Depois do generoso aumento de 62% em seus próprios salários ao apagar das luzes do mandato anterior, a nova legislatura mal começou e começa a dar prova do pouco caso com o cidadão, em detrimento ao benefício próprio. Na mesma semana em que a Câmara Federal votou contra o aumento do salário mínimo, para a Assembléia Legislativa de Goiás quando o assunto passa a ser o bolso deles, a perspectiva muda imediatamente.
Agora se coloca em pauta o fim das gratificações extras de sessões extraordinárias, 14º e 15º salários. Só com as rendas extras, pode-se se ganhar em torno de R$ 180.000/mês, algo entre 22 e 23 salários. A maioria, sem constrangimento sai em opinião contrária, e embasando na brecha que virou senso comum para toda atividade parlamentar que causa alguma indignação: A constitucionalidade.
Não é muito irônico se apoiar em uma lei que também é elaborada por eles, quer exemplo melhor de legislar em causa própria? Mesmo a Constituição Federal sendo a carta-mãe, o maior documento norteador para a sociedade não pode acobertar disparidades como o que propõe seus formuladores.
Outro ponto em comum é o chamado efeito cascata, se aprova lá em Brasília, é "natural" que passe por aqui também, uma mão lava a outra, e todos saem ganhando, todos os parlamentares, claro.
E o povo vai sair e acampar na praça igual no Egito? Se tiver um grupo de 100 estudantes pra fazer um pequeno barulho já é muito. Aqui a coisa caminha mais com hagstag no twitter que em protesto na rua.
Blog do Paullo Di Castro
Mostrando postagens com marcador Assembléia Legislativa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Assembléia Legislativa. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Empossados
Essa terça, ao primeiro dia de fevereiro de 2011, foi de bastante movimento para o legislativo brasileiro, tanto nas Assembléias em todos os estados, como no Congresso Nacional. Nossos parlamentares tomaram posse de seus cargos, e já escolheram as mesas diretoras que comandarão as casas no próximo biênio.
Aqui em Goiás, com uma renovação considerável, vários vereadores assumindo o novo cargo, e o prolongamento de vários mandatos. A posse teve suas peculiaridades. A articulação em torno de reconduzir Jardel Sebba (PSDB) à presidência não encontrou nenhuma resistência.
A oposição, representada em discurso por Luis César Bueno (PT), falou com tom ideológico, de se fazer oposição com responsabilidade, apoiar todas as pautas que não confronte as bandeiras dos partidos. Tudo com aquela pinta de dúvida de que na prática irá funcionar, principalmente por ser um discurso falho em gramática, literatura, terminando com as enfadonhas citações, no caso, da clássica música "Caçador de Mim."
Já a situação, em claro domínio, estava a ria à toa. As promessas de crescimento, gestão de modernidade, deixavam claro a afinidade com o governo, o que já acontecia desde o mandato passado, com o governador ainda no senado, vide caso da votação do empréstimo à CELG.
No Congresso Nacional, a terça parte de renovação não foi tão sentida, principalmente por reconduzir às presidências a raposa velha José Sarney (PMDB) no senado, e o petista Marco Maia na Câmara. Vários que escaparam dos processos do Ficha Limpa comemoravam os novos anos de poder.
Claro que a presença de Tiririca, Romário, dentre outros, causavam curiosidade. O humorista parece ter apanhado para aprender a votar, mas já passou por cima dessa limitação.
Sandro Mabel, até então do PR, provocou mal estar em seu partido, no governo federal e em todos os goianos, ao bancar a todo custo sua candidatura à presidência, mesmo ameaçado de expulsão pela sigla, foi até o fim, saiu derrotado, e provou o gosto amargo de suas constantes trapalhadas em articulações políticas, visíveis nas últimas eleições em Goiás.
O ano começa com os reflexos naturais das eleições passadas, e apontando perspectivas para 2012. Caras novas figurando junto aos velhos personagens que tanto mancharam as casas legislativas nos últimos mandatos.
Marcadores:
Assembléia Legislativa,
Câmara dos Deputados,
Congresso Nacional,
Jardel Sebba,
José Sarney,
Marco Maia,
posse,
Sandro Mabel,
Senado Federal,
Tiririca
sexta-feira, 19 de março de 2010
Duas semanas em pauta
Depois de intermináveis duas semanas sem postar, volto ao meu sagrado canto para descarregar a relevância do que achei mais importante nos últimos dias. Vamos lá:
Glauco:
Violência, fanatismo religioso, prestação de contas? Vários ingredientes cabeludos cercaram a morte desse cartunista que marcou época nos anos 80 na revista Chiclete com Banana e depois nas suas tirinhas na Folha de São Paulo. O personagem Geraldão não existe mais, e pior, o playboy que assassinou o cartunista e seu filho, tenta fugir para Paraguai, e confessa o assassinato a sangue frio, várias versões contraditórias, e poucas razões. Cadu deve ter problemas psíquico. O caso ainda vai se prolongar muito.
Canedense:
O que esperar de um estádio acanhado, de uma cultura provinciana, de uma polícia despreparada e jogadores com sangue quente? Só poderia ter dado pancadaria, e no único jeito do Vila Nova aparecer nas manchetes nacionais. O futebol goiano cresceu o nível técnico em campo, e fora dele ainda passa vergonha em todos os goianos. O pior é a impunidade, o campo da Canedense logo estará liberado, o prefeito de Itumbiara vai escapar ileso, e a polícia vai continuar operando para coibir o torcedor e afastar os grandes espetáculos das arquibancadas.
Bruno (Flamengo):
Depois do mico da cara de decepção ao não levar o prêmio de melhor goleiro do Brasileirão de 2009 (veja aqui.), despreparo emocional e psicológico desse jogador é de dar pena. Defender um companheiro de time, mesmo que seja o Adriano que só faz burrada fora de campo, tudo bem, mas falar "quem nunca chegou até a sair no tapa com mulher?", faça-me o favor! Azar da mulher que apanhou dele e não o denunciou. O Flamengo com jogadores como Bruno, e o "Império do Amor", não consegue ter sucesso que poderia dentro de campo pelos problemas causados por esses personagens fora dele.
Arruda/Nardonis/Belo:
Cada juiz uma sentença, e de fato a justiça brasileira vem surpreendendo a todos. Os tribunais superiores, que tanto ganham bem, agora começam a impetrar ações que satisfazem a indignação popular, independente do colarinho branco. Ver o ex-governador do DF ser o primeiro de expressão no executivo a ficar atrás das grades, sem mandato, sem direitos políticos, ver o casal Nardoni sem conseguir nenhum relaxamento de prisão é de se animar com a sempre morosa justiça. O cantor de água oxigenada escapou agora de continuar com a vida restrita, mas já pagou bem, e continuou ganhando dinheiro mesmo preso. Tudo isso será bom se principalmente servir de exemplo prático para quem pensa em cometer crimes como esses indivíduos.
Marconi:
o vice do senado segue firme e até agora sozinho em uma pré-candidatura consolidada ao governo do estado. Foge do caso CELG, Niemeyer do jeito que pode, e visita as bases para se fortalecer, agora com o nome de Vanderlan ganhou mais uma preocupação, mas continua no perigoso caminho do já-ganhou, feito pelo PMDB em 98, que culminou na derrota para o próprio. O mais irritante são seus fiéis seguidores, dispostos a tudo para o reconduzirem ao governo, e claro, serem recompensados mais pra frente.
Vanderlan:
Por essa poucos esperavam, mas o prefeito de Senador Canedo chegou para ficar, tem que primeiro convencer o próprio partido, depois outros anti-iristas e anti-marconistas e o máximo possível de lulistas. A terceira via pode enfim ser um fator que determine a eleição, e saia da bipolaridade que se reveza no poder do estado por vários anos. Mas o desafio é árduo, Vanderlan precisará de muita desenvoltura no interior, um marketing forte e uma coligação bem unida. Sua história empresarial e os dois mandatos em Canedo o credenciam para a disputa, no mínimo para ser uma opção diferenciada para o eleitor.
Íris:
O maior expoente da política goiana não se decidiu, o vai-não vai é constante, só se vê agora um partidário dizer que ele sai candidato, depois vem outro e afirma que não sai. Isso deve durar até o fim do mês, e para mim poderia se descartar agora. Já está tarde para todas essas decisões, que pesam deixar a prefeitura e correr o risco de mais uma derrota no fim da carreira. Agora um fator que realmente atrapalha a decisão atende pelo nome de Lula. Íris não se define, principalmente por não ter o apoio do presidente, de ter o risco de dividi-lo no palanque com outro candidato. Henrique Meireles quer brigar pra ser vice de Dilma e não voltará atrás, ficam poucas alternativas para o PMDB, apoiar Rubens Otoni é o mais viável.
Guerra ao terror:
Um filme de americanos, feito para americanos, e sobra um pouco para o resto do mundo curtir. A temática de guerras sempre é delicada, principalmente com os EUA de protagonistas. Mas quando se leva para uma perspectiva mais humanitária, como o filme aborda em certos momentos, é mais relevante para se mostrar a peleja. O caso do Iraque é intragável até hoje, Bush fez o que quis e Obama fez o que prometeu não querer, mesmo levando Nobel da Paz. Resta curtir uma boa produção, e esquecer tudo o que está por trás dela.
Assembléia Legislativa:
Dias tensos vive a casa de leis do estado. Em clima de pré-candidatos, e duas CPIs polêmicas, envolvendo muito dinheiro. As investigações correm muito lentas, sem solução, sem estudos conclusivos, e vão jogando a sujeira para debaixo do tapete, as eleições se aproximam, e aí é que as coisas não caminharão.
Risadaria:
Um coletivo do humor, juntando vários feras do assunto, por iniciativa do ótimo Paulo Bonfá. Foi entrevistado no Programa do Jô (que não deixa o entrevistado falar, mas quando é bom como ele fala!) Brilha desde os Sobrinhos do Ataíde, depois Rock Gol na MTV, agora junta uma nova geração como Marcelo Adnet, e vira tudo uma grande diversão. Os shows solos são ótimos, stand up rende muito, mas quando se juntam várias forças a alegria é maior. Homenagens mais que justas à lenda viva Chico Anísio e Glauco. E viva o humor brasileiro! Sem ele é muito mais difícil viver nesse país.
Ibsen Pinheiro:
Polêmica, é a primeira coisa que se pensa com essa lei. O Rio de Janeiro contra o Brasil. Monteiro Lobato, nos anos 20 gritou que o petróleo era nosso, agora, ao invés disso, vemos os cariocas amedrontados por perderem o bolo completo e ter que dividi-lo entre os estados. Uma solução pacífica, com uma vantagem maior para o Rio poderia ser uma boa saída, mas na guerra de egos, e de milhões em royalties vai ser difícil de se encontrar uma saída, mas que os cariocas poderiam olhar um pouco menos para o próprio umbigo, isso poderiam. A riqueza é nossa!
Fórmula 1:
Voltou com tudo a maior competição do automobilismo mundial. E para variar, nosso melhor brasileiro superado só pelo seu parceiro de equipe. Mas esse ano, apesar de novas regras que podaram muito o desenvolvimento dos carros, o calibre dos pilotos em disputa promete muitas emoções. A volta de Schumacher é um ingrediente a mais na disputa pelas pontas com Alonso, Haminton, Button, Rubinho e Massa. É bom ver a estréia de Bruno Senna e a inevitável lembrança do tio dele, maior corredor de todos os tempos, de uma época em que a Fórmula 1 era mais apaixonante para os brasileiros. Mas dias melhores virão, o Brasil já passou da hora de ter o título. 2010 pode ser o ano!
Guns'n Roses:
Axl Rose junto quem queria, demorou o tempo que queria, fez o disco do jeito que queria, e o resultado é ouvir a gloriosa banda dos anos 90 em uma versão duvidosa. Sim, lá no fundo eu queria ir ao show e ouvir sucessos que marcaram minha adolescência, mas sem Slash, Duff, e Matt definitivamente não é a mesma coisa. Bandas como Charlie Brown Jr, Engenheiros do Hawai, Oasis, dentre outras cujo líder deixa seus companheiros saírem e insistem em continuar levando o legado que era coletivo e passa a ser individual, são de mal gosto. Tanto que algumas não duram muito tempo. Voltar a formação original em troca de uma turnê rentável é mais digno que levar o nome de uma banda em cima de uma só pessoa.
Marcadores:
Arruda,
Assembléia Legislativa,
Bruno,
Canedense,
Fórmula 1,
Glauco,
Guerra ao Terror,
Guns'n Roses.,
Ibsen Pinheiro,
Íris Rezende,
Marconi Perillo,
Nardoni,
Risadaria,
Vanderlan Cardoso
Assinar:
Postagens (Atom)
