Blog do Paullo Di Castro


terça-feira, 27 de outubro de 2009

O que fazer?

Quando se sofre qualquer tipo de violência urbana é um imprevisto que te deixa tenso, infeliz, em prejuízo e principalmente: impotente!
As motos são grandes instrumentos de furtos e roubos, é usual a prática de se assaltar em duas pessoas, com o motoqueiro com a moto ligada, e o garupa assaltando, os dois saindo o mais rápido possível, sem serem identificados, por usarem o capacete como disfarce, e tome desvantagem ao cidadão.
A iniciativa mais natural ao se perder bens como documentos pessoais é ir fazer um Boletim de Ocorrência, ok, mas e quando a Polícia Civil está de GREVE, ninguém em um distrito, nem em nenhuma delegacia especializada te atende, e agora José?
É incrível como o poder público pode nos prejudicar como cidadãos, mesmo trabalhando mais de 100 dias só para pagar impostos, não são capazes de deixar uma Polícia que atende a sociedade disponível, com salários e planos de carreira dignos, ir a um pátio de várias delegacias, e ver centenas de profissionais de braços cruzados, cartazes espalhados pra todos os cantos, e o seu direito de ser atendido? Já era.
As autoridades tem uma responsabilidade que passa por todas as áreas de nossa vida, ver tanta politicagem em favor de interesses próprios, e ficar de mãos atadas nas suas necessidades básicas é um estado que consome o ser humano, e nos faz sentirmos seres inferiores, como de fato somos.
Fica o alívio do velho provérbio: "Vão-se os anéis, ficam-se os dedos". Estar livre de qualquer atentado à vida é o maior consolo.

sábado, 24 de outubro de 2009

Goiânia: 76 anos




















"Minha Goiânia querida, cidade plantada no meio da luz."
Que descrição linda, Ivan Lins!
Goiânia erradia esse sentimento, essa força.
Desde a década de 30, no coração do Brasil;
Planalto Central, em um cerrado vivo e retorcido.
Meia Ponte, Botafogo, Cascavel, João Leite;
Formando os traços da cidade nos quatro cantos.

Muito legado de Minas, do interior goiano;
Um povo acolhedor, com cara de matuto.
Cidade industralizada, mil confecções;
Esporte descendo a Serra, de cor Dourada,
Centro pintato cuidadosamente em Arte Decó.
Atílio Corrêa, Venerando Borges, Pedro Ludovico;
e tantos outros, pioneiros e visionários.

Nas noites goianienses, trovas e violas;
Da música raiz ao rock, tudo é difundido.
Culinária rica, bares em cada esquina.
Um segredo revelado a cada dia que se passa;
Aumenta a esperança de um alegre amanhecer.
O calor das manhãs e tardes aquecem corações;
passa do sol para um abraço, um afeto demonstrado.

Aqui eu nasci, cresci, e quero viver pra sempre;
Construir minha história nesse palco iluminado.
Respirar todos os dias o verde de tantos parques;
De Ipês, Jequitibás, Flamboyants, Bougainvilles.
Saborear o pequi, a guariroba, o milho, a soja;
Siriguela, umbú, jenipapo, macaúba, cajuzinho.
Os sabores dessa terra são únicos, ilimitados.

Goiânia cresce vertiginosamente, não pára;
A metrópole surge devagar, conquista espaços.
O Brasil olha mais a vizinha da capital federal;
Vem o aniversário e as luzes de natal anunciam a festa;
A cidade brilha mais que nunca no final do ano.
Temos problemas, urbanização, especulação imobiliária;
Mas nada que apague a vontade de acontecer e ser:
A MELHOR CIDADE DO MUNDO!!!

Parabéns Goiânia! Seus 76 anos exaltam sua beleza!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

"MTV', VERGONHA NA CARA!"


A Music Television Brasil, que entrou em nosso país junto com os anos 90, exibindo um clipe de Marina Lima cantando Garota de Ipanema, chega aos 19 anos trabalhando a cultura pop e a ainda sendo a maior referência musical para gerações de jovens brasileiros se plantarem em frente à TV e escutar novidades de seus artistas preferidos.
A minha adolescência, toda antes da era de internet popularizada e redes sociais borbulhando, não tinha melhores opções do que as FMs e suas músicas dançantes exaustivas, além da rede de canal fechado mais assistida pelos jovens, momentos de descobrir um universo musical na sua sala deixa boas lembranças.
Houve tempos muitos bons, VJ´s que deixaram saudades (Sabrina Parlatore, Cuca, Gastão Moreira, Thunderbird, Fábio Massari, Zeca Camargo, Carla Lamarca e Sarah Oliveira, dentre outros), programas memoráveis, entrevistas reveladoras, aproximação com o showbizz que nenhuma emissora de TV aberta fazia.
Essa famosa frase do título, gritada por Caetano Veloso em plena apresentação ao lado do ex-Talking Heads David Byrne na premiação da emissora (sobre o VMB, falo mais aqui), foi um belo retrato do que a MTV virou e deveria ter acordado a muito tempo, e continua patinando com pouco progresso cultural e de entretenimento de qualidade.
Como saudosismo não leva a nada, deixo os pontos positivos atuais da emissora: Marcelo Adnet, grande e promissor talento, as diversas agregações ao mundo virtual, o aumento da participação direta e indireta dos telespectadores, humoristas de potencial (Hermes e Renato, Dani Calabresa), programas com discussões mais fundamentadas, com o Debate e experimentalismos na identidade visual.
Deixando a desejar, destaco a prioridade para muito programas e clips da matriz americana. Os programas sobre sexo, que desde sempre são de apelo que passam dos limites, principalmente com conselhos de pessoas promíscuas e de pouco embasamento científico e cultural. O desafio de informar uma legião de jovens deve ser levado com mais responsabilidade, sustentando um boca suja como o João Gordo, com mais de 10 anos de casa, não é o caminho.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ser professor é muito difícil


Sempre ouvi do meu pai, que em qualquer profissão, uma rápida ou nenhuma qualificação a mais pode torna-la um professor. Em nenhuma outra profissão o acesso é tão aberto quanto àquele que deveria ser o ofício mais valorizado de um país, mas nunca será.
Certa vez ouvi notícias de diversos professores da minha época escolar que estavam deixando seus cargos para ingressarem no serviço público, cansaram dos baixos salários, da jornada exaustiva, da indiferença e rebeldias de alunos, da incompreensão de pais, e autoritarismo de diretores. Um amigo, recém formado e ingressando em sala de aula, pediu as contas ao ter sua autoridade revogada por sua superior no caso de um aluno que extrapolou os limites, pagou o preço por ser digno.
O governo tenta dar incentivo na criação de cursos de licenciatura, a Comissão de Educação do Senado Federal acaba de aprovar um projeto de lei para que professores com mais de três anos de exercício possam ter vagas para cursarem pedagogia ou licenciaturas em universidades públicas, através de cotas de cerca de 20%. Para se cumprir uma defasagem na qualificação de tantos profissionais é muito bom, mas para aumentar o efetivo, principalmente em disciplinas exata, ainda é uma realidade distante.
Mas deixando as cruéis realidades e políticas de lado, a data de 15 de outubro sempre reforça a cada um de nós a importância dos maiores formadores de conhecimento de nossa sociedade, as pessoas responsáveis por muito do que somos hoje, que enfrentam uma rotina atribulada, de planejamento, exposição cansativa ao corpo e à voz, acompanhamento da evolução do saber de tantas pessoas, a construção da cidadania e do caráter dos futuros profissionais.
Todos os professores que tive se doaram e deixaram um pouco de si comigo, me moldaram e
transformaram minha mentalidade acerca de muitas coisas, mais que lições acadêmicas, muitos passaram verdadeiras lições de vida!
Nesse dia do professor, até porque tenho dois em casa, espero que a retribuição seja mais que os arquétipos de presentes de frutas e lembrancinhas vazias para cada data dessa. A valorização precisa vir de todos os setores da sociedade, as lutas sindicais, por melhores salários, auxílios e planos de carreira, que esbarram na morosidade da justiça, possam ganhar fôlego para ajudar essa categoria que foi a que mais ajudou a todos nós. Parabéns professores, nunca saberemos retribuir o muito que nos deixaste.

sábado, 10 de outubro de 2009

Adultos defasados

Ao pegar a edição de O Popular desse sábado, fiquei abismado com a manchete: METADE DOS GOIANOS ACIMA DE 25 ANOS NÃO TEM ENSINO FUNDAMENTAL. Isso é muito alarmante, como pensar em uma perspectiva de crescimento do estado de Goiás com uma estatística dessas?
Dentre outras coisas, o IBGE publicou nessa pesquisa que 53,5% por cento dos goianos não completam 1/4 de século de vida com a educação básica, cerca de 1,7 milhão de pessoas. Mesmo com a característica agro-pecuária, a própria industrialização exigiria no papel um índice de qualificação maior. A zona rural no Centro-Oeste do Brasil é de 12%, esse número passa longe de uma metade goiana da faixa que mais está no mercado de trabalho.
Com o aumento da expectativa de vida, uma boa parcela de terceira idade já não trabalha regularmente, esse público hipoteticamente tem muita gente do campo e que não teve acesso à educação na juventude. Mas os trabalhadores de hoje, com muito mais portas para o ensino abertas, não podem se dar ao luxo de parar os estudos para se dedicar exclusivamente ao trabalho. Apesar dessa ser a realidade de muita gente, a reportagem mostra exemplo de pessoas que pararam os estudos e sentem muita falta, planejando tão logo possível o regresso à sala de aula.
A boa notícia é que nacionalmente esse índice está caindo consideravelmente, era de 65,3% em 1998, e ficou em 50,2% ano passado. Um longo caminho precisa ser feito, uma mudança de mentalidade é caráter de urgência para se alcançar um quadro digno de uma população esclarecida e bem sucedida.
O senador do PDT do DF, Cristovam Buarque, educador de grande experiência, muitas vezes cansa com um discurso educacional enfadonho, principalmente por suas postagens no Twitter. Seu slogan na última corrida presidencial era: Só a educação salva essa nação. Mesmo sendo radical e um pouco apelativo, a importância da escolaridade é indiscutível, seja para que camada social for, iniciativa política como as dele e do deputado Thiago Peixoto, do PMDB de Goiás são plausíveis.
Mais estatísticas interessantes do IBGE, clique aqui.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

ENEM PRA CÁ, ENADE PRA LÁ

Eu me enquadro na condição de milhares de brasileiros hoje: Eu não fiz a prova do ENEM. Mas ao contrário da mancada nacional das provas terem sido violadas, meu caso foi outro, na minha época era opcional, pouquíssimas faculdades usavam essa prova para validarem no processo seletivo para o vestibular. Não tive o interesse de desembolsar x para ter outra sabatina de conhecimentos do ensino médio. As várias provas para se entrar em alguma faculdades.
Imagino como esse fato abalou os estudantes, claro que alguns até comemoraram o domingo livre, sem se importar o que estava por vir. Mas a maioria, principalmente os que tinham provas programadas na nova data do ENEM, saíram prejudicados, assim como algumas universidades que tiveram que adiar seus processos seletivo para comportar o Exame Nacional do Ensino Médio.
Enquanto isso a polícia conclui as investigações para se acharem os culpados. Cinco pessoas já estão indiciadas, inclusive
um vídeo do momento do furto das provas já foi divulgado.
Logo depois que entra no ensino superior, a maioria acha que estará livre dessas avaliações, ledo engano. Esse ano terei que fazer o
ENADE, que convoca estudantes de que estão entrando e saindo do ensino superior para representarem a instituição que estudam e assim avaliar o nível de ensino da mesma. É uma prática louvável, os cursos se revezam todos os anos, não fica pesado e é bom para os universitários estudarem um apanhado do conteúdo de quase todo o curso.
Nenhuma dessas provas é realmente agradável e devagar elas agregam mais vantagens aos alunos, porém, o MEC deveria aumentar a importância das provas, fazendo o valor realmente ser retornado para o estudante além do próprio preparo para ela. O vestibular poderia ser substituído por uma junção das provas com as médias do Ensino Médio. O ENAD poderia avaliar para uma bolsa de especialização ou mestrado. Os méritos bem recompensados fazem cidadãos melhores, e mais qualificados.



sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Olimpo de janeiro


Dia 2 de outubro de 2009 foi um dia marcante para o esporte, e o Brasil em geral. Em Copenhague, na Suíça, foi divulgado o resultado final para a escolha da sede dos jogos Olímpicos de 2016. Após ficar na disputa com Madrid, às 13:30hs foi dado o veredito: A chamada Cidade Maravilhosa foi a eleita para abrigar o maior evento esportivo do mundo.
Copacabana estava com a festa armada. A alegria explodiu na hora do anúncio, lá na Suíça, Pelé chorava, toda a comitiva brasileira composta por Lula, Henrique Meirelles, Orlando Silva, Eduardo Paes, Sérgio Cabral, dentre outros entravam no clima de euforia para celebrar a conquista de ser o foco do mundo daqui a 7 anos.
Todo esse cenário, milhares de manifestações principalmente em redes sociais como o twitter, já se geravam discórdias sobre os possíveis gastos astronômicos com um evento dessa proporção. Os jogos Pan-Americanos, realizados no Rio ano passado foram um pequeno termômetro para o que está por vir. A segurança foi reforçada a um ponto durante os jogos que os índices de violência caíram drasticamente, e logo depois de encerrado voltaram aos altos pontos com força total. Uma redoma foi criada para a exposição não ser negativa, e isso não resultou em melhorias consideráveis para a cidade.
Em junho desse ano, a alegria girava em torno das cidades escolhidas como sub-sedes para a Copa de 2014. As que ficaram de fora, como Goiânia, sentiram o gosto amargo da derrota que a capital espanhola sentiu agora, nas Olimpíadas, como o foco é uma cidade, não se tem esse problema.
Mas aí que pode morar o perigo: centralizar em um único centro urbano uma competição desse porte pode trazer grandes malefícios para o pós-evento. As cidades que já abrigaram as Olimpíadas nos últimos anos, como Atlanta, Sidney, Atenas e Pequim, não conseguem aproveitar a infra-estrutura criada para prosseguir em ações lucrativas e de servir a sociedade, correm o risco de virarem elefantes brancos abandonados.
Mas o maior porém realmente é o controle dos gastos para se preparar a cidade. As exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI) são grandes, a vontade de impressionar o mundo é maior. A China deu uma demostração clara que tem potência para surpreender o mundo, e cada sede que assume os jogos se sente na obrigação de fazer melhor. As festas de abertura e encerramento são o ápice disso. Um mega-show de tecnologia, pirotecnia e cortejo são as chaves do sucesso. No Brasil, que todo início de ano tenta fazer algo parecido no carnaval, que se nomeiam como o maior espetáculo da terra. Teremos dois carnavais em 2016?
Não tenho a ilusão de que a transparência será o forte dos investimentos federais e privados nas Olimpíadas. O Brasil está acostumado com muito jogo político, de lobby, de licitações irregulares, mas tratando-se de Jogos Olímpicos, com toda a supervisão internacional, espero que as coisas sejam feitas com muita responsabilidade e o pensamento para o futuro da cidade.
Durante dois anos, nosso país será vitrine para o mundo, em alguns meses todos terão seus olhos voltado para cá, é um privilégio e enorme responsabilidade. Me orgulho de estar vivendo esse momento como cidadão brasileiro, de ver meu país ser palco de acontecimentos tão marcantes, mas ficarei mais orgulhoso em ver os atletas brasileiros tendo o apoio necessário para competir, e serem mais valorizados que projetos de estádios, de Vila Olímpica, e principalmente de shows para impressionar o mundo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Querendo 6 vezes de vantagem

Desde o fim de semana, está no ar o novo portal de notícias da Rede Record, o R7. Não é de se surpreender com esse passo dado pela emissora que declarou guerra em todos os sentidos contra a Rede Globo. A criação desse portal chegou pra bater de frente com o popular G1, da emissora carioca. Tudo, desde o formato até os recursos lembram a concorrente. Agora a fatia dos internautas vai ser disputada com unhas e dentes.
Penso que a Record demorou para tomar essa iniciativa. Foram investido a bagatela de R$ 100 milhões e a contratação de 300 funcionários para alimentar o R7. A Globo, em sua época de lançamento, investiu em seu elenco para garotos-propaganda, no trocadilho .com você, numa época em que a internet estava começando a ser realidade para um grande público.
A fórmula de se dividir as editorias principais em notícias, entretenimento, esportes e vídeos, consagrada pelo G1, foi seguida à risca pelo R7. Os públicos de cada um são um pouco diferentes. Para se ter o factual do Brasil e do mundo, como para saber as últimas das celebridades, acompanhar o que acontece no mundo esportivo, e ver parte da programação da emissora, além de outra gama de vídeos.
A blogosfera se faz presente sem medo de ser feliz. A quantidade não se traduz em qualidade, mas claro que se pode tirar proveito das idéias lá atualizadas, desde contratados até outros mais experientes no ramo (além de artistas com pouco cérebro), muita variedade para se consumir.
Os feeds e links para as principais redes sociais completam o vasto leque de conteúdos do portal. O R7 chegou pra conquistar muitos internautas, já "educados" com padrões dos maiores sítios da internet, agora tem mais um para incrementar a maior queda-de-braço da mídia brasileira.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Dos filhos de outros solos és mãe gentil...

Mais uma vez, o Brasil entra na história conturbada de um outro país com o atual chefe de Estado, depois de abrigar o ex-presidente do Paraguai, Raul Cubas, em 2004, fugindo de sua nação após acusações de envolvimento na morte de seu então vice, mais uma vez, vemos a cor verde e amarela ser o refúgio de um comandante acuado pela opinião pública. Desta vez, em um território brasileiro, porém de maior fragilidade e localizado dentro desse mesmo país: A embaixada brasileira em Honduras.
As embaixadas são territórios dos países que representam, do portão para dentro, mas precisam se adequar às leis de onde estão. Uma invasão é o caso de um incidente diplomático gravíssimo. Pedir asilo é um processo que deve ser priorizado apenas em caso de perseguição política, isso acontece também com atletas, como os cubanos que aqui permaneceram, abandonando suas delegações nos jogos Pan-Americanos de 2007.
Desde que o presidente hondurenho Manuel Zelaya se abrigou na embaixada brasileira em Honduras, as coisas vão ficando mais tensas. Água e energia foram cortadas por um período na terça-feira, tropas pró-governo interino cercam o local, toque de recolher é estipulado e simpatizantes de Zelaya desobedecem e entram em confronto com a polícia: um cenário que se distancia de uma solução pacífica.
É interessante ver alguns preceitos da diplomacia, especialmente no respeitoso ambiente da América Latina. O Brasil sempre tem uma postura de abertura ao diálogo, e se submete a excentricidades de seus vizinhos de maneira passiva. Com o poderio e tamanho de nosso país bem superior aos vizinhos, é estranho ver a calma em que o governo brasileiro lida com essas questões. A paz deve ser priorizada, mas apoiar tantos líderes perseguidos em seus países, seja pelo motivo que for, pode fazer a batata quente assar na mão do Brasil.
Ser o mediador de negociações de sucesso entre governantes fugitivos e países até aumentam o prestígio do Brasil, porém é um papel delicado, em que as conseqüências são imprevisíveis, depois de ser uma verdadeira mãe para líderes de vários países, resta torcer para que a situação na América Central não se agrave, e o Brasil não leve a pior.

sábado, 19 de setembro de 2009

Download: Caminho sem volta

Só me resta falar novamente de tecnologia, com tantas mudanças fervendo a economia e nossa sociedade. Agora a bola da vez é o polêmico hábito já incorporado pela maioria dos internautas (do qual eu raramente faço parte, ainda insisto em contribuir com o artista que gosto comprando seu CD). Em uma decisão da justiça paranaense, foi proibido o uso dos softwares que era mais usados para se baixarem músicas.
A França já se mostrou mão-de-ferro nessa questão, a Inglaterra pensa em fazer o mesmo, mas como o mercado de lá é bem maior, acho difícil essa decisão prevalecer, assim como no Brasil.
Os artistas ficam divididos sobre o assunto, existem aqueles que já lidam muito bem com a realidade e sabem tirar proveito disso, como. Outros pensam que a troca livre de músicas deve ser controlada, justo em uma semana que decidiram que as eleições de 2010 teriam espaço democrático na internet, restringir outra prática virtual pode pegar mal.
A venda dos CDs já não são a maior renda de um artista a um bom tempo, nesse espaço, aqueles que sabem usar a web para a divulgação de seu trabalho se dão bem, vide o fenômeno Malu Magalhães, se fosse depender de CD, ela jamais teria estourado. As bandas já consolidadas, devem abrir espaço para dialogar com seu público, cativando-o a encher os shows e faturar os prêmios consagrados da mídia.
O recurso de se pagar o que achar justo pelas músicas baixadas é interessante. O artista que cativar o ouvinte vai ter um retorno certo, quem não abrir o bolso não vai desfalcar tanto o criador.
Os direitos autorais é um assunto muito delicado, e com a proteção jurídica devida. Por isso é fundamental que sejam autorizados tudo o que se for disponibilizado na internet. Os artistas precisam abrir a cabeça para que sua música chegue ao público sem restrições de ordem econômica, porque ninguém investe naquilo que não se quer.
O assunto ainda vai dar muito pano pra manga, as gravadoras, que por tanto tempo tiveram a maior fatia do bolo, vêe, uma luz no fim do túnel para sobreviverem, se chegarmos a um equilíbrio de artistas se promovendo e lucrando, público tendo acesso ao pluralismo musical e gravadoras divulgando as bandas (em menor proporção), sairem ganhando, a indústria fonográfica respirará com mais alívio e todos terão acesso justo ao elemento que é fundamental na vida do ser humano: MÚSICA!