Nos últimos dias minha página do facebook se tornou um palco de intensa discussão sobre várias vertentes de fé, ciência, religião, ceticismo, e principalmente, conflitos entre o teísmo e o ateísmo. Acho impressionante essa pauta despertar tamanhos distanciamentos de idéias, baseado na formação cristã muitas vezes similares das pessoas, que mesmo se optam por não crer mais em Deus, tem enrraizada em sua educação princípios e valores que não cairão por uma mudança de pensamento.
Assuntos como esse tendo como palco a internet, pouco podem colaborar pra uma revisão de conceitos, mudança de perspectivas, e principalmente, humildade de se reconhecer a limitação de conhecimento em determinadas áreas. Quando se fala em algo macro na proporção de coisas como a formação do mundo, o cosmos, a terra e humanidade, toda cautela é pouca, e nada pode ser desprezado como uma falácia constituída.
Não ouso nesse desabafo me aprofundar em nenhuma questão dessa natureza, que exigem muito embasamento, dialética e posicionamentos por vezes ousados. Estou longe de me considerar um especialista, não tenho formação em nenhuma dessas áreas, mas também me acho um curioso longe de ser acomodado, que se apoia não só no que seria um simples apontamento como a fé para fugir de tais questões tão relevantes, mas em fontes históricas, científicas e na busca constante pelo conhecimento bíblico, o que faz parte de minha vida desde o princípio da mesma, e assim o será sempre, através da leitura diária das escrituras sagradas, a reciclagem constante do que ensinam líderes preparados, seja na igreja, ou fora dela.
Me sinto privilegiado por receber no colo tão boas literaturas e encaminhamentos para verdadeiras oportunidades de crescimento como indivíduo. E a melhor coisa disso é ser um insaciável, querer e buscar sempre mais. Fontes de todas as espécies brotam como água nos rios, mas pra matar a nossa sede, não podem ser descaracterizadas pelo homem, mas sim correr o seu curso natural, e jorrar em nós assim como nasceu, pura e sem máculas.
Não tenho dificuldades alguma de lidar com quem vai contra o que acredito, uma vez que haja respeito e abertura de espaço, sem zombarias, nem a famosa "trollagem" motivadas por quem só quer agitar e ser do contra. Uma coisa é levantar questionamentos pertinentes, incomodar no sentido de buscar respostas sinceras e críticas, outra é fazer arruaça virtual, ir contra tudo e todos mesmo ignorando completamente quem é e o quanto já fez tal pessoa.
Obs: Tudo o que foi levantado aqui não foi recado nem indireta pra ninguém, mas uma simples reflexão, e um alerta a quanto se pode perder um contato ou mesmo destruir um relacionamento por simples trocas de palavras, não quero isso pra minha vida.
Blog do Paullo Di Castro
sábado, 12 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
And the Oscar goes to...
Premiação equilibrada, sem tantos estrelismos, sem um ganhador disparado, sem a tecnologia se sobrepor aos outros destaques de uma grande produção cinematográfica. Esse foi o teor demonstrado na entrega da edição do Oscar 2011, maior prêmio do cinema, que já se abalou em seu prestígio, mas mantém o glamour e a tradição de movimentar a indústria do entretenimento como poucos.
Em anos anteriores foi comum ver super-produções passar da casa das 10 estatuetas. Esse ano a disputa talvez tenha sido mais acirrada, ou cansaram de enaltecer tanto uma produção em detrimento de várias outras com potencial, mas é fato que foi uma premiação diferenciada, que prestigiou um maior número de filmes que já conquistaram e vão aumentar as bilheterias ainda mais.
"O Discurso do Rei" já era favorito em várias categorias, ter levado 4 não foi pouco, principalmente por estar entre elas o de melhor filme e melhor diretor. a história comove com o esforço de superação, e na importância que uma pessoa pode ter para ajudar ao próximo, seja ele quem for. Isso para mim é mais importante que a temática de guerra, e os conflitos da monarquia inglesa.
"A Rede Social" mesmo sendo o queridinho do público, teve a gratificação mais tímida, não o suficiente para não ter seu lugar nos maiores dos últimos anos. A controversa história da criação de um site de relacionamentos que vem dominando o mundo não pode deixar de ser instigante e despertar interesse nos milhões de usuários, e até em quem está de fora do Facebook.
"O vencedor" fez jus aos prêmios de ator e atriz coadjuvantes. Um filme de uma redenção incrível, que merecia até mais do que faturou. "Toy Store 3" também levou duas estatuetas, merecidíssimo por ser uma animação madura, agradabilíssima para crianças e adultos. E com tanta tecnologia, nada melhor que fazerem desenhos para se pensar, e mostrar belas lições para todas as faixas etárias.
O restante dos premiados não tive a oportunidade de ver. "Cisne Negro" e "A Origem" se destacaram como era o esperado. Natalie Portman faz e acontece, e parece ter se superado mesmo no papel de bailarina de o Cisne. O único representante do Brasil, "O Lixo
Extraordinário" não levou o de melhor documentário, mediante a um concorrente de peso, mas mostrou outra faceta social do nosso país que aumenta o estereótipo da realidade social brasileira. Mas Brasil sempre parece ser um mundo paralelo para a academia de Holywood.
Destaque para a apresentação de Anne Hathaway, deslumbrante nos oito modelitos que desfilou, linda, divertida, e bem à vontade ao lado dos outros astros. Quebrou um pouco de enfadonhas edições anteriores. O Oscar precisa continuar se renovando, e abrindo mais seu horizonte para filmes de todo o mundo.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Mais trapalhadas da Casa Bandida do Futebol (CBF)
Desde que ouvi falar de futebol, não sei quem é o campeão brasileiro definitivo de 1987, tinha feito 4 anos da época, e mesmo se já fosse torcedor consciente, não saberia explicar. E o de 2000, na fatídica Taça João Havelange, no ano em que o Corinthians for campeão mundial de clubes disputando com o Vasco, o vencedor da taça, em pleno Maracanã, sem sombra de Libertadores? Pior ainda.
Tanto FIFA como CBF dominam tal capital financeiro, de influências e negociatas, que volta e meia esbarram no desentendimento com as outras instituições (e principalmente TVs), e sempre o interesse pode levar a discórdia, ao retrocesso, especulações que engolem a magia de um esporte que já teve seus anos de paixões de poucos interesses.
Essa tal de "Taça de Bolinhas" para o primeiro hexa brasileiro não passou de mais um papelão da nossa cartolagem. Em uma semana se entrega a taça pro São Paulo, reúne aquele aparato todo pra celebrar, e na outra semana se reconhece o Flamengo como legítimo campeão de 87, sendo agora o primeiro hexa. Bom retrato do que é a CBF, pagando com a desorganização a falta de transparência.
De qualquer modo, a questão é pisar em ovos, principalmente dos flamenguistas. Ok, o título pode ser legítimo, mas continua sendo dividido com o Sport, o que mudou? Rodou, rodou e parou no mesmo lugar. Um giro de 360 graus, que alguns acham que significa uma virada total, na verdade é o mais do mesmo, chuver no molhado.
Guardada as devidas proporções de país para entidade, a soberania de Ricardo Teixeira na CBF está assemelhando com os reinados do egípcio Mubarack e do libío Khadafi, os últimos ditadores africanos a controlar as comunicações e todo o poder em seus países, assim como eles Teixeira não solta o osso, mesmo após tantas denúncias, investigações de enriquecimento ilícito, ainda é o dono do futebol brasileiro. Veja aqui esse e os outros vídeos do Globo Repórter de 2001.
A Copa de 2014 está aí, para a promover mais ainda os conchavos dos cartolas brasileiros, com tanta verba disponível, muita estrutura pra se montar, parece muito perigoso ser comandada por quem não consegue resolver quem é campeão de 1987, nem Mundial de Clubes, nem se a Taça Brasil valeu como o Campeonato Brasileiro. Até a próxima "mudança."
Essa tal de "Taça de Bolinhas" para o primeiro hexa brasileiro não passou de mais um papelão da nossa cartolagem. Em uma semana se entrega a taça pro São Paulo, reúne aquele aparato todo pra celebrar, e na outra semana se reconhece o Flamengo como legítimo campeão de 87, sendo agora o primeiro hexa. Bom retrato do que é a CBF, pagando com a desorganização a falta de transparência.
De qualquer modo, a questão é pisar em ovos, principalmente dos flamenguistas. Ok, o título pode ser legítimo, mas continua sendo dividido com o Sport, o que mudou? Rodou, rodou e parou no mesmo lugar. Um giro de 360 graus, que alguns acham que significa uma virada total, na verdade é o mais do mesmo, chuver no molhado.
Guardada as devidas proporções de país para entidade, a soberania de Ricardo Teixeira na CBF está assemelhando com os reinados do egípcio Mubarack e do libío Khadafi, os últimos ditadores africanos a controlar as comunicações e todo o poder em seus países, assim como eles Teixeira não solta o osso, mesmo após tantas denúncias, investigações de enriquecimento ilícito, ainda é o dono do futebol brasileiro. Veja aqui esse e os outros vídeos do Globo Repórter de 2001.
A Copa de 2014 está aí, para a promover mais ainda os conchavos dos cartolas brasileiros, com tanta verba disponível, muita estrutura pra se montar, parece muito perigoso ser comandada por quem não consegue resolver quem é campeão de 1987, nem Mundial de Clubes, nem se a Taça Brasil valeu como o Campeonato Brasileiro. Até a próxima "mudança."
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Constitucional, nem por isso legal
Depois do generoso aumento de 62% em seus próprios salários ao apagar das luzes do mandato anterior, a nova legislatura mal começou e começa a dar prova do pouco caso com o cidadão, em detrimento ao benefício próprio. Na mesma semana em que a Câmara Federal votou contra o aumento do salário mínimo, para a Assembléia Legislativa de Goiás quando o assunto passa a ser o bolso deles, a perspectiva muda imediatamente.
Agora se coloca em pauta o fim das gratificações extras de sessões extraordinárias, 14º e 15º salários. Só com as rendas extras, pode-se se ganhar em torno de R$ 180.000/mês, algo entre 22 e 23 salários. A maioria, sem constrangimento sai em opinião contrária, e embasando na brecha que virou senso comum para toda atividade parlamentar que causa alguma indignação: A constitucionalidade.
Não é muito irônico se apoiar em uma lei que também é elaborada por eles, quer exemplo melhor de legislar em causa própria? Mesmo a Constituição Federal sendo a carta-mãe, o maior documento norteador para a sociedade não pode acobertar disparidades como o que propõe seus formuladores.
Outro ponto em comum é o chamado efeito cascata, se aprova lá em Brasília, é "natural" que passe por aqui também, uma mão lava a outra, e todos saem ganhando, todos os parlamentares, claro.
E o povo vai sair e acampar na praça igual no Egito? Se tiver um grupo de 100 estudantes pra fazer um pequeno barulho já é muito. Aqui a coisa caminha mais com hagstag no twitter que em protesto na rua.
Agora se coloca em pauta o fim das gratificações extras de sessões extraordinárias, 14º e 15º salários. Só com as rendas extras, pode-se se ganhar em torno de R$ 180.000/mês, algo entre 22 e 23 salários. A maioria, sem constrangimento sai em opinião contrária, e embasando na brecha que virou senso comum para toda atividade parlamentar que causa alguma indignação: A constitucionalidade.
Não é muito irônico se apoiar em uma lei que também é elaborada por eles, quer exemplo melhor de legislar em causa própria? Mesmo a Constituição Federal sendo a carta-mãe, o maior documento norteador para a sociedade não pode acobertar disparidades como o que propõe seus formuladores.
Outro ponto em comum é o chamado efeito cascata, se aprova lá em Brasília, é "natural" que passe por aqui também, uma mão lava a outra, e todos saem ganhando, todos os parlamentares, claro.
E o povo vai sair e acampar na praça igual no Egito? Se tiver um grupo de 100 estudantes pra fazer um pequeno barulho já é muito. Aqui a coisa caminha mais com hagstag no twitter que em protesto na rua.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Uma carreira Fenomenal
Falar de sucesso, polêmicas, mulheres, dinheiro se tratando de Ronaldo Nazário de Lima parece sempre chuver no molhado. Desde 1993, e especialmente 94, quando o mundo conheceu o garoto franzino que viria a ser o maior artilheiros de Copas do Mundo. Comparações com Pelé, negociações milionárias para os maiores clubes da Europa.
Lembramos de trapalhadas fora de campo, boemia, e claro, as relações amorosas, mas o que mais marcou foi quando juntou a influência de Embaixador da ONU com o que sabe fazer de melhor, e resultou em uma partida histórica no Haiti, que tanto levou alegria para aquele povo devastado pela guerra. A iniciativa foi dele, e voltar os olhos do mundo para aquele lugar faz o futebol e a megalomania milionária do esporte bretão valer a pena nessas horas.
É difícil arranjar motivos para condenar Ronaldo, sim, teve o caso dos travestis, que não sairá da memória de todos, mesmo a gozação sendo maior que a traição e libertinagem do craque, mas isso é pouco pra uma trajetória que envolveu tanta superação, psicologia para escapar de tantos holofotes, bajulações e má fé em volta dele.
Na entrevista coletiva do anúncio da despedida ele considerou a carreira linda, sem ter feito nenhum inimigo. Listou como motivos o histórico de lesões, as dores constantes que o fizeram antecipar a aposentadoria no futebol. Desde o Milan ele descobriu o distúrbio hipotireoidísmo, que acelera o metabolismo, e exige hormônios que o futebol proíbe. Ele explicou com isso o excesso de peso que tanto foi motivo de chacota nos últimos anos.
Muitos agradecimentos, a todos os clubes em que passou, aos profissionais que o ajudaram em suas recuperações, seus patrocinadores, citando-os nominalmente que desde o começo da carreira o ajudaram, e os atuais, que possibilitaram sua volta ao Brasil. Agradeceu ao Corinthians, depois a família, a todos os críticos, que o ajudaram a ser mais forte, a quem o ajudou nos piores momentos. Seus olhos marejaram quando falou da torcida do Corinthians, citando-a como empolgante, apaixonada, e mesmo com pessoas fora do controle, o emocionaram muito.
Pediu desculpa por fracassar no projeto Libertadores, agradeceu efusivamente ao presidente do time André Sanchez, prometeu continuar vinculado ao clube da maneira que Sanchez quiser. Após isso, a emoção tomou conta, com dificuldade para falar. Para Ronaldo, a maior força que ele buscava foi responder tudo dentro de campo.
Anunciou a Fundação Criando Fenômenos, que ele espera dedicar muito tempo. Disse que nos últimos dias se sentia como em uma UTI, em estado terminal, e que o anúncio de parar eram como uma "primeira morte". Falou que precisava assumir algumas derrotas, e sentia ter perdido para seu corpo. Brincou que já sentia saudades da concentração, e o afastamento da rotina do futebol ainda machucaria muito ele.
Chegou na entrevista ao lado dos filhos Ronald, e Alex, que reconheceu recentemente, os dois vestidos com a camisa do alvi-negro paulista. Descontraíu um pouco com os meninos, falou em ser embaixador institucional do time pelo mundo e novamente reconheceu seus erros com ombridade.
Foi uma carreira incrível, marcada por muita superação, por jogadas geniais, por belas mulheres ao seu lado, por desafios da medicina, superados em maioria com muita garra, que renderam mais alegrias pro povo brasileiro, especialmente na Copa de 2002, quando recuperou da maior lesão da carreira, e, sob o crédito do técnico Felipão, comandou o time para o pentacampeonato.
Nós brasileiros, amantes do futebol por todo o mundo, só temos a agradecer ao Fenômeno, por nesses 18 anos ter proporcionado tantos momentos emocionantes, do exemplo de superação. Valeu Ronaldo!
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
A espera de um final feliz
Viver sob regime ditatorial faz soar como um disparate enorme, em tempos de novas tecnologias, adventos inclusivo das telecomunicações, os Direitos Humanos, de ir e vir e de opinião. Um agravante maior, é a coação de um povo, que são pilares da humanidade, de conteúdos milenares e decisivos para a formação de povos ocidentais e orientais.
Já são duas semanas de protestos contra o presidente Hosni Mubarak, 30 anos irredutíveis no poder, gerando até o momento mais de 300 mortos. Os EUA como sempre, tentam interferir e usar a influência que já não é a mesma de tempos atrás. A política salarial é a pauta maior de reivindicação da população, porém, não a mais séria, não maior que a liberdade comprometida do povo egípcio.
Jovens incansáveis fazem plantão no centro da capital, Cairo, ao lado de cenários de tanques de guerra, O responsável pelas negociações, o vice Omar Suleiman, parece se mostrar flexível, mas teme um Golpe de Estado. Uma situação de se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Não se retira a força militar com medo de represálias, nem se interrompe as manifestações enquanto o presidente não fizer a transição de governo, ou mudar radicalmente questões políticas pontuais.
Privando por dias o acesso a internet, e as coberturas jornalísticas limitadíssimas, não podia ser diferente o clima de tensão alcançando todos os cantos do mundo. A luta por uma democracia concreta no país ainda vai longe. Qualquer manobra política pode acomodar o regime para não se mudar quase nada, e toda manifestação e mortes serem em vão. A conferir.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Empossados
Essa terça, ao primeiro dia de fevereiro de 2011, foi de bastante movimento para o legislativo brasileiro, tanto nas Assembléias em todos os estados, como no Congresso Nacional. Nossos parlamentares tomaram posse de seus cargos, e já escolheram as mesas diretoras que comandarão as casas no próximo biênio.
Aqui em Goiás, com uma renovação considerável, vários vereadores assumindo o novo cargo, e o prolongamento de vários mandatos. A posse teve suas peculiaridades. A articulação em torno de reconduzir Jardel Sebba (PSDB) à presidência não encontrou nenhuma resistência.
A oposição, representada em discurso por Luis César Bueno (PT), falou com tom ideológico, de se fazer oposição com responsabilidade, apoiar todas as pautas que não confronte as bandeiras dos partidos. Tudo com aquela pinta de dúvida de que na prática irá funcionar, principalmente por ser um discurso falho em gramática, literatura, terminando com as enfadonhas citações, no caso, da clássica música "Caçador de Mim."
Já a situação, em claro domínio, estava a ria à toa. As promessas de crescimento, gestão de modernidade, deixavam claro a afinidade com o governo, o que já acontecia desde o mandato passado, com o governador ainda no senado, vide caso da votação do empréstimo à CELG.
No Congresso Nacional, a terça parte de renovação não foi tão sentida, principalmente por reconduzir às presidências a raposa velha José Sarney (PMDB) no senado, e o petista Marco Maia na Câmara. Vários que escaparam dos processos do Ficha Limpa comemoravam os novos anos de poder.
Claro que a presença de Tiririca, Romário, dentre outros, causavam curiosidade. O humorista parece ter apanhado para aprender a votar, mas já passou por cima dessa limitação.
Sandro Mabel, até então do PR, provocou mal estar em seu partido, no governo federal e em todos os goianos, ao bancar a todo custo sua candidatura à presidência, mesmo ameaçado de expulsão pela sigla, foi até o fim, saiu derrotado, e provou o gosto amargo de suas constantes trapalhadas em articulações políticas, visíveis nas últimas eleições em Goiás.
O ano começa com os reflexos naturais das eleições passadas, e apontando perspectivas para 2012. Caras novas figurando junto aos velhos personagens que tanto mancharam as casas legislativas nos últimos mandatos.
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Patrimônio x Belo Monte
19 bilhões de investimento, 5 municípios com áreas tomadas, e com a rotina modificada em prol disso. Um dos rios mais importantes do norte do país, agora destinado à obras e geração de energia. Licenças ambientais pra a instalação de toda infra-estrutura para a construção do que será a maior usina hidrelétrica do Brasil, e terceira maior do mundo: A usina de Belo Monte, usando cerca de 100 km do Rio Xingu.
As promessas são de desenvolvimento, geração de energia para uma região de fato carente no setor. Mas isso vai de encontro às necessidades do povo mais renegado em toda a história brasileira. Os verdadeiros nativos brasileiros, a população cada vez mais escassa de índios, habitam grande parte do referido espaço, e se indignaram com o processo. A luta já vem de anos. De engenheiro ferido à várias manifestações, a usina gerou a maior polêmica dos últimos anos em uma obra federal.
O impacto ambiental da região é questionado por índios e especialista ligados à área ambiental, e defendido pelo governo e corpo de empreiteiros e engenheiros. De um lado quem quer a preservação do rio, bioma e dos municípios da região, de outro, o poderio econômico, sonhando alto, e ousando enfrentar tudo e todos para encaminhar a magnanimidade de uma realização de muito concreto e produção.
A liberação para se instalar os primeiros preparativos para a usina parece fechar o ciclo de uma longa batalha travada com segmentos historicamente excluídos na sociedade, e que dificilmente obstruiriam a continuidade de Belo Monte. Não foi por falta de tentar, mas a corda tinha que arrebentar para o lado mais fraco.
Será que o desenvolvimento, o fornecimento de energia para se contemplar milhões de brasileiros vale todo e qualquer sacrifício? Um projeto mais simples, ocupando bem menos do território paraense não seria mais viável? As pequenas iniciativas de subsistência que utilizam a riqueza natural não significam nada? Para crescermos sempre teremos que diminuir?
Parece ser um caminho sem volta, e nossa natureza, já tão defasada, e reagindo em catástrofes naturais contra o homem, ainda não sensibilizou o seu principal inquilido para a responsabilidade com a preservação ambiental. Sendo posição de ambientalista temeroso ou não, resta aguardar para ver a ação e reação de tudo isso.
As promessas são de desenvolvimento, geração de energia para uma região de fato carente no setor. Mas isso vai de encontro às necessidades do povo mais renegado em toda a história brasileira. Os verdadeiros nativos brasileiros, a população cada vez mais escassa de índios, habitam grande parte do referido espaço, e se indignaram com o processo. A luta já vem de anos. De engenheiro ferido à várias manifestações, a usina gerou a maior polêmica dos últimos anos em uma obra federal.
O impacto ambiental da região é questionado por índios e especialista ligados à área ambiental, e defendido pelo governo e corpo de empreiteiros e engenheiros. De um lado quem quer a preservação do rio, bioma e dos municípios da região, de outro, o poderio econômico, sonhando alto, e ousando enfrentar tudo e todos para encaminhar a magnanimidade de uma realização de muito concreto e produção.
A liberação para se instalar os primeiros preparativos para a usina parece fechar o ciclo de uma longa batalha travada com segmentos historicamente excluídos na sociedade, e que dificilmente obstruiriam a continuidade de Belo Monte. Não foi por falta de tentar, mas a corda tinha que arrebentar para o lado mais fraco.
Será que o desenvolvimento, o fornecimento de energia para se contemplar milhões de brasileiros vale todo e qualquer sacrifício? Um projeto mais simples, ocupando bem menos do território paraense não seria mais viável? As pequenas iniciativas de subsistência que utilizam a riqueza natural não significam nada? Para crescermos sempre teremos que diminuir?
Parece ser um caminho sem volta, e nossa natureza, já tão defasada, e reagindo em catástrofes naturais contra o homem, ainda não sensibilizou o seu principal inquilido para a responsabilidade com a preservação ambiental. Sendo posição de ambientalista temeroso ou não, resta aguardar para ver a ação e reação de tudo isso.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
5º Goyaz Festival
Acontece desde a quarta-feira a quinta edição de um evento único, de idéia revolucionária, e prestígio merecido à boa música instrumental. O palco, depois de muitos contratempos, foi o Palácio da Música, do Centro Cultural Oscar Niemeyer, apesar de estar disponível parcialmente, já foi uma vitória do segmento cultural contar novamente com esse importante local, independente das trapalhadas e disputas políticas.
Antes feito no Teatro Goiânia, e no período de carnaval, o recuo para o mês de janeiro, e a mudança para o CCON estão sendo bem recebidas pelo público. Na primeira noite, pude acompanhar pela rádio Executiva FM o show do grande trombonista Bocato e banda, Bem animado por voltar aos palcos depois de um período de molho cuidando da saúde, o veterano desfilou um repertório eclético, empolgante, e de alto nível.
Depois dele, veio o percussionista e DJ goiano Múcio Guimarães, acompanhado do grande conterrâneo Fred Valle na bateria, fizeram um emaranhado rítmico inovador, usando várias programações, samplers de músicas de sucesso, e a pegada orgânica das batidas, interessantíssimo de se ouvir, com certeza mais ainda de se ver.
A quinta-feira reservava mais dois espetáculos de grandeza: primeiro subiu ao palco o percussionista baiano Marco Lobo. Com grande trajetória no Brasil e exterior, e acompanhado de uma competente banda, e sendo um show à parte, exalando ritmos pelos mais diversos instrumentos, e passeando por várias vertentes musicais: world music com cara de Brasil.
Depois, um momento histórico sem dúvidas, entrou no palco César Camargo Mariano, um dos pianistas mais conceituados do mundo. Não por ter sido o maior suporte do brilhantismo de Elis Regina, nem por ser progenitor de Maria Rita, Pedro Mariano, dentre outros, mas pela grande contribuição em dar a cara da bossa nova e da música instrumental no Brasil, seja como arranjador, produtor ou instrumentista.
Além de tocar e encantar a todos, contou várias histórias, um pouco de sua trajetória, comentando o formato de piano, baixo e bateria que foi a base do jazz americano, e da nossa bossa nova, além de ser como ele começou, e três anos atrás, decidiu voltar ao formato. Estava acompanhado de seu experiente filho Marcelo Mariano no baixo (que DNA dessa família!), e do jovem Thiago Rabello na bateria (César disse que não houve ensaio com ele antes dessa apresentação, o que não impediu o brilhantismo da performance de Thiago).
O velho Mariano deixou três grandes lições:
1 - A importância de um evento como esse, feitos em moldes populares, acessíveis a todos e importantíssimo para a divulgação da música instrumental, tão abafada pelos grandes veículos;
2 – A humildade em destacar o papel dos vários profissionais que fazem um evento como esse acontecer, desde o faxineiro, o porteiro, o iluminador, quem cuida dos bastidores, da produção. Ressaltando isso, se colocou como mais uma peça que monta um espetáculo como esse;
3 – A música! É claro. Em seu toque ao piano, dando espaço para seus companheiros, e propagando o jazz e a música brasileira com a maestria que mais de 50 anos de carreira podem oferecer a um público privilegiado.
Isso foi só a metade do festival, ainda restam dois dias, muita música boa para o deleite de quem tem a esperteza de aproveitar um momento único como esse. O único ponto negativo vai para alguns inconvenientes expectadores, que ficam de conversa durante as apresentações, em total desrespeito ao artista, e a todo o público. Mas no restante, nada a desejar: organização eficiente, consumação moderada, porém suficiente, som e luz impecáveis, e a música, a melhor possível!
Programação:
Sexta-feira 21 de Janeiro de 2011
Sexta-feira 21 de Janeiro de 2011
Tanghetto
Paraphernalia
Paraphernalia
Sábado 22 de Janeiro de 2011
Jaques Morelembaum
Yamandu Costa
Todos os dias a partir das 21 horas no Centro Cultural Oscar Niemeyer (G0-020, Km 0)
Entrada franca
Pescadores de Ilusões?
O estado de Goiás passa por coisas que só se acredita vivendo. Ou será normal uma decisão judicial invalidar um concurso público após ter sido nomeado, empossados e começado o trabalho de diversos profissionais? Se houve erro no edital, qual é a culpa das pessoas que estudaram, se dedicaram, planejaram, e o pior: viram esse sonho se tornar realidade ao assumirem suas funções?
As áreas da Saúde, Cidadania e Trabalho, Polícia Tecnico-Científica e Corpo de Bombeiros fizeram o processo seletivo em 2010, tudo correu normalmente durante os prazos estipulados, exceto que o edital não previa a quantidade de vagas disponíveis, colocando como cadastro reserva. Mas mesmo assim realizou-se o certame, divulgaram os aprovados, e foram chamados, e submetidos a todos os processos de contratação, inclusive tendo começado a trabalhar. Depois, a decisão de se suspender o certame.
Um ítem em comum nessas seleções, é dizer que a aprovação gera a expectativa da nomeação, isso é uma cláusula medíocre, que apenas mobiliza uma força que não pode contar com a sua convocação, e fica-se a insegurança de investir em um concurso para não se ter nem expectativa real de que será empregado.
Tratam-se quase 4.000 profissionais, todos com a vida encaminhada e dedicada para o emprego que conquistaram por direito. Isso faz vários empossados assumirem compromissos financeiros, contando com a estabilidade que o cargo público supostamente oferece a eles.
O trâmite na justiça será longo. A interpretação do delicado assunto pode gerar distorções e embasamentos que não atenderão necessariamente aos trabalhadores, gerando no mínimo o clima de instabilidade para todos. Ninguém provavelmente será destituído do cargo enquanto o processo corre em vários âmbitos, mas o transtorno poderia ser evitado.
Parece ser tempestade em copo d’água, mas não é. A estrutura do estado é muito falha, e precisa de mudanças profundas. O funcionalismo muitas vezes é inoperante, defasado, e desqualificado, justamente por não se priorizar a qualificação encaminhada através de um concurso público. Não é a solução para todos os problemas, mas com certeza uma reforma que melhoraria muito a funcionalidade dos órgãos estaduais.
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