Blog do Paullo Di Castro


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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O Giz e o Choro

 


Deveriam estar sorrindo

Precisariam estar aprendendo

Poderiam estar brincando

Mas não é isso que hoje estão vivendo

 

Olhares, gracinhas e gracejos

Jovens sendo jovens na escola

A curtição fazia parte dos festejos

Os limites iam até na prova ter cola

 

Nem todos fazem parte da festa

Sem expectativa de ser da turma

Se acaba a alegria que resta

 

No lugar do saber, a dor

No sofrimento que assola a todos

Fica a imagem do oposto do amor

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Que cidade construiremos em 4 anos?


Foto: Hélio de Oliveira

Findou-se mais um processo eleitoral. Com ele um dos mais disputados pleitos que Goiânia já viu. Depois de 2012 ter sido um processo esvaziado (nem Íris nem Vanderlan podiam concorrer, pois estavam vindo de dois mandatos consecutivos), e sem nenhum figurão pra acalorar a disputa. O caminho ficou livre pro sucessor de Íris, Paulo Garcia, ter a vitória. Agora o cenário é outro. Dois velhos adversários mediram forças. Venceu o de mais história.

Não querendo entrar no mérito do atual nem do próximo prefeito, coisa melhor pra ser feita ao final de dezembro, depois de um processo tão acirrado, com concorrentes carimbados tentando convencer um eleitor desacreditado, com altíssimas abstenções e votos brancos e nulos, agora fica a pergunta: O que pode ser feito no mandato que vem aí? Pelo próximo prefeito?! Não! Por nós!

O cidadão que não chama a responsabilidade para si pelo zelo, fiscalização, promoção da cidadania e educação em sua cidade, não pode esperar nada de um governante eleito. Enquanto dependermos de assistir parados e reclamar das gestões que deixam a desejar, pouco poderá ser feito de prático para nos beneficiar. A força que transforma uma cidade não pode vir de cima pra baixo, mas na contramão disso.

São tantas iniciativas populares, coletivas ou individuais que podem ajudar a melhorar a cara da nossa cidade. Coisas simples, como apoiar o uso da bicicleta como alternativa para nosso caótico trânsito, já que o transporte coletivo não atende bem. Muitos dos quilômetros de ciclovia que surgem acompanham a demanda de mais pessoas pedalando.

Tantas escolas, igrejas, associações e outros agrupamentos podem juntar forças para mudar a cara do seu bairro. Iniciativas culturais são uma ótima forma de unir o útil ao agradável, e reforçar os talentos desenvolvidos à serviço de todos. Para mais apoio na área da cultura, precisamos de mostrar a cara e atrair investimentos do governo e da iniciativa privada.

Esportes ocupando lugares que nem precisam ser os mais apropriados, mas podem despertar o apoio de quem se interessa em ter a imagem ligada ao setor, Pra isso, ver um monte de menino jogando bola, mesmo que em uma praça improvisada, pode ter um efeito melhor que o esperado.

E no social? É inegável como podemos mover alvos que parecem impossíveis, mas com a aglutinação de mais e mais pessoas, temos o privilégio de ajudar a outras pessoas, amenizar e até mudar realidades difíceis. Idealismo demais? Não quando a gente vê um sorriso em quem antes não tinha motivo para fazer isso.

É digno trabalhar, usufruir de lazer e gastar tempo consigo mesmo e com a família. Mas avançaríamos muito mais como sociedade se esse tempo fosse dedicado um pouco mais pelo próximo. Não precisamos esperar o prefeito fazer isso. Com a autoridade que lhe é confiada ele pode fazer muito, é claro, mas também pode ser pautado pela mobilização de seus munícipes em prol de algo que vale a pena.

4 anos é tempo suficiente  pra fazer muita coisa por Goiânia! Vamos nessa?!


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Bela Primavera



Do solstício de inverno até tua chegada... 
ah, que espera demorada!

A água para todos abastecer, 
Espera regar-te com prazer.

No cerrado de mais árido e seco solo,
Faz necessário sua presença sem dolo.

O sol que brilha incessantemente, 
Agora resplandece suas cores alegremente.

Se não mudas por dentro alguém,
Ao menos revelas outro cenário que vai além.

De suas árvores respiramos melhor, acreditamos mais,
Vivemos em meio a dificuldade, dias de paz.

Constróis, mesmo em meio ao nada,
A mais bela paisagem, do interior à enseada.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Carta do mandatário de Goyaz para a Presidente


Ilma.  e querida PresidentA!
 

Em primeiro lugar, quero dizer que muito além da questão partidária, tenho profundo respeito e admiração por Vossa Excelência! Nosso relacionamento político tem sido bom nesses últimos anos, mesmo porque o Brazil está sob o comando do seu partido desde o começo da década passada e Goyaz está sob o meu ainda antes da virada do milênio.

Reconheço que já peguei pesado com o seu líder máximo, falei para os quatro cantos que havia denunciado o mensalão para ele, como era vice-presidente do Senado na época, aproveitei da minha posição para tentar uma projeção nacional, coisa que nunca consegui. Mas apesar disso, deve reconhecer o benefício que fiz para a União ao entregar de mão beijada a nossa empresa de energia, maior patrimônio dos goianos.

Sou grato pelas verbas destinadas a Goyaz que nos repassou, e me permitiram tocar obras no estado todo, e fazer das propagandas elas ficarem muito maiores. Quase todas não consigo terminar, tem algumas que faço desde o primeiro mandato. O segredo é fazer o lançamento e injetar publicidade em toda a imprensa, aí faz tudo ficar mais bonito.

Contratei várias duplas sertanejas, cantores bregas e que o povão gosta, e com nossa projeção em Goyaz movimentam a economia do Brazil todo. Viu o desfile na Sapucaí que beleza? Pra conquistar aquela homenagem não medimos esforços.

Diante isso, venho pedir encarecidamente que me ajude na Segurança de Goyaz. A verdade é que não dou conta de melhorar nada nessa área aqui. São tantos comissionados e empresários que tenho que atender, aí eu tento fazer programas mirabolantes sem obedecer a lei e insisto até que me proíbam. Já até coloquei o meu vice que vai ficar com o abacaxi pra descascar.

Aqui em Goyaz tenho partidos da sua base que fazem parte da minha. Essa é a maravilha da política: Podemos defender bandeiras diferentes e de unir por conveniência em qualquer tempo! Tenho um monte de gente chata aí no Congresso, dois delegados que fazem barulho contra seu governo, mas para compensar isso tirei deles a chance de serem candidatos a prefeito da nossa capital.

Confiando na empatia com Vossa Excelência, peço que me mande recursos, Exército, Marinha (temos muitos rios aqui que podem servir pra eles), Aeronáutica, BOPE, qualquer coisa para nos ajudar!

Atenciosamente

Coronel de Goyaz

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Um ano para aprender


2015 não tivemos muito que comemorar, seja como cidadãos goianienses, goianos ou brasileiros. Vivemos dias nebulosos, imprecisos e de difícil diagnóstico. A resposta que virou um lugar comum é que tudo é culpa da crise. Tem muito fundamento essa afirmação. Mas a crise maior que vivemos não é a econômica. É a crise moral, acompanhadas pela crise da falta de bom senso, a crise sem desconfiômetro, a crise que trás a desonestidade, a corrupção, a apatia. Todas imorais.

As eleições de 2014 tiveram uma conta alta demais. Ainda estamos pagando. Tanto o Brasil quanto Goiás fizeram das tripas o corpo inteiro para garantirem a reeleição de seus governos. Muitas baixarias, caixas 2, 3, 4 a perder de vista, financiamento de campanha de empresas que serão devidamente recompensadas com perdão, isenção fiscal e negociatas de licitações fraudulentas e muita mão lavando a outra. A imoralidade encontra muitas brechas na lei, e todas que são encontradas são preenchidas.

O governo Dilma vive a pior crise desde a era Lula, que começou (por ironia) 13 anos atrás. A bomba estourou nas primeiras investigações de corrupção na Petrobrás e os presos da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal tiveram estilhaços que pegou todos os escalões do governo. Para a presidente sobrou uma conturbada abertura de processo de Impeachment, que por enquanto foi salvo pelo gongo do recesso de final de ano. A relação com o vice Michel Temer abalou, como sintoma do fiel da balança PMDB decidir sua vida no Congresso. 2016 ainda promete fortes capítulos nessa novela em que existe um “mar vermelho” para se atravessar.

Em Goiás a coisa não anda melhor. O “pacote de maldades” do governo veio maior que qualquer saco de papai Noel nesse fim de ano. Os servidores tem diversos benefícios cortados. Os Hospitais gerenciados por Organizações Sociais recebem alto investimento e realizam poucos atendimentos para o tamanho da demanda. CREDEQs e várias obras prometidas caminham a passos de lesma. O pagamento de IPVA é antecipado. A segurança que sempre é instrumento eleitoreiro assiste uma categoria desgastada e fazendo paralizações. A educação vê a implantação de três projetos levarem mais de 20 escolas a serem ocupadas por estudantes e apoiadores. Pra terminar, mais de 1 milhão é gasto para promover shows dos sertanejos Leonardo e Eduardo Costa, intitulado “Cabaré”, e da funkeira Anitta, que foi rebolar em evento para crianças da OVG.
 
Goiânia vê dias complicados na receita, crise política no rompimento do vice Agenor Mariano com o prefeito Paulo Garcia, obras inacabadas e em ritmo de tartaruga. Mesmo com um fôlego para pagar a folha e anunciar concursos, a insatisfação e conturbados momentos políticos afetam e muito o dia dia da população. Criminalidade e assassinatos aumentando nas ruas diariamente. Da promessa faraônica de 81 CMEIs em 2012 o prefeito entra no último ano muito longe dessa meta. Talvez ela estava em aberto e a intenção é dobrar...
 
O ano que passou deixou muitas lições. Como cidadãos, nossa responsabilidade aumenta diante de tantos fatos determinantes para passar tantos pontos a limpo. O combate a corrupção é a maior tarefa que temos para inibir o mau uso do dinheiro público. Com 1,5 milhão de assinaturas, o projeto 10 Medidas Contra a Corrupção pode virar lei. Faltam pouco menos de 300 mil. Acesse o site da campanha do Ministério Público Federal aqui e dê sua contribuição, assim como fiscalizar diariamente a vida de quem deve nos prestar contas.

sábado, 24 de outubro de 2015

De volta para o presente


Chegou o dia 21 de outubro de 2015, data prevista para a viagem no futuro lá nos anos 80, vivida pelos personagens Marty McFly e Dr. Emmett Brown na série de filmes “De volta para o Futuro” representado atores Michael J. Fox e Christopher Lloyd respectivamente. Diversas homenagens e comparações foram feitas para aquilo que o cinema idealizou e o que temos hoje. Eles acertaram muita coisa, e em outras estamos perto ou longe de ter, assim como surgiram outras que nem chegam perto do que foi sonhado lá atrás.

Em meio e a tudo isso tive um sonho bem interessante. Sonhei com esses caras vindo parar em Goiânia! Sim, minha querida terra que completa 82 anos nesse 24 de outubro. Como sou vizinho da Praça Cívica, ao centro da cidade, caminhava despreocupadamente quando avistei o DeLorean ao lado do Monumento das 3 Raças. Segue o diálogo após me apresentar para aqueles dois figuras.

- Como é que é? Viemos para no Brasil? Terra de Pelé! Vocês continuam jogando aquele bolão, como Seleção de 82? – perguntou Dr. Brown.

- Éeee...Não exatamente! Fomos pentacampeões, mas nosso time não anda lá essas coisas. A Alemanha ganhou de 7x1 na última Copa, que por acaso foi aqui....

- Eita! Mas vamos mudar o papo. Tou vendo umas arquiteturas que não parecem coisa de século XXI, estamos mesmo em 2015? - perguntou McFly.

- Sim, estamos. Nós temos orgulho em Goiânia de ter essa arquitetura de Arte Déco, como esse Palácio verde, que é sede do governo. Esse monumento ao lado simboliza o homem branco, o indígena e o negro, que já moravam aqui e ajudaram na construção da cidade.

- Uau, e os indígenas, como vivem hoje? Tenho muita curiosidade para saber sobre eles -  disse Dr. Brown.

- Não muito bem, muitos não possuem demarcação de suas terras e vivem com muita influência de nós da cidade, pegam nossas doenças que antes não pegavam, tem acesso difícil à educação e saúde e muitos são mortos, infelizmente. Os negros estão mais inseridos na identidade do brasileiro, mas ainda tem os que ficam em suas comunidades, chamadas de quilombolas, e os que tentam preservar sua cultura em várias cidades.

- Que triste! Eles mereciam tratamento melhor. Mas você nos leva pra dar uma volta na cidade? Quero muito saber as novidades que temos por aqui.

Então os conduzo pela Av. Goiás abaixo, eles ficam admirados com a beleza das ilhas e com o tanto de carro que passa. Passamos pela estátua da Praça do Bandeirante, e fico com medo de responder de quem se trata, ainda mais depois do que ouviram sobre os negros e os índios. Sorte que não perguntaram. Viram de longe o Estádio Olímpico e Centro de Excelência e pediram pra ir lá. Com vergonha respondo que não está pronto, mesmo sendo derrubado pra reforma desde o ano 2000. Chegamos na Praça do Trabalhador, eles pedem pra ver a Maria Fumaça de perto.

- Podemos dar um passeio nela? Seria fantástico! – pergunta McFly.

-Infelizmente não. Está desativada. Hoje o país muitos poucos trens em funcionamento.

- Mas como vocês transportam carga por esse país tão grande? Já inventaram transporte aéreo mais funcional? Até agora estive olhando para o céu e não vi nenhum! – disse o doutor.

- O transporte aéreo ainda é muito caro. Para passageiros ficou popular, mas os aeroportos com frequência ficam lotados e nos faz ter longas esperas, fazendo conexões pra todo lado.

- Que desperdício de tempo! Mas tem um transporte mais rápido por terra? – pergunta McFly.

- Pra cidade estão construindo na Avenida que passa aqui, tá vendo aquele monte de terra adiante? Pena que pra isso derrubaram muitas árvores.

- Por que não fizeram subterrâneo para poupar as pobres árvores e dar mais qualidade de vida pra vocês? – questiona Dr. Brown.

- Os custos são muito altos, mas teríamos condições sim, porém o que mais impede é a corrupção em todas as esferas da sociedade.

Depois disso continuamos o passeio. Sigo na Av. Independência até o Lago das Rosas. Eles se admiram com a beleza de lá, e perguntam o que mais tem pra ficar tudo cercado.

- Aqui também é o zoológico da cidade, várias espécies de animais estão aí, presas.

- Ainda com essa ideia de deixar os bichos presos no meio da cidade? Que sociedade burra a nossa! Por que não soltam eles no habitat natural, longe de nós? Eu desenvolveria uma realidade virtual que seria bem mais emocionante que ver eles desse jeito! – diz o doutor.

Percebo que McFly está chorando em silêncio. Ele viu uma mãe com bebê no colo sentada na calçada enquanto o marido com o filho pequeno ao lado pede dinheiro no sinal na Avenida Anhanguera.

Continuamos até o Setor Bueno, vão comentando várias coisas no caminho. Chegamos no Parque Vaca Brava. Eles ficam perguntando se não é perigoso alguns que andam de bicicleta em meio aos carros.

-É sim, estão fazendo ciclovias para se andar só de bicicleta. Mas ainda tem poucas e algumas em más condições.

- Pelo tanto de carro que temos visto aqui, acho que eles que tem prioridade. – acerta na mosca o Dr. Brown.

Tomamos uma água de côco por lá, depois fomos ao Shopping para tentar mostrar algo “moderno” para eles. Só chama atenção deles o celular touch screen e o tablet (vi um sorriso de satisfação no Dr. Brown de já ter inventado aquilo). No cinema 3D acharam legal, mas saíram com a sensação de que esperavam mais.

Seguimos o city tour pela T-63. Perguntam do monumento de lá e eu desconverso. Acho melhor levar eles pro Areião. Ficam encantados com os bambus e os macacos de lá, até que um deles rouba a pipoca de McFly.

Então fomos para o Parque Flamboyant, acho que enjoaram de parques, apesar de terem gostado, admiraram o tanto de prédio na região e ficaram incomodados com alguns sons alternativos e shows de duplas que haviam ouvido por lá e antes no Marista.

Resolvi levar eles pro Centro Cultural Oscar Niemayer. Muita gente andando de skate e patins. McFly ficou doido pra saber se já tinham inventado o skate que flutua. Ficou decepcionado que ainda não existem no mercado.

- O que funciona em cada prédio desse? - pergunta o doutor.

- Ali tem o Palácio da Música, tem shows muito bons, desde rock a música clássica.

- E aquele ali? – aponta para onde eu menos queria.

- Beeem, era pra ser uma Biblioteca, só que não foi liberada para uso, não suportaria o peso dos livros.

-Uai, mas aqui não leva o nome daquele famoso arquiteto, não foi o que projetou a capital? – diz, coçando a cabeleira.

- Sim, mas o projeto não é exatamente dele.

- Aaah...

Desconverso de novo e eles fazem menção de querer ir embora, não sem antes comer uma típica comida goiana, da qual apaixonaram, após serem orientados a não mascar o caroço do pequi.

Volto para deixá-los na máquina, e bem receoso pergunto o que acharam da cidade como um todo.

- Sabe, eu sempre dei valor a construção de grandes edifícios, de máquinas ultramodernas e invenções que ajudam o povo a viver melhor. Mas hoje estou mudando meu conceito. Acho que prefiro a simplicidade de um povo acolhedor, as belezas naturais iguais a que vocês tem sobrando aqui. Notei muita coisa ruim, fruto de irresponsabilidade principalmente das autoridades de vocês, mas o que tem de mais valor aqui é a identidade de vocês. Não percam esse jeito acolhedor e simples! Diz o doutor aplaudindo.

Já constrangido, olho para McFly e vejo novamente ele chorando.

- Cara, nunca imaginei que depois de tantos anos vocês iam conservar coisas tão bonitas mesmo com tanta maldade no mundo. O doutor tem razão, continuem assim! O maior tesouro de vocês está naquilo que receberam na natureza e no que são.

Me despedi dos novos amigos e caminho para casa com um turbilhão de coisas no pensamento. Mas as últimas palavras deles reverberaram muitas vezes. Que bom viver em 2015 e não perder valores que valem muito mais que qualquer coisa que o homem possa fazer!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Dois pesos e duas medidas

O filme nós já vimos mais que "Lagoa Azul" na Sessão da Tarde: As eleições terminam e os governantes, especialmente reeleitos, preparam surpresinhas não muito agradáveis para os eleitores. O aumento de salário de prefeitos e vereadores são os mais corriqueiros, e também algumas medidas drásticas que apontam um claro compromisso financeiro além do orçamento anual.

Em Aparecida de Goiânia o natal teve presente de grego antecipado para os moradores da cidade. Na velha prática de legislação em causa própria, foi aprovado na Câmara e sancionado pelo prefeito Maguito Vilela (PMDB), um aumento de 65% dos salários do prefeito, além do vice-prefeito, vereadores e secretários.

Maguito vai passar a ganhar R$ 19.800, antes o salário era de R$ 12.000. O vice-prefeito deixará de ter R$8.000 e terá R$ 13.280 mensais em sua conta. Os secretários da prefeitura sairão de R$ 6.200 para R$ 10.540. Os vereadores catapultaram o próprio salário de R$ 7.400 para R$ 12.060.

Enquanto o bolso dos comandantes engordam, a cidade segue com seus profundos problemas de infra-estrutura, segurança, saúde e educação. Isso não é privilégio de Aparecida, claro, inúmeras outras cidades vivenciam a infeliz prática.

Como não bastasse a vizinha sofrer com a caneta das autoridades, Goiânia também passa seus pormenores com a administração pública. Um mico considerável foi a notícia do jornal  O Popular dessa terça, 27, do cancelamento da ornamentação de luzes natalinas pela prefeitura esse ano. 

O motivo seria a contenção de despesas para pagar as contas. Que contas seriam essas? O que poderia ter fugido do orçamento do ano?  E isso logo após uma milionária campanha que reconduziu Paulo Garcia para o comando da prefeitura. 

O prefeito pode até voltar atrás, mas o estrago já tava feito. O período era inoportuno para uma decisão dessa. As luzes são um marco para a cidade. Mesmo com opiniões contrárias, mexer no que é tradicional é muito delicado, principalmente em tempos de tanto descrédito do eleitor com a imagem dos agentes públicos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Amor por Goiânia


Quem me conhece sabe do meu amor sincero, declarado, orgulhoso e de apego a cidade princesa do Planalto Central. Goiânia para mim não é só o lugar onde nasci, onde vivi toda minha vida, mas sempre será minha referência e meu lar do coração. Já falei das potencialidades dessa metrópole interiorana aqui, hoje queria dedicar a puxar um pouco de algumas minhas melhores memórias sobre quase três décadas nesse recanto moderno sem par.

Morava atrás do Correio Central, de fundo à Praça Cívica, ia lá brincar nas estátuas das 3 raças, assistir inúmeros desfiles cívicos que subiam a Avenida Tocantins, as posses de governo, cantatas de natal, shows gratuitos, a brinquedoteca da Biblioteca Municipal, tudo era festa pra um menino que se sentia o mais privilegiado geograficamente do mundo. Um dia, bem pequeno ainda disse a meus pais - Eu moro no centro do universo, (visão terrocentrista, rs), no centro da América do Sul, no centro do Brasil, no centro de Goiás, no centro de Goiânia, e meu quarto ainda é no centro do apartamento! kkkkkkk

Quando criança a Feira Hyppie se montava nas ilhas centrais da Avenida Goiás, era um carnaval de barracas azuis,  nunca gostei de feiras, a melhor lembrança não era delas, mas de coisas simples como as badaladas do relógio da Catedral, a arte déco, que mesmo antes de restaurações já embelezavam o centro, do comércio arrochado que parecia servir com exclusividades integralmente aos "poucos" afortunados" que moravam em um lugar tão privilegiado. Os peregrinos que iam lá só pra resolver a vida não aproveitavam como nós, moradores.

O Bosque dos Buritis, o chamava de meu quintal, lá estudei no Centro Livre de Artes, ia alimentar os peixes, andar por cada estradinha e trilheiro daquele recanto, nos dois lagos principais, andei de skate no estacionamento do Museu de Artes, acompanhava meus avós em caminhadas lá. Quem disse que criança de cidade grande não tem infância, é porque não sabe o que um paraíso verde em meio aos emaranhados urbanos pode fazer a um menino.

O Multirama era o point certo para brincar até falar chega, quando menor os cavalinhos de carrossel,  o trenzinho já faziam toda a alegria, a medida que crescia, ia preferindo me sentir o motorista mais poderoso em um carrinho de bate-bate, descer no tobogã, morrer de medo no trem fantasma, radicalizar na montanha russa simplíssima, que pra mim já era grande. o Zoológico, bem cuidado e sem mortalidade de animais, também era um programa que toda criança amava.

Idas ao Serra Dourada com meu pai eram experiências que só quem passou sabe a emoção de ver seu time entrar em campo, empurrado por aquela torcida de massa, em uma época que não existia pay-per-view, nem a procrastinação da cartolagem com o nosso futebol, e famílias iam ao campo sem medo, certo que era um ótimo programa, principalmente quando saia de lá vendo uma vitória fantástica.

Passear no Flamboyant era luxo, sair de lá com presentes momento raro, lanchar no McDonalds era ápice do consumo, ir ao cinema um feito extravagante. A vida podia ser apertada, mas felicidades como frequentar um clube no lugar mais longe possível, o Itanhangá, precisava pegar o ônibus, parar no ponto final e caminhar muitos metros pra chegar lá. Mas correr e nadar livre, brincar com minhas irmãs e fazer aquele programa de pai e filho era inesquecível.

Rotina de ir pra escola, pra igreja, tudo perto, acessível, compunham o cenário pra se gostar tanto daquele lugar e dessa cidade. Hoje muita coisa mudou, a cidade inchou demais, ganhou belezas maiores, habitantes de todas as partes do Brasil e várias do mundo. Mas nunca perdeu esse charme e jeito de ser fantástica, acolhedora, arborizada, tão próxima da capital federal, de águas quentes, de santuários ecológicos, confecções e tantos recursos naturais, humanos e estruturais, e com muito a crescer, a atender a demanda, diminuir as desigualdades, dentre muitos outros. Com garra, vontade política e popular, muito se pode ainda melhorar. Posso não morar aqui a vida toda, mas Goiânia não deixa meu coração jamais.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Balanço político

Como um dos últimos posts do ano, nada mais apropriado que refletir sobre as três esferas políticas, que estão encerrando um ciclo e começando outro, sem muita novidade.

BRASIL:

Chegamos ao fim do mandato de oito anos, do presidente mais popular, de maior índice de aprovação, que veio da esquerda, que não tinha estudo, que tantou, tentou, e chegou lá, fazendo um governo um tanto irreverente, que muito seguiu a política econômica dos anos FHC, porém, ao invés de privatizações, produziu um crescimento nunca visto. Se o Fome Zero que era o programa carro-chefe do primeiro mandato não vingou, o Minha Casa Minha Vida, do ano passado pra cá, surtiu mais efeito. Já o PAC ficou devendo.
Um dos trunfos do governo que se encerra é a política internacional, que colocou o Brasil em patamares "nunca antes na história desse país" alcançados. Um diálogo aberto com países de A a Z, desde os EUA até os controversos Irã e Coréia do Norte. A crise econômica que tomou a maioria das nações não chegou com força em solo brasileiro.
O fato é que Lula fez um governo diferenciado, mesmo com a crise do mensalão, que derrubou tanta gente do alto clero governamental, o presidente conseguiu com sua habilidade política e populista escapar da participação. O Congresso Nacional fez as piores lambanças de todos os tempos, até o apagar das luzes, mas o presidente, com sua marca fortalecida, ficou inabalável, e com o nome marcado no hall dos mais importantes homens do Brasil. É incontestável a força popular de Lula.
O que esperar do governo Dilma? Os potenciais sucessores saíram manchados pós mensalão, restou acreditar na mulher que esteva ao lado do presidente em todo o governo, mesmo sem a devida experiência em cargos eletivos, pode fazer um continuísmo interessante do atual governo, isso se percebe fácil pela montagem de seu ministério, com o devido dedo de Lula. Se conseguirá a habilidade do chefe para tratar com nobres e plebe, eis a questão.

GOIÁS:

O governador Alcides, longe da popularidade de Lula, deixa o cargo sem apego popular, mas com as contas do estado em melhor posição do que anos atrás. Com a impossibilidade da reeleição, foi um oxigênio para se trabalhar pela re-organização do estado.
Vale destacar o bom trato com a imprensa, a boa articulação com o governo federal. De ruim fica a participação do secretariado, ausência de reuniões e funcionalismo sofrendo com os cortes. Publicidade foi fraca, o que pode não ser ruim, muitas obras paradas, e a explicação era uma só: pagar as contas herdadas.
A fraqueza do governo era sentida especialmente na Assembléia legislativa, mesmo com poucos opositores de destaque, era difícil o bom diálogo entra a casa e o Palácio. No final o golpe duro do empréstimo da CELG barrado em votação enfraqueceu mais o governo, que não estava ao lado das duas maiores forças do estado, e conseqüentemente não conseguiu usar a influência para continuarem com seu grupo político, em maioria rachado.
O que esperar do próximo governador? Ele já é muito conhecido, impõe modernidade, mesmo depois de 12 anos em cargos majoritários. Tinha mais 4 anos no senado, a vice-presidência da casa, mas as portas estavam abertas pra voltar ao governo, o que astutamente fez.
A formação do secretariado foi um tanto esperada, muitos nomes que o acompanharam firmemente nos últimos anos. A surpresa maior ficou por conta do deputado federal eleito pelo PMDB, Thiago Peixoto ter sido convidado, e aceitado o cargo de secretário da Educação. Era a bandeira que o deputado mais atuava, porém, vindo do maior inimigo político, o convite surpreende, e abre margem para se perceber a boa jogada de Marconi ao trazer para o seu lado o talvez maior potencial adversário político em um futuro próximo.

GOIÂNIA:

Na prefeitura, mesmo sem sucessão eleitoral, também muitas mudanças. Desde abril o vice petista Paulo Garcia já assumia o cargo para suprir Iris que teimou em disputar o governo, o partido saiu fortalecido, e o prefeito foi impondo sua gestão para tocar obras como o antecessor, e abrir diálogo com a população. Destaque para o uso do twitter, onde em várias noites o prefeito respondia e dava satisfação aos internautas sobre as questões do município.
Em uma discreta mudança no secretariado, Paulo conseguiu reunir adversários visando 2012. Várias articulações, tanto no âmbito municipal como no estadual, já preparam o caminho para as próximas eleições. Política é isso. Cabe à população participar cobrando, para que não tenhamos tantos desgostos como nos últimos anos.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Pecuária, Bananada e friarada


Maio é um mês diferenciado em nosso calendário. Abriga o dia das mães, a segunda data que mais movimenta o comércio no ano, e em Goiânia especialmente três eventos/acontecimentos norteiam a população: A Feira Agro-pecuária, o Festival Bananada, e o clima mais frio, que desce em Goiânia quase infalivelmente nessa época.
Começando com a de maior impacto, a tradicional Pecuária todos os anos mudam a rotina do goianiaense, especialmente de quem mora nas proximidades da Vila Nova, local que abriga o Parque de Exposições. Se o objetivo é centralizar e angariar negócios do segmento agro-pecuário, muito se ultrapassa isso, ao se oferecer uma estrutura que acolhe todos que querem, além de ver animais e produtos, curtir os shows que são o grande chamariz para a maioria.
Na maioria das vezes, tem espaço pra muitas tribos, a música sertaneja domina, sempre com atrações consagradas, com novos talentos que estão com uma música estourada no momento, e todos reunindo um público invejável. Mas nem só de viola, ou new-pop-romântico vive a exposição. Os evangélicos tem seu dia, nada melhor que trazer o cantor que tem a música cristã mais tocada no Brasil, inclusive por veículos fora do segmento. O rock também tem uma palhinha, até com banda goiana que busca um lugar ao sol lá fora.
Mas rock mesmo existe é no Bananada, o maior festival independente do Brasil, que por quase uma semana inteira, em locais variados, especialmente no tradicional Martin Cererê. A idéia é ser uma opção para quem não curte o sertanejo, e mandar uma banana pra Pecuária. Além de rock e suas variadas vertentes, o espaço é aberto para outras manifestações como o hip-hop, e o objetivo principal: lançar as bandas que irão estourar no cenário independente nesse ano, a imprensa especializada fica de olhos bem abertos.
Agora o frio, mesmo não sendo tão expressivo na calorenta capital goiana, ao menos nas noites de pecuária parece que chega, mas é muito difícil tirar do guarda-roupa o agasalho mais quente, mas já é bom o suficiente para ver a moda elegante especialmente das mulheres, que são atração à parte da festa. Mas não motivo suficiente para levar os que se desagradam e não tem a mente cheia de segundas intenções.
O fato é que Goiânia muda essa época do ano, maio parece um mês especial, no qual lembramos mais das mães, acaloramos mais com amigos e família, saímos mais para curtir a eferverscência de atrações cidade afora, e desfrutamos dos sabores e desabores da nossa cidade.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Não pegou!


No ano passado, em meio ao caos urbano tomando conta do trânsito de Goiânia, os órgãos competentes, cansados de tanta indagação sobre melhorias, lançaram uma inovação que parecia ser uma grande novidade: Um micro-ônibus, só que bem diferente do antigo transporte alternativo.
A novidade contava agora com ar condicionado que funciona, com internet sem fio, com intinerários diferenciados, que faziam integração na Praça Cívica e atendia lugares pouco alcançados pelos ônibus, como condomínios fechados, lugares nobres, visando assim oferecer uma alternativa para as classes média e média alta terem um transporte que passe por seus caminhos, podendo assim deixar o carro em casa. E deixaram?
Um ano depois, a resposta é mais que clara: Um sonoro NÃO. Quem deixaria o seu carro em casa para depender de horários, de pagar uma tarifa muitas vezes maior que o gasto de combustível? Isso parece quase uma afronta ao direito de conforto das pessoas que possuem veículo próprio.
Eu usei o transporte uma única vez, e unicamente por curiosidade. Não fiquei motivado a deixar carro ou ir de ônibus coletivo, mesmo lotado para usar o vulgo “frescão”. Achei para minha realidade frescura demais andar nele.
Para uma pequena fatia da população, ainda é válido, mas infelizmente essa parcela é pequena, e mal justifica os custos que geram. O povão, saindo espremidos dos terminais, assalariados com baixas remunerações, não podem optar pela nova locomoção, tendo que submeter-se aos desconfortos do coletivo. E com as rotas diferenciadas também, não seriam atendidos.
A tentativa foi boa, foi válida pra se tentar atender um público que acaba piorando o trânsito da capital colocando cada dia mais carros na rua. Medidas mais representativas devem ser tomadas. Bato na tecla da ciclovia, com Goiânia plana como é, a viabilidade aumenta, deixando mais uma opção saudável, ecológica e de melhoria no transporte público. No twitter o jornalista Rosenwal Ferreira diz que o modelo aos domingos que existe hoje, só atende uma demanda elitizada. Ele até razão, mas esse início não pode sepultar uma opção que pode melhorar muito a qualidade de vida da cidade, incentivo a bicicleta devem vir do poder público, da iniciativa privada, enfim, de vários setores da sociedade.
A proibição de estacionamento ao longo das avenidas T-7 e T-9 já causou uma melhoria considerável. O fluxo nas avenidas melhorou, trazendo um escoamento maior, o que é mais sentido nos horários de pico. Ponto para a prefeitura.
Diante da baixa demanda do City-Bus, a CMTC decidiu restringir a circulação do mesmo, agora indo só até as 20 horas nos dias de semana e sábado, e parando de vez aos domigos e feriados. É um recuo necessário, que mantém uma linha importante, mas que pouco atende ao perfil da população.
Novas medidas devem ser tomadas, logo um rodízio de carros será uma delas, mesmo com tanta gente com mais de um carro na garagem, já tiraria por dia muitos carros das ruas, com fiscalização adequada, o que deve ser intensificada para coibir qualquer ilicitude que atrapalhe mais o nosso enfadonho trânsito em Goiânia.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Novos Elefantes Brancos?

Goiânia 10 anos atrás vivia sob promessas de um aeroporto novo, dois estádios reformados e um autódromo restaurado. Uma década se passou, e não vemos nenhuma dessas mudanças.
O novo aeroporto não saiu por uma série de fraudes em licitações, e vamos convivendo com o ultrapassado Santa Genoveva, considerado o pior das capitais do Brasil. O estádio Serra Dourada está fora da Copa de 2014, com grama nova mas com grandes problemas estruturais, o estádio Olímpico, que já recebeu Pelé e Garrincha, no momento merece ser chamado de "Buracão Olímpico" (vide campanha do site Envolva-se), além do nosso autódromo, que tem um dos traçados mais elogiados do mundo, já recebeu O mundial de Moto GP e agora não tem nenhuma corrida de expressão nacional. Desde o século passado estamos empacamos.
Governo vai, governo vem e continuamos a ver nenhuma mudança concreta, só projetos, burocracia e enrrolação. Agora Goiânia não é a única a planejar essas intervenções, nossa vizinha colada está sonhando alto, e quer sair na frente da capital.
Aparecida de Goiânia por muitos anos foi cidade-dormitório, e ainda é, mas já dá passos ousados, ou ao menos sonha, mesmo com gravíssimos problemas de infra-estrutura e sociais, os planos de obras para o futuro parece que ultrapassam a barreira da lógica. Goiânia não dá conta de fazer aeroporto, nem autódromo nem estádio. Agora Aparecida de Goiânia vai conseguir?
É o que promete o prefeito Maguito Vilela. Sua força no segmento esportivo é notória, mas a ousadia de alçar vôos tão altos em Aparecida não cabe muito com a realidade atual. E logo pode se chocar com os planos goianienses, qual será a prioridade nas verbas estaduais e federais?
Para o novo estádio, a parceria com o Goiás Esporte Clube parece até viável, mas vai depender de forte iniciativa do setor privado. Fala-se em 20 mil pessoas, e viaja-se mais agregando Centro de Excelência e Arena multi-uso. Pode ser, mas parece passo maior que a perna.
A conclusão de metade pode trazer inúmeros benefícios, assim como muito super-faturamento, mas e se tudo for por água a baixo com os processos encaminhados? Já é doloroso ver as coisas em Goiânia pela metade, se algo parecido acontecer em Aparecida, o impacto definitivamente não será bom. Precisamos de lugares assim, mas precisamos deles completos.

sábado, 24 de outubro de 2009

Goiânia: 76 anos




















"Minha Goiânia querida, cidade plantada no meio da luz."
Que descrição linda, Ivan Lins!
Goiânia erradia esse sentimento, essa força.
Desde a década de 30, no coração do Brasil;
Planalto Central, em um cerrado vivo e retorcido.
Meia Ponte, Botafogo, Cascavel, João Leite;
Formando os traços da cidade nos quatro cantos.

Muito legado de Minas, do interior goiano;
Um povo acolhedor, com cara de matuto.
Cidade industralizada, mil confecções;
Esporte descendo a Serra, de cor Dourada,
Centro pintato cuidadosamente em Arte Decó.
Atílio Corrêa, Venerando Borges, Pedro Ludovico;
e tantos outros, pioneiros e visionários.

Nas noites goianienses, trovas e violas;
Da música raiz ao rock, tudo é difundido.
Culinária rica, bares em cada esquina.
Um segredo revelado a cada dia que se passa;
Aumenta a esperança de um alegre amanhecer.
O calor das manhãs e tardes aquecem corações;
passa do sol para um abraço, um afeto demonstrado.

Aqui eu nasci, cresci, e quero viver pra sempre;
Construir minha história nesse palco iluminado.
Respirar todos os dias o verde de tantos parques;
De Ipês, Jequitibás, Flamboyants, Bougainvilles.
Saborear o pequi, a guariroba, o milho, a soja;
Siriguela, umbú, jenipapo, macaúba, cajuzinho.
Os sabores dessa terra são únicos, ilimitados.

Goiânia cresce vertiginosamente, não pára;
A metrópole surge devagar, conquista espaços.
O Brasil olha mais a vizinha da capital federal;
Vem o aniversário e as luzes de natal anunciam a festa;
A cidade brilha mais que nunca no final do ano.
Temos problemas, urbanização, especulação imobiliária;
Mas nada que apague a vontade de acontecer e ser:
A MELHOR CIDADE DO MUNDO!!!

Parabéns Goiânia! Seus 76 anos exaltam sua beleza!