Blog do Paullo Di Castro


terça-feira, 28 de abril de 2009

Gripe Suína: O mundo em alerta

A gripe chegou para fazer um estrago grande. O pânico provocado em cadeia pelo anúncio dos contaminados no México, com mais de 150 casos de mortes confirmadas, já tomou conta de tantos países, e, claro, tão cedo ou tarde chegariam as suspeitas ao Brasil.

É realmente de assustar esse efeito cascata que toma conta de cada vez mais países. Essa imagem de pessoas andando de máscaras, parece que estamos em um estado de calamidade pública mundial, e se de fato não for rapidamente controlada, ficaremos no mais terrível alerta vermelho.

Doenças como essas são muito difíceis de prevenir, na hora de remediar é muito pior o efeito devastador. A pequena prevenção que podemos fazer é a mesma de uma gripe humana comum, que inclusive pode leva a morte também, mas a soma de mais genes de outras gripes, com a aviária, pode fazer dessa nova epidemia a mais grave da história.

Um alerta preventivo é se cuidar bastante de nossa higiene, lavar sempre as mãos, proteger a face ao dar um espirro ou uma tosse, evitar os contágios simples de uma gripe para que ela não se torne maior e mais devastadora.

Estar em dia com a vacina da gripe, mesmo em muitos centros da saúde pública serem difíceis de obter, normalmente priorizam dar para crianças e idosos, o que não é errado, mas precisa-se de um maior empenho do governo para se divulgar a vacinação e assim ajudar a população em sua imunidade. Vale lembrar que a gripe suína atinge pessoas de imunidade forte.

Cabe a população se cuidar individualmente e ajudar que essa praga não se alastre. Dependemos de muito esforço das pesquisas científicas, da medicina, da segurança pública, dos órgãos mundias dessa competência para não entrarmos em um triste quadro de atingidos por essa doença letal.


quinta-feira, 23 de abril de 2009

STF: Só Tapa Federal

A discussão entre o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes e o verborrágico Ministro Joaquim Barbosa nessa quarta-feira foi muito além da sala de reunião da casa jurídica de maior poder no país, como sempre lá vem Lula querer dar pitaco...
Desde o escândalo do mensalão, o Brasil percebeu a importância de um canal de televisão dentro de cada Poder Federal, acompanhando as reuniões, discursos, comissões, relatórios, e o que mas apimenta e rege a maneira rude de se fazer política: os bate-bocas entre nossos representantes.
Assim como a TV Senado foi importante naquele ocasião, pois expôs ao Brasil a podridão sendo revelada durante as CPMIs, a TV Justiça se fez presente para acompanhar o embate entre os magistrados e acendeu-se a discussão: É válido e relevante que sejam transmitidas os atos coletivos dos parlamentares e do Judiciário?
Partindo da premissa que o que se apresenta, discute, e se vota são a criação de leis e decisões e rumos que mudarão nossas regras de conduta e prática, não tenho dúvida: tem mais é que filmar tudo mesmo!
Parece que em sua intocáveis imagens, os membros máximos de nossa justiça se sentem vulneráveis apenas em ocasiões assim, quando sabem que estão expostos a quem depende de seus serviços. Em um debate em sala de aula, discutimos porque nem programas como o CQC, que já abriu precedentes incríveis ao confrontar e fazer uma cobertura diferenciada no Congresso Nacional, porque no Supremo, e em côrtes menores, não se criticam abertamente os figurões?
A esfera do ramo jurídico impõe posições que deixam as pessoas em posição de pouca humildade, os trâmites em que passam essa carreiras parecem blindar seus profissionais, com toda a morosidade de nossa justiça brasileira, ainda temos que aguentar o topete de quem participa do sistema que mais atrasa nossas vidas!
O Presidente Gilmar, como grande constitucionalista que é, vai apaziguando os ânimos de todos os líderes, mantendo a diplomacia e afirmando que nada abala a instância máxima das leis. Exaltados como estavam, é difícil ver lugar para os dois ali. Pelo salário que ganham, e reajustam como querem, podem se segurar um pouco, para o bem da Justiça Brasileira!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Prêmio Pulitzer 2009



Se tem uma recompensa que pode satisfazer todo comunicador em sua árdua tarefa de trabalhar com notícia e informação é o Oscar para os jornalistas, fotógrafos, escritores e afins: o cobiçado Prêmio Pulitzer.
Toda premiação séria é de valor relevante para quem a obtém com seu trabalho penoso e honesto, uma recompensa profissional para se elevar o ego e motivar para o crescimento no ofício.
O Pulitzer já reconheceu obras primas inquestionáveis, que provocam emoções fortes no público. Na fotografia, a temática mais batida é a de desastres, guerras, fome, desamparo, que circulam o planeta com exemplos intermináveis.
Sinto falta de se resaltar mais a beleza da vida, da natureza, das pequenas coisas que nos fazem ter esperança, o caráter denunciativo e provocador de estampar realidades cruéis também é muito importante para nossa reflexão e consciência, porém, estampar o que temos de bom e belo, também é importante destacar o registro.












quinta-feira, 16 de abril de 2009

Carta-Manifesto de artistas cristãos

Como músico cristão que ouso ser, após participar do acampamento Som do Céu, organizado pela missão Mocidade Para Cristo, em São Sebastião das Águas Claras, também conhecida por Macacos, região metropolitana de Belo Horizonte, reforço meu apoio a esse documento que segue abaixo, um desabafo para as deturpações de dentro e de fora das igrejas para quem se manifesta através da arte. Apesar de não ter tido a chance de assinar o documento na ocasião, vai meu singelo apoio, para que fique claro que precisamos de mudanças de mentalidade para praticarmos nosso ofício com presteza e preparo. Peço a Deus que iniciativas como essa e com o apoio dos artistas que lá estiveram e todos os outros espalhados pelo Brasil, possamos alcançar uma expressão artística de qualidade, com o apoio da igreja e o respeito de fora dela.


Manifesto de artistas cristãos

Introdução:

Nós, músicos, artistas e líderes eclesiásticos, cristãos, vindos das variadas regiões brasileiras, estivemos reunidos entre os dias 6 a 12 de abril de 2009, no Acampamento da Mocidade Para Cristo do Brasil, dias de comemoração dos 25 anos do Som do Céu, para discutir dois temas principais: “A música e os músicos na igreja” e “A igreja como promotora de cultura”.
Agradecemos a Deus pelos dias de comunhão fraterna entre nós e pelo privilégio de ouvi-lo entre as vozes pastorais e proféticas que ecoaram em nosso meio. Reconhecemos que a música cristã tem ocupado um espaço significativo em nossos dias, tanto na igreja como na sociedade em geral. No entanto, observamos que nem sempre essa participação tem sido consistente e coerente com a Palavra de Deus – nosso referencial maior – nem rendido glórias ao Senhor da Igreja. Desejamos, portanto, apresentar à Igreja brasileira a “Carta do Som do Céu”, sintetizada em 25 pontos, que resume nossas inquietações e propõe ações práticas à Igreja de Cristo Jesus, nesse princípio de século XXI:

1. O artista cristão deve desenvolver o seu dom criativo e submetê-lo exclusivamente aos valores da Palavra de Deus;

2. Cremos que a arte, na perspectiva da graça comum, é um presente dos céus a toda humanidade e não está restrita aos cristãos;

3. Desejamos que haja coerência entre a vida, o ministério e a profissão do artista cristão, cujo discurso deve estar aliado à sua prática;

4. Esperamos que o artista cristão busque servir a Deus e à sociedade com excelência e integridade, dedicando-se ao desenvolvimento dos talentos e dos dons recebidos do alto;

5. A igreja precisa estar atenta ao artista cristão como parte do rebanho de Deus e dar a ele a atenção devida, despida de preconceitos, e oferecer-lhe pastoreio e discipulado, objetivando a sua formação espiritual e ética;

6. Esperamos que o artista cristão esteja envolvido em uma igreja local, servindo-a e amando-a como Corpo de Cristo. Deve ser rejeitada toda e qualquer tentativa de desenvolvimento de uma fé individualista e distante da comunidade;

7. Reafirmamos que a elaboração de textos e letras deve ter embasamento nos valores da Palavra de Deus;

8. Comprometemo-nos a dedicar atenção e reflexão às canções que são introduzidas no culto de adoração e nas demais atividades da igreja, buscando um repertório equilibrado e consciente e evitando, de todas as formas, que heresias e desvios teológicos adentrem sutilmente em nossas comunidades;

9. As igrejas, as instituições de ensino teológico e os artistas cristãos devem combater o ensinamento equivocado e amplamente difundido de que louvor e adoração restringem-se à musica, ensinando, por demonstração e exemplo, que se trata de um estilo de vida que envolve todas as áreas da nossa existência e que a música, assim como outras formas de arte, é expressão legítima de louvor e adoração;

10. A igreja deve agir como facilitadora na adoração e abrir espaço para que todos expressem seu louvor a Deus;

11. Esperamos que o músico cristão busque e desenvolva a santidade, vivendo uma vida piedosa, tanto no serviço prestado a Deus na igreja, quanto fora dela, em sua atividade profissional;

12. Rejeitamos a dicotomia que faz separação entre o sagrado e o secular e cria espaços estanques na vida do cristão. O Senhor Jesus é soberano e governa todas as instâncias da vida, e, por isso, devemos somente a ele a nossa fidelidade, agradando-o em tudo e rejeitando tão-somente o que ofende a sua glória;

13. A Igreja não se pode esquivar de sua responsabilidade diante da cultura na qual está inserida; deve mentoriar a reflexão e a prática de uma teologia de arte e cultura;

14. Incentivamos as igrejas a abrir suas dependências para a realização de eventos culturais como exposições, mostras, cursos, saraus e outras atividades visando à educação, à divulgação e à aproximação da sociedade;

15. Mesmo entendendo que todo trabalho na igreja é voluntário, podemos honrar com sustento ou remuneração aqueles que se dedicam ao ministério musical, se a comunidade disponibiliza de recursos para tal;

16. Entendemos que nossa arte deve encarnar uma voz profética e manifestar em seu conteúdo os valores do Reino;

17. Recomendamos que as igrejas promovam encontros de reflexão sobre a utilização das artes no Reino de Deus, capacitando os artistas para a realização de seu trabalho;

18. Incentivamos os músicos a expressar em sua arte a beleza de Deus por meio de uma contextualização e diversidade musical;

19. Reconhecemos o caráter essencialmente transformador e questionador da nossa arte e não cremos que ela deva estar a serviço do mercado;

20. Muito embora os artistas cristãos não se devam render aos senhores da mídia, tornando-se reféns desta, podem utilizar de maneira ética os meios de comunicação como canal para a divulgação de sua arte, proclamando, assim, o Reino de Deus;

21. No que se refere ao relacionamento entre os músicos e a liderança eclesiástica, encorajamos o diálogo, o respeito e o reconhecimento mútuo de seus ministérios como algo dado por Deus;

22. Incentivamos que os artistas cristãos busquem perante o Estado e a iniciativa privada recursos para a promoção de sua arte por meio de leis de incentivo à cultura, editais para financiamento de projetos culturais etc.

23. Encorajamos as igrejas a investir na educação e na formação de artistas;

24. Propomos que as igrejas e as instituições de ensino teológico incentivem as diversas manifestações artísticas e não somente a área musical;

25. Compreendemos que o ofício de artista é legítimo como tantos outros, podendo ser exercido pelo artista cristão no mercado de trabalho e devendo ser apoiado e incentivado pelas comunidades cristãs.

São Sebastião das Águas Claras, 9 de abril de 2009.

Assinam:
Debatedores: Aristeu de Oliveira Pires Junior – Canela (RS), Carlinhos Veiga – Brasília (DF), Denise Bahiense – Rio de Janeiro (RJ), Erlon de Oliveira – Belo Horizonte (MG), Gladir Cabral – Florianópolis (SC), João Alexandre Silveira – Campinas (SP), Jorge Camargo – São Paulo (SP), Jorge Redher – São Paulo (SP), Marcos André Fernandes – Garanhuns (PE), Marlene F. Vasques – Goiânia (GO), Nelson Marialva Bomilcar – São Paulo (SP), Paulo César da Silva – São José dos Campos (SP), Romero Fonseca – Goiânia (GO), Rubão Rodrigues Lima – Brasília (DF), Sérgio Pereira – Ribeirão Preto (SP) e Wesley Vasques – Goiânia (GO).

Demais participantes: Alfredo de Barros Pereira – Brasília (DF), Andréa Laís Barros Santos – Maceió (AL), Aracy Clarkson Ferreira – Rio de Janeiro (RJ), Armando de Oliveira – Salvador (BA), Bruno Leonardo Alves da Fonsêca – Garanhuns (PE), Caio César da Silva Pereira – Brasília (DF), Carolina Gama – Campinas (SP), Carolina Lage Gualberto – Belo Horizonte (MG), Cláudia Barbosa de Souza Feitoza – Brasília (DF), Danielle Martins Lima – (MG), Davi Julião – São Paulo (SP), Dora Bahiense – Florianópolis (SC), Elecy Messias de Oliveira – Goiânia (GO), Fábio Cândido de Jesus – Anápolis (GO), Felipe de Freitas Hermsdorff Vellozo – Niterói (RJ), Francely F. Barbosa – Anápolis (GO), Glauber Plaça – São Paulo (SP), Gleice de Oliveira Vicente Cantalice – Maceió (AL), Guilherme e Alessandra Fontes Vilela Carvalho – Belo Horizonte (MG), Guilherme Praxedes – Belo Horizonte (MG), Hadassa de Moraes Alves – Viçosa (MG), Irineu Santos Junior – Belo Horizonte (MG), Isabella Sarom Sabino Honorato – Anápolis (GO), Ismael S. Rattis – Brasília (DF), João Carlos Pereira Junior – Vitória (ES), Jocemar “Mazinho” Filho – Recife (PE), Jônatas de Souza Reis – Belo Horizonte (MG), Karen Bomilcar – São Paulo (SP), Leonardo de Azeredo Peclát – Goiânia (GO), Leonardo Rodrigues Barbosa – Brasília (DF), Lidiane Dutra da Silva – (MA), Marcel Martins Serafim – Jacareí (SP), Marcelo Gualberto da Silva – Belo Horizonte (MG), Márcia Pacheco Foizer – Brasília (DF), Marilda Redher – São Paulo (SP), Marivone Lobo – Ribeirão Preto (SP), Pedro Barbosa de Souza Feitoza – Brasília (DF), Rafael Ribeiro Santos – São Paulo (SP), Renata Telha Ferreira – Rio de Janeiro (RJ), Roberto Cândido de Barros – Curitiba (PR), Selma de Oliveira Nogueira – São Paulo (SP), Silvestre Moysés Loyolla Kuhlmann – São Paulo (SP), Stênio Március – São Paulo (SP), Talita Estrela R. Martins – Belo Horizonte (MG), Vânia Sathler Lage – Belo Horizonte (MG) e Walma Oliveira – Rio de Janeiro (RJ)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Pra quebrar a rotina...

Nada melhor que se manifestar pela boa e velha verve poética, onde as palavras desfilam entrosamento e reflexão.

O TEMPO GIRA

Rode o ponteiro, relógio!
passe logo os instantes que anseio
Quero olhar para você logo mais
e perceber que as horas rateiam

Em tempo de alegria, não te vejo andar
Quando dou por mim, perdi a hora
Já na angústia fico a reclamar
O que vou fazer agora?

A vida caminha de forma cíclica
Volto a rotina, lamento a fadiga
Porque para melhorar a gente complica?

Posso olhar para frente cheio de esperança
Do que passei não me arrependo
O que foi bom, fica na lembrança.

terça-feira, 31 de março de 2009

Diploma pra que te quero?

Nessa quarta-feira o Supremo Tribunal Federal irá julgar uma causa que decidirá o futuro da profissão de jornalista, inclusive se ela continuará sendo uma profissão, porque chegamos ao cúmulo de ter que ir à última instância do Poder Judiciário para definir se os quatro anos que passamos em uma academia vale o mesmo que cair de pára-quedas e se tornar um jornalista por acaso ou não.
Me lembro sempre o clássico exemplo dos dentistas práticos que tinham antigamente, e vez ou outra ainda se descobrem uns consultórios na clandestinidade, com elementos que não tiveram a qualificação necessária, de anos de árdua dedicação acadêmica, e vão mexer na nossa boca para fazer Deus sabe o quê. Se saúde é um bem vital, que não se compara a outra prestação de serviço na comunidade, como podemos achar que a informação, que é um instrumento imprecindível para a formação de opinião do indivíduo, seja tratada diferentemente?
Não suporto falar na idéia de reserva de mercado. Isso é ridículo, como se pode reservar meramente uma área de trabalho, se não definir como os profissionais estarão habilitados para exercê-la? Dentro do jornalismo, temos um leque de opções para outros profissionais atuarem. Os gêneros jornalísticos, que são divisões como o colunismo, em que o profissional pode expressar sua opinião dentro da sua área de atuação, o que, ao saber se comunicar, irá fazer melhor que um jornalista, que terá pouquíssimo tempo de pesquisa para se expressar sobre algo que não teve vivência. Isso fora os inúmeros profissionais distintos que fazem um meio de comunicação veicular o seu produto, sempre um constante trabalho em equipe. Se essa equipe, em maioria técnicos, precisam de um curso técnico para desempenhar suas funções, como um jornalista não precisaria?
Depois da categoria conviver com ditadura militar, a censura que calava e impedia o trabalho como deveria ser realizado, de estarmos em uma era capitalista que faz o jornalismo virar um produto de alto teor comercial, sempre vinculado ao poderio econômico, agora temos a rasteira de ter a banalização de uma profissão digna, assim como todas realizadas com ética e seriedade.
Espero que o alto escalão de nossa justiça sejam conscientes ao dever de preservar um trabalho de tamanha importância para nossa sociedade. Sem querer ser muito dramático, e já sendo, nessa quarta-feira a carreira de muita gente está em jogo. E a da sociedade brasileira também.

sábado, 21 de março de 2009

A volta dos homens de preto.


Depois de um longo verão, estão na telinha novamente os caras de melhor veia informativo/humorística do Brasil. Custe o que custar, eles vão atrás de entreter nossas noites de segunda como ninguém mais do jornalismo e do humor sabe fazer.

Marcelo Tas é um careca que admiro desde a infância. Não peguei direito sua fase de Repórter Ernesto Varella, mas do Professor Tibúcio e do Telekid (porque sim não é resposta!), dos Rá-Tim-Buns da vida eu tenho boas lembranças. De vez em quando dá uma vontade de assistir...

O fato é que o Tas é um cara multimídia de ótima referência. O primeiro blog que acompanhei foi o dele, sempre espontâneo, com informação inteligente e reflexiva, ele sabe trabalhar com os poderosos meios de comunicação como poucos.

Tirando que a fórmula é argentina, o CQC preenche uma lacuna imensa em nossa grade de televisão, o osso duro de roer ao começar uma semana fica mais leve quando se assiste as boas duas horas de programa. Na reestréia semana passada a guerra do IBOPE fez a Globo extender o Big Brother por vários minutos, e a BAND segurou o CQC até o último momento do reality show, tudo em nome da audiência. Uma pedra no sapato da rede majoritária sempre é interessante.

Quadros como o Proteste Já é de grande relevância para a sociedade, são busca por soluções que só com muita cobrança, trabalho minucioso da imprensa pode-se tornar realidade. Diante de um bom repórter, um microfone e uma câmera de TV muita coisa muda!

A cobertura política nunca foi a mesma depois dos engravatados se submeteream a qualquer coisa para buscar uma resposta exclusiva com nossos representantes do poder, gerando assim uma proximidade nunca alcançada em jornalismo convencional, que proteje as figuras por trás de protocolos, ética (o que é realmente importante), convenções, pautas engessadas... Enfim, ser diferente é um privilégio para se levar uma informação que impacte as pessoas, deixar os políticos bem vulneráveis para se conhecer melhor seu caráter, sua interação com quem o colocou naquele lugar, é um dos melhores exercício de uma democracia!

A parte do showbizz tem seus exageros naturais, as benditas celebridades rendem pano pra manga, aí , o momento mais "pânico" do programa aparece pra aguçar a vontade do povão ver seu artista sendo pego no pulo. Não precisava cobrir todo lançamento de Playboy, mas, é caminho sem volta bater nessa tecla.

Todos os repórteres, sejam os de fato jornalistas, ou os humoristas bem rodados que compõem o elenco, tem o seu brilho natural, seu jargão, sua personalidade colocada em cada matéria. O melhor de tudo é ver essses figuras fazendo o que você sempre quis fazer, lá no fundo e não podia, não sem um microfone e muita cara-de-pau.

Vida longa ao CQC, a você recomendo: Olha isso e beijomeliga!

quarta-feira, 18 de março de 2009

É um pássaro? Um avião? É um maluco querendo atenção...


Relutei um pouco em escrever sobre o mais estranho incidente que Goiânia já presenciou. Não bastava estarmos queimados a mais de vinte anos com o acidente do césio, agora voltamos às páginas de toda a mídia nacional e várias pelo mundo.
Devemos todo esse cenário a um louco-rebelde-sem-causa que achou que a solução de seus problemas era dar fim a própria vida, levar uma inocente junto, agredir covardemente outra criança e sua própria esposa, terminando sua vida mesquinha de forma "hollywoodiana", atirando-se com um avião em um dos locais mais movimentados da capital goiana.
Recuso-me a acreditar que ele queria prioritariamente chamar a atenção e ser lembrado de uma forma digna. O que mais assombra nesse fato sem precedentes é de que não conseguimos entender a verdadeira motivação desse ex-cidadão. Como alguém em pleno gozo de suas faculdades mentais vai pré-meditar uma barbaridade dessa, atentar contra a vida de pessoas inocentes, que não escolheram fazer parte do seu circo de horror?
O ócio em que vivia esse elemento pode provocar os "instintos mais primitivos" como diria Roberto Jéfferson. Não tem coisa pior que mente desocupada. Para alguém que mamava nas tetas da mãe mesmo após formar família, não podia se esperar muita coisa, mas nada que se compara ao showzinho infame provocado pelo despreparado.
A cobertura da mídia, até pela novidade do acontecimento, foi um pouco atropelada, vários órgãos cuidando de perto do caso, o que gerava informações desencontradas, mas por mais fundo que seja o buraco, e após sua mulher dar depoimentos em defesa do covarde, não vale a pena fixar tanto nossas atenções nesse caso.
Espero muito que isso tudo não inspire novos aficcionados por aviação a tentar ter seus quinze minutos de fama. Já bastou Bin Laden ter influenciado uns cabeças fracas como esse, que , ao contrário do saudita que tinha uma causa para defender, mesmo sendo radical a ponto de matar tantos inocentes, tudo o que o protagonista da semana conseguiu foi deixar esse rastro de maldade, insensatez e principalmente, a certeza de que tudo foi em vão.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Pizzaria assembleiana

Como uma empresa do governo, que não tem concorrência pode quebrar? Essa pergunta não quer calar, até porque o serviço mais importante que ela executa, o fornecimento de energia para a população, não foi em nada abalado. Apresento-lhes a realidade da Companhia de Energia de Goiás (CELG).

A empresa passa problemas visíveis. Seu gasto operacional é altíssimo. E como em toda crise política, a paternidade de raiz do problema não se revela em total transparência. Aí vira um ping-pong entre os rivais do poder. A chamada base aliada de hoje atribui a culpa no PMDB, pela venda da Usina de Cachoeira Dourada na época do governo de Maguito Vilela. Em contrapartida, o PMDB acusa a turma de Marconi Perillo de prejudicar a empresa no processo de federalização da CELG. Além dos períodos eleitorais sempre mexerem de um jeito ou de outro na máquina do governo, o governo agora de Alcides Rodrigues também entra no bolo de suspeitos da quebra da CELG.

Como já escrevi aqui, não foi a ridícula economia de energia do horário de verão que iria salvar a estatal, além de aumento abusivo nas tarifas mostravam que a arrecadação precisava ser maior, a crise era anunciada pela demora nos serviços de religação, que não podiam ser feitos por telefones públicos, pois exigiam identificação concreta do pedinte. Para os inadimplentes o corte do fornecimento era rápido, tudo feito com vários carros alugados, gerando um gasto exorbitante.

O deputado Daniel Messac tomou frente para a abertura de uma CPI, sendo que a mesa diretora contaria com parlamentares dos dois partido mai envolvidos. Eram necessários 14 assinaturas, porém, mesmo o proponente afirmando que já as tinham, alguns após diálogos de suas bancadas se desfizeram do compromisso. Houve até um deputado (Paulo César Martins) que assumiu em entrevista no Programa Cá entre Nós da Rádio 730, usar a CELG de forma ilícita.

No fritar dos ovos tudo acabou como a maioria das auto-investigações feitas por nossos parlamentares: em uma intragável e amarga pizza. Já para outros a pizza tem sabor de massa refinada e recheio tão saboroso como o poder.

Isso foi uma mostra grátis da disputa que está por vir em 2010. Tudo indica que os maiores caciques da política goiana irão se degladiar pelo governo: a disputa entre Íris x Marconi promete, e já estão rolando as preliminares.

segunda-feira, 9 de março de 2009

O brilho do "Senhor dos anéis"


Pensa em um jogo que eu não estava nem aí! Era o tal Palmeiras x Corinthians, para mim, dois clubes de repugnância, tanto faria o placar que fosse. Principalmente pelos holofotes demasiados no Ronaldo "Fofômeno" Nazário.

Depois da câmera focar mais ele que o restante do jogo em Itumbiara, mesmo entrando depois dos 20 do segundo tempo, em São Paulo (Presidente Prudente) o assédio seria maior.

De fato o foi, para mim, um exagero em torno da volta de quem muito derrapou na carreira, mesmo com o tudo o que fez quando esteve em campo, muitos, assim como eu, tem o péssimo hábito de se lembrar muito mais nos incidentes fora de campo que nos resultados dentro dele.

Antes da Copa de 2002, a massa desconfiava que Ronaldo não conseguiria se recuparar da cirurgia no joelho, fruto de quase dois anos de intenso tratamento após um lance que entrou na história pelo show de horror, ao ser mostrado nitidamente a rótula do joelho do atleta subir de maneira espantosa, deixando seu dono contorcendo de dor. A lembrança má da Copa de 1998, que ninguém de fato sabe tudo o que aconteceu, deixava um circo de pulgas atrás das orelhas dos brasileiros.

Pedimos o Romário incansavelmente, o baixinho chorou, mas não comoveu o pai da família Scolari, Felipão, que chamou Ronaldo pronto para contar com ele por todo o certame. Isso parecia uma incógnita, até ele se destacar jogo após jogo e decidir com todos os méritos a final contra a Alemanha, deixando dois na rede e garantindo o caneco.

Aquela vez deu certo, mas sete anos depois a desconfiança aumenta. Mas, acima de qualquer turbulência em sua vida pessoal, entrar no jogo na metade do segundo tempo, tocar na bola três vezes e ser melhor assim que todo o ataque de sua equipe, e por fim, deixar sua marca no último minuto dos acréscimos. Está de volta o Fenômeno, reacendendo assim sua estrela.

Coisas de jogador fora de série. Espero que sua cabeça esteja bem centrada para ele jogar o futebol que sabe e deixar um pouco as páginas de fofocas para brilhar nas de esporte. Dou o braço a torcer: o cara é bom e pronto! Melhor que Pelé também não, mas em nossa geração, Ronaldinho faz a diferença em sua profissão.
Vale lembrar que uma longa jornada vem pela frente, Ronaldo ainda precisa jogar muito para provar que pode voltar a ser algo aproximado com o jogador que foi. Reprovo a atitude de Dunga de soltar que ele é convocável, não é hora disso, com toda certeza. Muito menos aprovo a palhaçada do Jornal Nacional de entrevistar Ronaldo ao vivo no estúdio, algo que só fazem para chefes de Estados. Isso tudo é muito barulho para a incógnita que ainda é o retorno do outrora Fenômeno. Torço sim para o seu sucesso, mas não é tempo de exaltá-lo ainda.
Pra não perder a piada: O cara voltou tão bem que derrubou um alambrado sozinho! hahahaha