precisando de uma lavagem e banho restaurador para se sentir restaurado.

Não é fácil para os comerciantes, mas devem procurar alternativas de dividir um espaço externo destinado aos fumantes, e separar aquilo que não deve ser ajuntado. O desafio maior é para a fiscalização coibir o descumprimento, já que o grande público que se sente atingido pela lei não dará vida fácil a quem quer cumprí-la.

Saiba cobrar você também: os responsáveis pelos recintos ficam obrigados a afixar, em locais bem visíveis, cartazes com dimensões mínimas de 21x30 centímetros, informando a proibição e indicando o número da referida lei, telefone e endereço dos órgãos responsáveis pela vigilância sanitária, defesa do consumidor e Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma).


Para reforçar:

Lei N.º 8811/2009 Art. 6º

Esta Lei não se aplica:[...]V - aos estabelecimentos com ambiente destinado ao consumo e venda no próprio local de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, desde que essa condição esteja anunciada, de forma clara e visível, na respectiva entrada.

Parágrafo único. Nos locais indicados nos incisos I, II e V deste artigo deverão ser adotadas condições de isolamento, ventilação ou exaustão do ar, que impeçam a contaminação de ambientes protegidos por esta Lei.

sábado, 4 de julho de 2009

Chance de ouro jogada na lixeira II

Era o ano de 1994, estava eu em plena empolgação de Copa do Mundo, nos altos dos meus 10 anos (só pensava em futebol), meu Goiás fazendo uma campanha sublime no Goianão e subindo pra série A, comandados pelo artilheiro de Deus Baltazar, o São Paulo era bi-campeão do mundo (na época eu era misto, agora só torço pelo time do meu estado), a Seleção retranqueira do Parreira ganhando a Copa depois de 24 anos, era êxtase total de futebol.
Regatei esse momento nostalgia para lembrar uma vez que orgulhosamente estampei uma foto na revista Placar, conceituadíssima em seus anos com Juca Kfouri no comando. Mandei uma foto brega pra lá, deitado no sofá com camisa, pôster e bandeiras do Goiás. Tava crente que não daria nada, mas veio a surpresa, e junto com uns torcedores gaúchos e paranaenses, lá estava eu dividindo uma página com fotos de Edmundo, Marcelinho Carioca, Túlio Maravilha, dentre outros.
Recordei essa pérola para falar de outra matéria dessa mesma revista, que trazia um especial sobre a descoberta de jogadores por grandes clubes, as famosas "peneiras". A do Vitória da Bahia era uma das mais fortes, percorriam muitos lugares dispostos a achar meninos que brilhavam com a pelota nos pés. Contaram a história de alguns deles, uns que foram forçados pelo pai, que tinham muita esperança pra ter vaga e nada conseguiram, mas tinha um que jogava de volante e se destacou, foi elogiado pelo treinador e chamado para treinar no Vitória.
Os anos passaram, quando vejo chegar um Jair lá da Bahia pra jogar no Atlético-GO, fiquei tentando lembrar de onde conhecia ele, quando me veio a luz: era o garoto da minha Placar!
Fiquei feliz em ver prosperar na carreira um cara que saiu do nada, foi descoberto entre milhares e como poucos, conseguir alçar vôos altos no futebol. Fiquei com vontade de encontrá-lo e levar a revista que guardo até hoje com carinho pra ver a reação dele.
Não tive oportunidade de fazer isso, e, para minha tristeza, pouco tempo atrás vejo ele sendo punido por chegar bêbado, descontrolado na concentração, a comissão técnica e diretoria do Dragão não perdoaram: Era o fim do contrato de Jair.
Dias depois vejo que ele estava no Bragantino, sendo titular e entrando com moral na série B, mas essa semana sou pego com outra péssima notícia dele: fora pego com substância de cocaína quando ainda estava no Atlético.
Fico pensando, mesmo sem ser jogador de ponta, quanta coisa ele jogou fora. As oportunidades cairam do céu, tinha talento pra isso, mas a cabeça não seguia o caminho, e pode jogar fora a grande chance de ter sucesso e estabilidade na vida.
Não faltam exemplos de quem se acaba, ou chega perto disso no futebol. Dinheiro na mão de quem não sabe ter ombridade para administrar isso, não se destina para nada que preste, são muitos que se encantam por uma vida fácil, com o mundo aos seus pés, mas que pode ruir em poucos passos errados que der.
As cifras altas do mundo do esporte, o ambiente hostil e perversivo são uma perigosa combinação para se cair do topo de cara. Quem não sabe dançar conforme a música, e saber a hora certa de parar, não vai muito longe em suas aventuras.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ser congressista é viver um conto de fadas!


Esse título me veio na lembrança ao pensar na mentalidade dos nossos representantes nas maiores casas legislativas do país. Vivem um conto de fadas às avessas, são assombradas constantemente por bruxas, mas de mocinhos eles não tem nada, nem a imensa ambição que vivem tem cara de princesa.
É incrível como as coisas no Congresso Nacional não mudam. Sempre se tem um quadro de várias acusações, enquanto os contemplados não se afastam definitivamente. Quando finalmente são julgados, a maioria sai ileso, com seu gordo salário garantido, e suas falcatruas também, por um bom tempo. O máximo que acontece é sairem antes dos postos mais altos, mas nas eleições seguintes lá estão de novos, exemplos disso não faltam, não vou listar porque são muitos!
Não bastasse a pressão contra o vitalício-político-coronelista e presidente do Senado, José Sarney, com claros casos de nepotismo e assessores diretos enrrolados até o pescoço, quando um finalmente se senta no banco dos réus, julgado por colegas, muitas vezes também envolvidos em semelhantes atitudes ilícitas, passam para inocentados, livres para fazer a festa do boi gordo com o dinheiro público.
O deputado do castelo Edmar Moreira, que ocupa mais espaços na mídia que a monstruosa edificação que construiu no meio do nada em Minas Gerais, agora está livre para continuar seu fabuloso desempenho de construtor. Fora suas empresas particulares com várias irregularidades trabalhistas, seu gasto fora de série com segurança particular, além de uso de verba indenizatória a seu favor. E nada disso bastou para que os nobres representantes do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados livrem sua cara por 9 votos contra 4.
E continua o filme que vemos mais que aqueles que passam na Sessão da Tarde , dizem que Sarney vai se afastar da presidência, o Brasil torce por isso, mas o sabor do osso de estar no poder não será fácil de ser solto por um cachorrão do quilate do homem que pior consuziu nossa economia na Presidência da República. Isso na época de comemoração dos dez anos do Plano Real, propício, não?
E aguardemos as cenas dos próximos capítulos...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Homem de duas décadas


A representação humana de indústria fonográfica, de música pop, de discoteca, de dança, de mega-shows, de vitrine constante está morta, para lembrar que ele era de carne e osso, tão vulnerável como todos, apesar de sua decadência nos últimos anos provar isso.

O fato é, o cara fez mundos e fundos como cantor, dançarino, estrela máxima do entreterimento mundial. Mas a decadência das duas últimas décadas quase apagam o que foi feito nos anos 70 e 80, quase, porque a fase Jackson Five foi de uma produção musical nunca alcançada por ninguém, impecáveis sucessos, coisas que definiriam a identidade da música negra para todos dançarem. Mas também tinha que ter o seu lado negro, ops, sem trocadilho, rumores dizem que o pai forçava todos brutalmente durante toda a carreira. O menino tinha dez anos e já carregava uma família nas costas!

Por melhor que tenha sido o Jackson Five, a carreira solo de Michael nos anos 80 é um primor de qualidade, inovação e bom gosto. Desde trabalhar com Quincy Jones, que teve não só um dedo, mas uma mão inteira em seus maiores sucessos, até chamar Eddie Van Halen, o papa do rock na época, tudo parecia sinônimo de sucesso para Jackson, é claro que os figurões da indústria que colocaram ele lá, exploraram sua imagem até cansar, e de fato foi desgastada. A MTV é a que mais tem que agradecê-lo, sem ele o video-clip nunca teria o efeito visual e apelo comercial que tem.

O início do fim do ícone pop foi nos anos 90, desde as transformações físicas monstruosas até as denúncias de pedofilia, sacudir o filho numa sacada de hotel, seu mundinho encantado em Never Land, parecia que aquele garotinho de 20 anos antes não havia perdido a criança dentro dele, nem fora.

Foi uma escorregada atrás da outra, era muito poder para uma pessoa só. Nenhuma genialidade suportaria isso, a dele muito menos. Com certeza não foram poucos os conselhos degradantes que recebeu ao longo da carreira, os últimos anos mostraram uma personalidade frágil, deformada, assustada, atolada em dívidas, sem saber para que lado ir.

Para mim, Michael Jackson só foi Michael Jackson entre os dez e trinta anos, de lá até os cinquenta foi um fantoche brincando de esconde-esconde, torcendo para o bicho-papão não pegar.

De música boa, tem registros para serem escutados, dançados e alegrar festas por muitos anos. O que mais pode ser aproveitado é o que coloco abaixo, no resto, pense no cara fazendo Moon Walk (aquela dança de arrastar os pés para trás parecendo estar sobre uma esteira), o melhor curta-metragem de todos os tempos: Thriller, está mais que suficiente para se aproveitar o que a marca Michael Jackson nos deixou.



terça-feira, 23 de junho de 2009

Carga Tributária do Brasil: Vergonha Nacional

Após estar mais tranquilo em relação ao fim da obrigatoriedade do diploma para jornalistas, (pouca coisa vai mudar), me concentro em outros problemas que realmente afetam nossa sociedade, a carga triubutária é uma das piores, transcrevo abaixo parte do artigo do deputado Ronaldo Caiado sobre o assunto:

"Essa semana deve ser votado projeto que tramita há anos na Casa: o PL 1472-A de 2007, que tem a finalidade de esclarecer ao consumidor qual o preço real daquele produto que ele está adquirindo e os impostos que pesam no preço final. Só para se ter uma ideia, o brasileiro trabalha 147 dias por ano apenas para pagar impostos. Ou seja: de 1 de janeiro à 27 de maio, o brasileiro trabalha somente para impostos. Esse projeto dá ao consumidor a possibilidade dele entender o volume da carga tributária sobre cada produto. Com isso, o cidadão pode ver o absurdo que paga ao comprar um quilo de arroz, de feijão, ao colocar gasolina no seu carro. Essa tomada de consciência possibilita também que as pessoas exijam seus direitos, como a reversão desses impostos em melhorias para a sociedade, investimentos na saúde, educação e saneamento. A carga tributária soma até 40% do PIB. Esse PL é altamente didático e seria uma forma de conscientizar a sociedade e propor a partir daí uma verdadeira reforma tributária."

Falar o que sobre isso? Em mais de um terço do ano trabalhamos somente para arcar com a máquina do governo. Isso para nossos parlamentares nomearem seus parentes, construírem castelos, fazerem lobbys de todo o tipo, abrirem contas em paraísos fiscais, e o pior de tudo: destinando verbas insuficientes para as necessidades vitais da população. Se o serviço público nos atendesse de forma precisa e digna, poderia destinar metade do ano para a carga tributária, sem problemas. E a tão falada Reforma Tributária que não vem?
Diante disso, quero entrar fundo na campanha "Não reeleja ninguém. Para se fazer uma varredura no Congresso Brasileiro, só com atitude radical para mudar alguma coisa.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

MANIFESTO


Após o Supremo Tribunal Federal votar, por oito votos contra um, que o diploma não é mais obrigatório para o exercício da profissão de jornalista, só me resta a grande preocupação com o meu futuro, da área que escolhi com amor, disposto a investir com todo o gás em minha formação superior, vejo um vale em minha frente, um precípício me separando daquilo que optei em ajudar a sociedade com meu suor, luta e preparo, e agora José?

Esse é o maior descrédito que pode ter uma profissão. Qual será o parâmetro para se definir quem pode ou não exercer a profissão de jornalista? Como ficarão os que ralam quatro anos na academia para depois concorrer com um paraquedista que não teve sua formação embasada nas teorias e princípios fundamentais que um curso superior transmite? Isso fora o uso da ética que tanto é pontuada na academia. Vejo um futuro mais negro para as mídías informativas e toda a população consumidora de tal pilar da sociedade.

Sou estudante, no último ano para me formar, e me deparo com a instabilidade de não ter mais meu curso superior com o valor de mercado de qualquer outra profissão, um alto investimento de quatro anos para ser desprezado dessa maneira. Os jornalistas que já atuam sem diploma, que fiquem no lugar deles, mas qual será o lugar do bacharel diante de uma área que tanto afunila as oportunidades? O colunismo, a opinião de outros profissionais são bem vindas, e fazem o mesmo valor comunicativo e qualitativo dos jornalistas. Mas, como pode-se generalizar um ofício que a 40 anos desempenha e luta por sua especialidade?

Os QIs, nepotismo e a fama midiática de uma pessoa sempre vão existir, mas os únicos que estão rindo com isso são grandes coorporativistas dos veículos de comunicação, que terão cada vez menos leis norteadoras para pagar mal seus funcionários, e promoverem seus cursinhos ridículos para se tirar o registro. Mais uma vez, sai perdendo toda uma categoria, a sociedade, enquanto os marajás se esbaldam poder contra quem poderia colocar em pratos limpos as falcatruas que o dinheiro provoca no ser humano.

Por mais que o Jornalismo esteja sucateado, esses oito ministros não tinham o direito, o qual tanto estudaram, para derrubarem uma legislação, agora deixam de mãos atadas um instrumento de educação que trabalha e prepara pessoas para lidar com uma matéria-prima essencial para o ser humano: a informação. Vou pegar meu diploma e refletir: E agora, de que valerá tudo o que fiz para chegar aqui? São muitas perguntas que me faço, as respostas são incertas, o futuro é incerto.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Fim dos confusos horários?

O Senado Federal, em sua Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), aprovou nessa terça-feira a unificação dos fusos horários no território brasileiro. Apesar de ainda ter que passar pela Comissão de Relações Exteriores, e depois na Câmara, já pode ser considerada uma vitória, especialmente para a região norte do país, tão sofrível por ter uma hora atrasada em relação as outras regiões.
Os atrasos econômicos das cidades que não comportam o mesmo horário de Brasília são claros, a dificuldade em acompanhar o mercado financeiro é uma das principais.
Tem Fernando de Noronha também, com sua hora adiantada, por mais que seja um arquipélogo pouco influente no giro da moeda nacional, também faz-se confusão com horários de vôos, e os contatos comerciais com o resto do continente.
Não acho fácil passar esse projeto pelo nosso engessado Congresso. Com o horário de verão já se faz vista grossa das necessidades da qualidade de vida da população, se não houver forte engajamento na causa dos políticos influentes do lado nortista brasileiro, tudo isso deve passar despercebido, e continuarmos com esse atraso como país.
Agora, com Copa do Mundo aqui daqui cinco anos, se permanecer como está hoje, o turismo não se agradará de enfrentar essas diferenças, a economia irá perder muito, mesmo com as dimensões continentais do Brasil, só temos a ganhar com a equivalência dos fusos horários.

sábado, 13 de junho de 2009

Religião se discute! E se pratica...


Acabo de ler uma reportagem no portal G1 sobre jovens religiosos, repercutindo uma matéria da revista Época. Sempre fico com a orelha em pé quando a imprensa tenta tratar religião. Parece ser uma pauta para se criar polêmica, que jamais deixaria um leitor meramente informado, e iria denegrir a imagem de qualquer divisão religiosa.
Falo isso pelo fato da palavra religião ser tratada como um mito, e receber uma redoma para não ser atingida, muito menos agir com preconceito, infelizmente é uma palavra bastante desgastada em nossa sociedade, e para o dito grupo dos protestantes, sobram mais dois termos que os rotulam e não contribuem para expressar sua fé: evangélicos e gospel.
É interessante descobrir novas vertentes do cristianismo, ver uma certa abertura agregar gente que normalmente não frequentaria nenhuma reunião com cunho religioso, mas o perigo de se perder o foco dos ensinos e preceitos de uma identidade baseada na fé é real, ganhar multidões não significa passar a mensagem de forma coerente e ganhar vidas.
Falar que política e religião não se discutem é tapar o sol com a peneira, na política se não houver discussão, o quadro atual não mudará nunca, elegeremos os mesmos e eles cometerão os mesmo deslizes, na religião, se cada um não puder defender sua crença, ninguém poderá fazer diferença na vida de ninguém.
O título da revista vem naquele chamariz da cultura contemporânea: Deus é POP. Desde que Humberto Gessinguer resolver deixar o Papa pop, parece que qualquer figura de agregação de massa é pop, até Deus. Então não precisa de nenhuma atenção especial para se entender o que se prega, vira tudo pop e aceita-se tudo e todos.
Nietzsche foi um grande pensador, estabeleceu conceitos importantes para o pensamento humano, porém, ao afirmar que Deus está morto, desistiu de pensar e quis entregar ao homem, mesmo com tanta limitação e pequenês, o título de dono do mundo. Só queria que ele mostrasse a data e o local de morte de Deus.
Enfim, a matéria foi bem feita, o crescimento de adesões jovens a certas igrejas é um fato relevante, e tem em seu ponto mais positivo a entrega do tempo e carinho dos fiéis à sociedade, além do fato de não estarem cometendo atrocidades, como os muitos cabeças vazias fazem por aí, principalmente com muito álcool no sangue.
Mais importante que se praticar uma religião, não por modismo, mas por convicção, é se entregar e cumprir o maior mandamento de Deus na Bíblia Sagrada: Amar Ele sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Pra isso, tem que se doar amor, maior que a fé e a esperança, o que nos faz dignos de ser humanos, e passar um pouco do melhor que temos.
Para saber mais sobre isso, acesse o site: http://www.lovesa.com.br/