Blog do Paullo Di Castro


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quinta-feira, 21 de junho de 2012

A Partida do Partido

A sensação de "já vi esse filme", "eu falei que ia dar errado" "desse mato não sai coelho", foram alguns sentimentos de políticos, eleitores e a imprensa com a notícia que movimentou a cena política goiana nessa quarta-feira, dia 20. Vanderlan Cardoso declarou que estava saindo do PMDB, poucos dias depois de completar 1 ano na sigla.


A notícia não era de se espantar, mas deu muito pano pra manga. Depois da grande festa pra receber o novo afiliado no ano passado, no Centro de Convenções, se transformou em uma caminhada pelo estado que não teve o apoio da cúpula peemedebista. Por cúpula leia-se Íris Rezende Machado. O veterano líder, mesmo com derrotas significativas, não consegue renovar o quadro e permitir a ascensão de novas lideranças significativas.


Desde Maguito Vilela, que nos últimos 4 anos passou por um ostracismo pegando a batata quente da prefeitura de Aparecida de Goiânia, não existe mais nenhum nome que ocupe a cabeça de chapa do PMDB em Goiânia e no estado. Íris disputou todas as últimas 3 eleições para os cargos, alguns potenciais candidatos abandonaram a legenda, agora foi a vez de Vanderlan.


O precedente dessa filiação é de um passado muito recente. Henrique Meirelles era um nome forte, uma novidade que representaria a quebra do político de carreira pra alguém que tem no currículo a presidência mundial de um banco e do Banco Central do Brasil. Isso não foi o suficiente para a abertura de espaço. Íris atropelou esse projeto que estava bem encaminhado, para mais uma vez ir às urnas. Meirelles, como era de se esperar, não permaneceu.


O ex-prefeito de Senador Canedo chegou com afagos e muitas promessas, fala vibrante de Iris na filiação, juras de amor eterno. O discurso no desfecho foi de que Vanderlan precisava conquistar seu espaço. Por quanto tempo? Se ele seria o candidato de 2014, porque não já investiram na pré-campanha, fato que fez muita falta pra ambos em 2010? As perguntas ficam no ar, as consequências saberemos daqui dois anos.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Balanço político

Como um dos últimos posts do ano, nada mais apropriado que refletir sobre as três esferas políticas, que estão encerrando um ciclo e começando outro, sem muita novidade.

BRASIL:

Chegamos ao fim do mandato de oito anos, do presidente mais popular, de maior índice de aprovação, que veio da esquerda, que não tinha estudo, que tantou, tentou, e chegou lá, fazendo um governo um tanto irreverente, que muito seguiu a política econômica dos anos FHC, porém, ao invés de privatizações, produziu um crescimento nunca visto. Se o Fome Zero que era o programa carro-chefe do primeiro mandato não vingou, o Minha Casa Minha Vida, do ano passado pra cá, surtiu mais efeito. Já o PAC ficou devendo.
Um dos trunfos do governo que se encerra é a política internacional, que colocou o Brasil em patamares "nunca antes na história desse país" alcançados. Um diálogo aberto com países de A a Z, desde os EUA até os controversos Irã e Coréia do Norte. A crise econômica que tomou a maioria das nações não chegou com força em solo brasileiro.
O fato é que Lula fez um governo diferenciado, mesmo com a crise do mensalão, que derrubou tanta gente do alto clero governamental, o presidente conseguiu com sua habilidade política e populista escapar da participação. O Congresso Nacional fez as piores lambanças de todos os tempos, até o apagar das luzes, mas o presidente, com sua marca fortalecida, ficou inabalável, e com o nome marcado no hall dos mais importantes homens do Brasil. É incontestável a força popular de Lula.
O que esperar do governo Dilma? Os potenciais sucessores saíram manchados pós mensalão, restou acreditar na mulher que esteva ao lado do presidente em todo o governo, mesmo sem a devida experiência em cargos eletivos, pode fazer um continuísmo interessante do atual governo, isso se percebe fácil pela montagem de seu ministério, com o devido dedo de Lula. Se conseguirá a habilidade do chefe para tratar com nobres e plebe, eis a questão.

GOIÁS:

O governador Alcides, longe da popularidade de Lula, deixa o cargo sem apego popular, mas com as contas do estado em melhor posição do que anos atrás. Com a impossibilidade da reeleição, foi um oxigênio para se trabalhar pela re-organização do estado.
Vale destacar o bom trato com a imprensa, a boa articulação com o governo federal. De ruim fica a participação do secretariado, ausência de reuniões e funcionalismo sofrendo com os cortes. Publicidade foi fraca, o que pode não ser ruim, muitas obras paradas, e a explicação era uma só: pagar as contas herdadas.
A fraqueza do governo era sentida especialmente na Assembléia legislativa, mesmo com poucos opositores de destaque, era difícil o bom diálogo entra a casa e o Palácio. No final o golpe duro do empréstimo da CELG barrado em votação enfraqueceu mais o governo, que não estava ao lado das duas maiores forças do estado, e conseqüentemente não conseguiu usar a influência para continuarem com seu grupo político, em maioria rachado.
O que esperar do próximo governador? Ele já é muito conhecido, impõe modernidade, mesmo depois de 12 anos em cargos majoritários. Tinha mais 4 anos no senado, a vice-presidência da casa, mas as portas estavam abertas pra voltar ao governo, o que astutamente fez.
A formação do secretariado foi um tanto esperada, muitos nomes que o acompanharam firmemente nos últimos anos. A surpresa maior ficou por conta do deputado federal eleito pelo PMDB, Thiago Peixoto ter sido convidado, e aceitado o cargo de secretário da Educação. Era a bandeira que o deputado mais atuava, porém, vindo do maior inimigo político, o convite surpreende, e abre margem para se perceber a boa jogada de Marconi ao trazer para o seu lado o talvez maior potencial adversário político em um futuro próximo.

GOIÂNIA:

Na prefeitura, mesmo sem sucessão eleitoral, também muitas mudanças. Desde abril o vice petista Paulo Garcia já assumia o cargo para suprir Iris que teimou em disputar o governo, o partido saiu fortalecido, e o prefeito foi impondo sua gestão para tocar obras como o antecessor, e abrir diálogo com a população. Destaque para o uso do twitter, onde em várias noites o prefeito respondia e dava satisfação aos internautas sobre as questões do município.
Em uma discreta mudança no secretariado, Paulo conseguiu reunir adversários visando 2012. Várias articulações, tanto no âmbito municipal como no estadual, já preparam o caminho para as próximas eleições. Política é isso. Cabe à população participar cobrando, para que não tenhamos tantos desgostos como nos últimos anos.

domingo, 28 de março de 2010

Julgamento e mais alguma coisa

Semana em que quase só se falava de julgamento, de BBB e mobilizações populares, um pouquinho delas:

CONDENAÇÃO:
O julgamento mais tumultuado dos últimos anos, com uma semana de extensa duração, finalmente chegou ao fim. A meia noite desse sábado, 28 de março, a leitura da sentença pelo juíz Maurício Fossen culminou na condenação de Alexandre Nardoni, com 31 anos de prisão e de Ana Carolina Jatobá, com 26. São réus primários, não devem ficar mais de 5, 6 anos no regime fechado. A força da opinião pública já destruiu moralmente esse casal. A melhor justiça agora é coibir pais que pensem em faz alguma barbaridade desse nível com seus filhos. Caso julgado, espero um sossego da mídia, que explora exaustivamente assuntos como esse.

HORA DO PLANETA:
Nesse sábado, dia 27, um movimento mundial de proporção poucas vezes vista levanta a temática que ultrapassa a economia, a sustentabilidade, o ambiental e demais áreas de preocupação com o futuro do planeta. Mesmo sendo um ato simbólico, apagar as luzes das oito e meia até nove e meia da noite é um gesto de milhões de pessoas que param um tempo para lembrar das necessidades da nossa casa (planeta). Nascido na Austrália três anos atrás, hoje Goiânia e mais 14 capitais brasileiras aderem a essa causa , o despertar de uma nova consciência. A adesão pode não ter sido a esperada, mas qualquer ato público que faça as pessoas lembrarem mais de cuidar do nosso planeta, já estamos no lucro.

CANDIDATO:
Íris declarou em seu ciclo partidário que sairá candidato ao governo do estado. Se comoveu com o pedido de uma romaria que foi a Paço Municipal interpelar o prefeito que dispute as eleições em outubro, e como uma epopéia extraordinária, ele não teve como dizer não. Todo esse cenário apimenta mais a política local, um corre-corre de partidos para definirem suas coligações, na Assembléia e na Câmara pouco tempo sobra para cuidar das CPIs e projetos de leis. Mais importante para a maioria é articular, rodar muito para "visitar as bases", e claro, fazer o máximo possível uma campanha antecipada debaixo das barbas do TSE.

ROCK PELO NIEMEYER:
Foi uma festa e um protesto digno do tamanho de nossa cultura, da força do rock independente e do descaso das autoridades com um espaço tão fantástico da nossa cidade. Fui na Praça Cívica e acompanhei a concentração e metade do cortejo rumo ao Oscar Niemeyer. Fiquei impressionado com essa organização, com a experiência das bandas tocando em cima do trio e principalmente com o povo unidos por um ideal. A organização da Mostro Discos e da Fósforo Cultural está de parabéns, a polícia, AMT e SAMU fizeram um bom trabalho. O povo compareceu, poderiam ir mais, com certeza, mas só o barulho feito, alcançando todos os que estavam nas principais vias do centro e região sul da cidade já valeu demais. E fica a espectativa da reabertura do Centro, dia 29 de julho saberemos, e teremos a comemoração, ou outro protesto.

FÓRMULA 1:
Foi eletrizante e valeu a pena ficar acordado quase a madrugada toda para ver o GP da Austrália. Dos brasileiros, Massa foi brilhante e abocanhou o pódium. O Bruno e Di Grassi infelizmente abandonaram, mas ambos tem muito a crescer na competição. A RBR realmente parece que vai faturar muito esse ano. O vai-e-vem das chuvas complicou os trabalhos de pilotos e equipes, mas rendeu mais emoções e perícia dos corredores. Vettel começou na pole mas abandonou, melhor para Button, que ralou para assumir a ponta. Nunca uma edição reuniu tantos campeões mundiais, o que promete ser um ano diferenciado na F1. 50 anos que faria o nosso maior campeão, precisamos de disputas assim para animar o Brasil.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Duas semanas em pauta

Depois de intermináveis duas semanas sem postar, volto ao meu sagrado canto para descarregar a relevância do que achei mais importante nos últimos dias. Vamos lá:

Glauco:
Violência, fanatismo religioso, prestação de contas? Vários ingredientes cabeludos cercaram a morte desse cartunista que marcou época nos anos 80 na revista Chiclete com Banana e depois nas suas tirinhas na Folha de São Paulo. O personagem Geraldão não existe mais, e pior, o playboy que assassinou o cartunista e seu filho, tenta fugir para Paraguai, e confessa o assassinato a sangue frio, várias versões contraditórias, e poucas razões. Cadu deve ter problemas psíquico. O caso ainda vai se prolongar muito.

Canedense:
O que esperar de um estádio acanhado, de uma cultura provinciana, de uma polícia despreparada e jogadores com sangue quente? Só poderia ter dado pancadaria, e no único jeito do Vila Nova aparecer nas manchetes nacionais. O futebol goiano cresceu o nível técnico em campo, e fora dele ainda passa vergonha em todos os goianos. O pior é a impunidade, o campo da Canedense logo estará liberado, o prefeito de Itumbiara vai escapar ileso, e a polícia vai continuar operando para coibir o torcedor e afastar os grandes espetáculos das arquibancadas.

Bruno (Flamengo):
Depois do mico da cara de decepção ao não levar o prêmio de melhor goleiro do Brasileirão de 2009 (veja aqui.), despreparo emocional e psicológico desse jogador é de dar pena. Defender um companheiro de time, mesmo que seja o Adriano que só faz burrada fora de campo, tudo bem, mas falar "quem nunca chegou até a sair no tapa com mulher?", faça-me o favor! Azar da mulher que apanhou dele e não o denunciou. O Flamengo com jogadores como Bruno, e o "Império do Amor", não consegue ter sucesso que poderia dentro de campo pelos problemas causados por esses personagens fora dele.

Arruda/Nardonis/Belo:
Cada juiz uma sentença, e de fato a justiça brasileira vem surpreendendo a todos. Os tribunais superiores, que tanto ganham bem, agora começam a impetrar ações que satisfazem a indignação popular, independente do colarinho branco. Ver o ex-governador do DF ser o primeiro de expressão no executivo a ficar atrás das grades, sem mandato, sem direitos políticos, ver o casal Nardoni sem conseguir nenhum relaxamento de prisão é de se animar com a sempre morosa justiça. O cantor de água oxigenada escapou agora de continuar com a vida restrita, mas já pagou bem, e continuou ganhando dinheiro mesmo preso. Tudo isso será bom se principalmente servir de exemplo prático para quem pensa em cometer crimes como esses indivíduos.

Marconi:
o vice do senado segue firme e até agora sozinho em uma pré-candidatura consolidada ao governo do estado. Foge do caso CELG, Niemeyer do jeito que pode, e visita as bases para se fortalecer, agora com o nome de Vanderlan ganhou mais uma preocupação, mas continua no perigoso caminho do já-ganhou, feito pelo PMDB em 98, que culminou na derrota para o próprio. O mais irritante são seus fiéis seguidores, dispostos a tudo para o reconduzirem ao governo, e claro, serem recompensados mais pra frente.

Vanderlan:
Por essa poucos esperavam, mas o prefeito de Senador Canedo chegou para ficar, tem que primeiro convencer o próprio partido, depois outros anti-iristas e anti-marconistas e o máximo possível de lulistas. A terceira via pode enfim ser um fator que determine a eleição, e saia da bipolaridade que se reveza no poder do estado por vários anos. Mas o desafio é árduo, Vanderlan precisará de muita desenvoltura no interior, um marketing forte e uma coligação bem unida. Sua história empresarial e os dois mandatos em Canedo o credenciam para a disputa, no mínimo para ser uma opção diferenciada para o eleitor.

Íris:
O maior expoente da política goiana não se decidiu, o vai-não vai é constante, só se vê agora um partidário dizer que ele sai candidato, depois vem outro e afirma que não sai. Isso deve durar até o fim do mês, e para mim poderia se descartar agora. Já está tarde para todas essas decisões, que pesam deixar a prefeitura e correr o risco de mais uma derrota no fim da carreira. Agora um fator que realmente atrapalha a decisão atende pelo nome de Lula. Íris não se define, principalmente por não ter o apoio do presidente, de ter o risco de dividi-lo no palanque com outro candidato. Henrique Meireles quer brigar pra ser vice de Dilma e não voltará atrás, ficam poucas alternativas para o PMDB, apoiar Rubens Otoni é o mais viável.

Guerra ao terror:
Um filme de americanos, feito para americanos, e sobra um pouco para o resto do mundo curtir. A temática de guerras sempre é delicada, principalmente com os EUA de protagonistas. Mas quando se leva para uma perspectiva mais humanitária, como o filme aborda em certos momentos, é mais relevante para se mostrar a peleja. O caso do Iraque é intragável até hoje, Bush fez o que quis e Obama fez o que prometeu não querer, mesmo levando Nobel da Paz. Resta curtir uma boa produção, e esquecer tudo o que está por trás dela.

Assembléia Legislativa:
Dias tensos vive a casa de leis do estado. Em clima de pré-candidatos, e duas CPIs polêmicas, envolvendo muito dinheiro. As investigações correm muito lentas, sem solução, sem estudos conclusivos, e vão jogando a sujeira para debaixo do tapete, as eleições se aproximam, e aí é que as coisas não caminharão.

Risadaria:
Um coletivo do humor, juntando vários feras do assunto, por iniciativa do ótimo Paulo Bonfá. Foi entrevistado no Programa do Jô (que não deixa o entrevistado falar, mas quando é bom como ele fala!) Brilha desde os Sobrinhos do Ataíde, depois Rock Gol na MTV, agora junta uma nova geração como Marcelo Adnet, e vira tudo uma grande diversão. Os shows solos são ótimos, stand up rende muito, mas quando se juntam várias forças a alegria é maior. Homenagens mais que justas à lenda viva Chico Anísio e Glauco. E viva o humor brasileiro! Sem ele é muito mais difícil viver nesse país.

Ibsen Pinheiro:
Polêmica, é a primeira coisa que se pensa com essa lei. O Rio de Janeiro contra o Brasil. Monteiro Lobato, nos anos 20 gritou que o petróleo era nosso, agora, ao invés disso, vemos os cariocas amedrontados por perderem o bolo completo e ter que dividi-lo entre os estados. Uma solução pacífica, com uma vantagem maior para o Rio poderia ser uma boa saída, mas na guerra de egos, e de milhões em royalties vai ser difícil de se encontrar uma saída, mas que os cariocas poderiam olhar um pouco menos para o próprio umbigo, isso poderiam. A riqueza é nossa!

Fórmula 1:
Voltou com tudo a maior competição do automobilismo mundial. E para variar, nosso melhor brasileiro superado só pelo seu parceiro de equipe. Mas esse ano, apesar de novas regras que podaram muito o desenvolvimento dos carros, o calibre dos pilotos em disputa promete muitas emoções. A volta de Schumacher é um ingrediente a mais na disputa pelas pontas com Alonso, Haminton, Button, Rubinho e Massa. É bom ver a estréia de Bruno Senna e a inevitável lembrança do tio dele, maior corredor de todos os tempos, de uma época em que a Fórmula 1 era mais apaixonante para os brasileiros. Mas dias melhores virão, o Brasil já passou da hora de ter o título. 2010 pode ser o ano!

Guns'n Roses:
Axl Rose junto quem queria, demorou o tempo que queria, fez o disco do jeito que queria, e o resultado é ouvir a gloriosa banda dos anos 90 em uma versão duvidosa. Sim, lá no fundo eu queria ir ao show e ouvir sucessos que marcaram minha adolescência, mas sem Slash, Duff, e Matt definitivamente não é a mesma coisa. Bandas como Charlie Brown Jr, Engenheiros do Hawai, Oasis, dentre outras cujo líder deixa seus companheiros saírem e insistem em continuar levando o legado que era coletivo e passa a ser individual, são de mal gosto. Tanto que algumas não duram muito tempo. Voltar a formação original em troca de uma turnê rentável é mais digno que levar o nome de uma banda em cima de uma só pessoa.


sábado, 6 de fevereiro de 2010

Pitacos da semana

Que semana quente! Em vários sentidos! Só pra São Paulo que a preocupação maior ainda está infelizmente nas chuvas. O restante se abana como pode! Segue umas curtas do que passou:

JORCELINO BRAGA:
O poderoso secretário da Fazenda de Goiás se viu de calças curtas ao ser divulgado um vídeo de sua filha recebendo propina de entidade filantrópica, mesmo sendo de seu pouco convívio, o laço sanguíneo pesa essa hora, e a credibilidade de seu cargo também. Se defendeu muito bem, e realmente nos leva a pensar que é impossível um pai controlar e responder pelos atos de um filho maior de idade (ou até menor hoje em dia!), as investigações continuarão, e não provando sua participação direta, que a filha dele pague e ele segue forte, mas não ao ponto de ser competitivo na corrida eleitoral do governo de Goiás.


MARCONI X ÍRIS
Não dá pra fugir da política goiana em outro assunto, que na verdade está ligado com o de cima, mas essa semana a bipolaridade da guerra partidária em nosso estado ganhou temperos diferentes. Dizem que entre amigos Íris se declarou candidato, fora um pequeno impasse com Henrique Meirelles, era o cenário esperado, já pra Marconi, a ressaca da denúncia de doações para campanha ao senado, feita pelo Estadão. No twitter chuveu de comentários alheios, opiniões de jornalistas, e principalmente de aliados defendendo o senador com unhas e dentes. Foi abafado pelo caso Braga, que jogou a batata quente na mão do ex-aliado e novo desafeto. Teremos muitos próximos capítulos!

TESSÁLIA:
Como é impossível passar dispercebido para quem não assiste o BBB (Big Bordel do Bial!), ver a "rejeição" popular dessa garota que, só com 22 anos faz um barulho desses, é incomodante. Estar envolvida em uma traição em rede nacional é pouco perto de cenas protagonizadas lá. Pudor e caráter não fazem parte do vocabulário dela, solta frases calculadas para serem polêmicas e reverter em popularidade, já era assim no Twitter, agora muito mais. Com certeza vai chuver muita grana nessa horta, já que ela parece disposta a tudo.

COMBUSTÍVEL:
O brasileiro sofre muito em períodos entre-safra do álcool. Esse ano está pior, os exorbitantes preços de R$ 1,95 para álcool e R$ 2,65 para gasolina deixa qualquer motorista refém de uma indústria que não pára de praticar preços abusivos. Cartéis de postos em uma mesma cidade, com bandeira ou sem todo mundo sabe, mas as usinas também tem a parcela de culpa, e principalmente o governo, que com uma potência chamada Petrobrás não se move para mudar essa realidade. Aí resta contar com o transporte coletivo... lascou!

BEYONCÉ:
Diva é diva, talento, carisma e sensualidade fazem parte do cardápio dessa morena furacão. As músicas dela, feita por produtores carimbados, na maioria tem a batida certa para pistas de dança. Mas ela ainda tem um chão pra percorrer e chegar no patamar de ícone da música pop. Está no caminho com certeza, a Wanessa Camargo evoluiu muito como cantora e mereceria mesmo abrir a tour dela aqui no Brasil, temos umas bem melhores, mas próximo do tipo de música da Beyoncé, encaixou-se bem. Já Ivete Sangalo, acho que forçaram um pouco a barra!

CARNAVAL:
Termino com a festa da carne só pra ressaltar um ponto: Carnaval, além de ser a maior concentração de contaminações de toda espécie, higiênicas a DST, também é o maior trampolim para diversas "cantoras-atrizes-apresentadoras subindo no estrelato. Além de irem a praia se exibir para os paparazzos em seus micro-biquinis, rebolar muito e declarar amor para uma escola de samba são os ingredientes certos para rechear a grande indústria midiática de fofoca. Isso cansa, mas vende, fazer o quê?

Vamos para a última semana de férias do Brasil, depois do carnaval sim as coisas começam a funcionar! Como diz Luis Melodia "Carnaval, carnaval, eu fico triste quando chega o carnaval...", ficaria se ficasse em casa vendo desfiles na TV, tem coisa melhor para fazer, eu garanto!


sábado, 5 de dezembro de 2009

Resumão da Semana

Mais uma semana cheia, corrida, e com muitas novidades em todos os segmentos. 2009 realmente está sendo um ano quente, principalmente os derradeiros dias, mesmo com tanta chuva. E olha que não era ano eleitoral, nem de Copa, nem Olímpico até porque as eleições sempre casam com os jogos.

Pão de Açúcar e Casas Bahia:
Essa sim deu e vai dar o que falar. Não sei se o que mais assombra é a linha distinta adotada pelos dois gigantes do comércio que agora são um. O grupo da família Diniz comprou a rede mais popular de varejo do Brasil. Um outrora eletista, o outro povão ao extremo. A agora quarta maior empresa do Brasil, atrás apenas da Petrobrás, Vale e Gerdal, que envolvem também o Ponto Frio e o Extra, vão aquecer um pouco as vendas, principalmente se manterem a linha nobre dos Hipermercados, e os crediários das Casas Bahia. Em comum, tem a história de imigrantes fundadores que passaram para os filhos o controle, e cresceram significativamente.

Lombardi e Leila Lopes:
Sobre a voz em OFF mais famosa da TV brasileira, era um folclórico personagem que mexia com o imaginário de algumas mulheres, e distraia quem se grudava na TV o domingo inteiro, principalmente quem conferia os números da Tele-Sena. Todos diziam ter bom caráter, e sem dúvida era um grande profissional. Fará falta.
A ex-atriz global, já mexia comigo quase 20 anos atrás, como uma bela professorinha, e assim, brilhou nas principais novelas épicas de Benedito Rui Barbosa. Depois, o declínio. Ela encontrou algo mais fundo que o fundo de um poço. A entrada no mercado de filmes pornô foi o ápice disso, além de esconder uns 10 anos a mais de idade. Triste fim, e nada pior que terminar a carreira com um filme chamado "O último pecado".

Íris Rezende:
Nosso prefeito, nos seus 76 anos, vinha mostrando vitalidade e muita disposição, correndo maratonas, e emendando 5 anos de mandato sem nenhum problema, mas essa semana, o guerreiro cedeu um pouco, e viu que é de carne e osso. Uma incógnita para a tão aguardada eleição para o governo em 2010. É difícil a saúde deixar, mas uma coisa é certa: A festa de aniversário pra multidões lá em Guapó vai rolar!

Sorteio da Copa:
O Brasil caiu em uma chave tranquila. A Coréia do Norte, país de ditadura vê essa chance como única, mas tem Costa do Marfim que tem um jogador que desequilibra, e Portugal não anda assustando nem criancinha, Deco e Cristiano Ronaldo já tiveram dias melhores. O Brasil tá com a faca e o queijo na mão. O Dunga, apesar do mal gosto para se vestir, tem correspondido e já avisou que não haverá farras como em 2006. A seleção concentrará em regime fechado, nada mais propício nos tempos de hoje.

Robin Willians:
O que dizer desse grande ator, e pequeno cérebro? Nascer em Chicago e se chatear pela não escolha dos Jogos Olímpicos de 2016 tudo bem, mas vá cobrar do conterrâneo Obama, associar o Brasil com cocaína (sendo que ele é usuário), e prostituição, mexe com nossos brios, mesmo sendo verdade, especialmente a segunda. O pior foi o prefeito do Rio, Eduardo Paes continuar com o baixo nível e falar em dor de corno. Aff!

Final do Brasileirão:
E dá-lhe emoção, depois do meu Goiás quase tirar o título do Fla, e depois arrancar do São Paulo, agora o time de maior torcida do Brasil parece mesmo que vai levantar a taça. O Grêmio não vai jogar pra vencer, tenho certeza, o Inter com Mário Sérgio no comando não conseguirá o feito, e Muricy vai quebrar a sequência de três títulos dele. Penta ou Hexa? É uma vergonha pro futebol nacional esse título de 1987. Foi rubro-negro, mas pra mim foi pro Sport, assim como o ano de 2000, com aquela palhaçada de Copa João Havelange, armada pro Vasco ganhar, e o Mundial de Clubes, armado pro Corinthians faturar.

Tá bom de assunto. Semana que vem tem mais, muito mais!