Blog do Paullo Di Castro


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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Mais trapalhadas da Casa Bandida do Futebol (CBF)

Desde que ouvi falar de futebol, não sei quem é o campeão brasileiro definitivo de 1987, tinha feito 4 anos da época, e mesmo se já fosse torcedor consciente, não saberia explicar. E o de 2000, na fatídica Taça João Havelange, no ano em que o Corinthians for campeão mundial de clubes disputando com o Vasco, o vencedor da taça, em pleno Maracanã, sem sombra de Libertadores? Pior ainda.


Tanto FIFA como CBF dominam tal capital financeiro, de influências e negociatas, que volta e meia esbarram no desentendimento com as outras instituições (e principalmente TVs), e sempre o interesse pode levar a discórdia, ao retrocesso, especulações que engolem a magia de um esporte que já teve seus anos de paixões de poucos interesses.


Essa tal de "Taça de Bolinhas" para o primeiro hexa brasileiro não passou de mais um papelão da nossa cartolagem. Em uma semana se entrega a taça pro São Paulo, reúne aquele aparato todo pra celebrar, e na outra semana se reconhece o Flamengo como legítimo campeão de 87, sendo agora o primeiro hexa. Bom retrato do que é a CBF, pagando com a desorganização a falta de transparência.


De qualquer modo, a questão é pisar em ovos, principalmente dos flamenguistas. Ok, o título pode ser legítimo, mas continua sendo dividido com o Sport, o que mudou? Rodou, rodou e parou no mesmo lugar. Um giro de 360 graus, que alguns acham que significa uma virada total, na verdade é o mais do mesmo, chuver no molhado.


Guardada as devidas proporções de país para entidade, a soberania de Ricardo Teixeira na CBF está assemelhando com os reinados do egípcio Mubarack e do libío Khadafi, os últimos ditadores africanos a controlar as comunicações e todo o poder em seus países, assim como eles Teixeira não solta o osso, mesmo após tantas denúncias, investigações de enriquecimento ilícito, ainda é o dono do futebol brasileiro. Veja aqui esse e os outros vídeos do Globo Repórter de 2001.


A Copa de 2014 está aí, para a promover mais ainda os conchavos dos cartolas brasileiros, com tanta verba disponível, muita estrutura pra se montar, parece muito perigoso ser comandada por quem não consegue resolver quem é campeão de 1987, nem Mundial de Clubes, nem se a Taça Brasil valeu como o Campeonato Brasileiro. Até a próxima "mudança."

terça-feira, 20 de julho de 2010

Julgamento prévio

Quantas vezes você ouviu falar no goleiro Bruno nas duas últimas semanas? E nada falando de seu ofício original, apenas de crime, cumplicidade, ocultação de cadáver, violência extrema. Pois é, também não sei, e como saber se esse nome é repetido de maneira incessante por quase todos os veículos de comunicação? Como se pode ignorar-se aquilo que a mídia adota de temática a ser explorada até a última gota que a fruta espremida pode fazer pingar?
A gravidade do caso não é apenas as inúmeras versões que possam ter culminado na possível morte de Elisa, ex-amante do jogador. A relação conturbada com mulheres, com a fama, com "amigos" como Macarrão, com as declarações anteriores, e o desaparecimento e testemunhos do que aconteceu naquele sítio em Minas Gerais. e depois de tudo isso, as piadinhas infames com o caso, como se o humor fosse ingrediente sadio para uma situação desse porte.
O maior erro da imprensa, e conseqüentemente da sociedade: O pré-julgamento. Como chamar Bruno de assassino? Alguém tem alguma prova concreta dele matando Elisa, mandando fazer isso, ou sendo o mentor intelectual de um "plano infalível" no nível dos quadrinhos do Cebolinha? Então como acusá-lo daquilo que ainda não foi apreciado pela justiça brasileira, que é quem tem competência para isso?
Deixo esses questionamentos, para desabafar sobre quem sempre bate na mesma tecla ao se lançar um caso que tenha potencial para uma comoção nacional. Agenda Setting realmente "pega" aqui no Brasil, e não combina com um jornalismo responsável, que checa as informações, ouve pluralidade de lados e informa sem interesse prioritário à questão comercial. É insuportável ver uma Isabella Nardoni diferente a cada época. Um mocinho e um bandido que já entram em cena com um roteiro pronto, e só desempenharão o papel pré-determinado. Fazer juízo para si todos fazemos, mas para os outros, não é de nossa competência, a não ser para assumir um cargo que concede esse direito em lei, embasado na decisão de um colegiado.
Será que a imprensa não aprendeu com o caso da Escola Base? Quantas famílias mais serão destruídas e expostas em fúteis programas de TV vespertinos? E aquela gravação do Fantástico, com um foco perfeito em Bruno, e ele projetando a boca diversos vezes para o rumo da câmera. Como aquele material foi parar exclusivamente nas mãos da poderosa?
Meu palpite, talvez por lavagem cerebral, é que Bruno é culpado, mas não estou à frente desse caso (graças à Deus)! Então, aguardo o julgamento, para aí sim, ressaltar o embrólio em que Bruno se meteu, de como jogou na lixeira sua carreira profissional, e as variáveis que aparecerem antes da certeza de uma culpa.