Blog do Paullo Di Castro


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Vamos rir do quê?

A lei eleitoral, dos últimos pleitos pra cá evoluiu em vários sentidos, e infelizmente regrediu em outros. Na internet, prudentemente, não tentou impor nenhuma restrição mais séria, o que seria uma guerra inútil, como o mundo virtual já se mostrou incontrolável em seus diversos conteúdos, não dava para agora tentar restringir o uso eleitoral, em especial nas redes sociais.
Mas, para dar uma bola fora, o TSE apela para podar o humor segmentado na política. Depois de programas como o CQC expor a individualidade, e colocar em pauta o comportamento dos políticos, como nunca havia feito antes, levando muito mais consciência para o eleitor, os poderosos, incomodados com as quedas de máscaras, mexeram os pauzinhos e conseguiram um mimo: de ficarem livres de quem nos leva alegria durante as eleições.
A resolução do Tribunal diz: As emissoras estariam proibidas, em sua programação normal, de “usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem, ridicularizem candidato, partido político ou coligação, bem como produzir ou veicular programa com esse efeito”. E sendo o humor um instrumento tão didático, claro aquele que trás diversão, reflexão e nos faz pensar de ângulos diferentes, será que acham que a sátira de um candidato o faz perder votos, e mais, as próprias presepadas deles não podem ser reveladas, e de uma forma divertida e saudável?
No rádio e TV, os veículos atingidos por essa determinação, já é obrigatório o horário eleitoral, lá todos os candidatos tem o seu espaço garantido, com as limitações que a lei rege, se lá eles podem falar tudo o que pensam, as propostas para sua gestão, porque uma contrapartida, feita com humor para aliviar a tensão do momento, não pode ter vez nesse espaço democrático? A propaganda política é enfadonha para uns, e relevante para outros, mas com certeza fica mais interessante quando podemos nos descontrair com os representantes que precisamos escolher para mandar em nossa cidade, estado e país.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Um vice relevante


Nessa terça-feira o Programa do Jô, como acontece de tempos em tempos, brindou os telespectadores com uma entrevista de 3 blocos com o vice-presidente da República, onde muitas histórias foram reviradas, e mostrou um lado ainda mais humano de José Alencar, além da sensibilidade causada pela luta constante dele pela saúde.
A história de vida bate com a de políticos e empresários bem sucedidos, e admirados, principalmente por vir de origem humilde, ou de classe média, de construir com sucesso uma vida empresarial e tendo uma carreira política sem maior turbulência, o que é lucro hoje em dia.
Muitas vezes nos perguntamos para que serve um vice, de que vale um cargo que não executa, não legisla, não aparece tanto na mídia? Penso que uma figura como a de José Alencar, com uma bagagem de sucesso, e tanta experiência de vida, como gestor e político, é um vice ideal, se for levado em conta como um conselheiro, um articulador, com participação efetiva de bastidores, é uma posição muito relevante.
Com o número de viagens exorbitante do presidente Lula, segundo José Alencar, ele assumiu o país por 500 dias em sete anos e meio. Muitas vezes, em um hospital enfrentando tratamento contra o câncer. Não era uma estabilidade boa, mas com certeza relevante.
Sobre o processo de paternidade, corria em segredo de justiça, e Alencar pediu para o mesmo ser quebrado, ele prometeu uma coletiva para explicar o caso, o caso já surgiu em 1998, quando era candidato ao senado por Minas. Ele afirmou que a única mulher que realmente namorou, e é a que é casado a 53 anos. Ele disse que não há indício de alguém que o tenha visto junto com a mulher da ação.
Pareceu bem tranquilo, disse que não irá recuar, se a mulher de 55 anos for sua filha, disse que a reconhece. Mas a postura foi de negar-se a fazer o exame, do qual disse: "não é 100% seguro." Terminou com a pérola: "Só falta todos que foram à zona um dia precisarem de se submeter a um DNA."

terça-feira, 27 de julho de 2010

SOS Futebol Goiano

O pós Copa do Mundo para os times de Goiás está pior que a encomenda. É alarmante a situação das três principais forças do futebol goiano. Terminamos o ano passado esperançosos ao ver pela primeira vez desde a divisão de séries, dois times na elite do futebol brasileiro. O Vila teve muitas chances de se juntar ao Goiás, chegou perto várias vezes, mas não foi capaz de honrar a torcida que tem. O Atlético manteve a base, passou na frente e fez por merecer, até começar a disputa.
Entra 2010 e tivemos um estadual fraco, com os times cercados de problemas, de racha no elenco, e principalmente, choques na gestões. As diretorias mostrando total despreparo para serem times grandes.
No Vila Nova a situação é a mais crítica. No momento não existe técnico, nem auxiliar, o time ocupa a zona do rebaixamento para a série C, mais de 50 jogadores foram contratados, e nenhum corresponde em campo. Na diretoria, troca de presidentes, os dois que mais seguraram as pontas nos últimos anos sendo limados do cargo, e um grupo que quer assumir, não resolve nada, falta dinheiro, falta prestígio, falta um time pra competir. O furo da barca é grande.
No Atlético, a base formada dos últimos anos já não é a mesma, ao menos valores que se destacaram antes não brilham mais da mesma forma. O presidente que outrora investiu no time, se vê às voltas com problemas judiciais, ligados à sua vida empresarial e política, e para piorar tudo, a lanterna do Brasileirão, e o retorno quase certo à série B.
Deixando por último o meu time, é o mais difícil de se analisar, temos a melhor estrutura daqui, os maiores títulos, um ex-técnico de Seleção Brasileira, mas mesmo assim, brigando para não brigar pela permanência na série A. A diretoria é de pouca ação, e sofre para se impor com representatividade perante os maiores. A montagem do time também não ajuda. O temperamento de alguns atletas muito menos.
O torcedor goiano sofre com seus representantes, luta para levantar o bairrismo, concorrendo com times muito mais estruturados do eixo Rio-São Paulo. É cada vez mais difícil convencer um goiano acostumado ao conforto da televisão, e aos triunfos dos grandes times, torcerem para só para algum daqui, ir ao estádio e incentivar, mas incentivar o quê?
Ou os times daqui tomam uma atitude de mais profissionalismo, parcerias viáveis para se montar bons elencos, ou continuaremos a ser saco de pancadas nacional. Como se não bastasse perder a sede da Copa de 2014 até para cidades sem futebol nenhum.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Julgamento prévio

Quantas vezes você ouviu falar no goleiro Bruno nas duas últimas semanas? E nada falando de seu ofício original, apenas de crime, cumplicidade, ocultação de cadáver, violência extrema. Pois é, também não sei, e como saber se esse nome é repetido de maneira incessante por quase todos os veículos de comunicação? Como se pode ignorar-se aquilo que a mídia adota de temática a ser explorada até a última gota que a fruta espremida pode fazer pingar?
A gravidade do caso não é apenas as inúmeras versões que possam ter culminado na possível morte de Elisa, ex-amante do jogador. A relação conturbada com mulheres, com a fama, com "amigos" como Macarrão, com as declarações anteriores, e o desaparecimento e testemunhos do que aconteceu naquele sítio em Minas Gerais. e depois de tudo isso, as piadinhas infames com o caso, como se o humor fosse ingrediente sadio para uma situação desse porte.
O maior erro da imprensa, e conseqüentemente da sociedade: O pré-julgamento. Como chamar Bruno de assassino? Alguém tem alguma prova concreta dele matando Elisa, mandando fazer isso, ou sendo o mentor intelectual de um "plano infalível" no nível dos quadrinhos do Cebolinha? Então como acusá-lo daquilo que ainda não foi apreciado pela justiça brasileira, que é quem tem competência para isso?
Deixo esses questionamentos, para desabafar sobre quem sempre bate na mesma tecla ao se lançar um caso que tenha potencial para uma comoção nacional. Agenda Setting realmente "pega" aqui no Brasil, e não combina com um jornalismo responsável, que checa as informações, ouve pluralidade de lados e informa sem interesse prioritário à questão comercial. É insuportável ver uma Isabella Nardoni diferente a cada época. Um mocinho e um bandido que já entram em cena com um roteiro pronto, e só desempenharão o papel pré-determinado. Fazer juízo para si todos fazemos, mas para os outros, não é de nossa competência, a não ser para assumir um cargo que concede esse direito em lei, embasado na decisão de um colegiado.
Será que a imprensa não aprendeu com o caso da Escola Base? Quantas famílias mais serão destruídas e expostas em fúteis programas de TV vespertinos? E aquela gravação do Fantástico, com um foco perfeito em Bruno, e ele projetando a boca diversos vezes para o rumo da câmera. Como aquele material foi parar exclusivamente nas mãos da poderosa?
Meu palpite, talvez por lavagem cerebral, é que Bruno é culpado, mas não estou à frente desse caso (graças à Deus)! Então, aguardo o julgamento, para aí sim, ressaltar o embrólio em que Bruno se meteu, de como jogou na lixeira sua carreira profissional, e as variáveis que aparecerem antes da certeza de uma culpa.

terça-feira, 13 de julho de 2010

13 de julho: Dia do rock!


Um dia dedicado ao rock é inspirador, você acompanhar por diversos veículos vários momentos, vertentes e pérolas desse ritmo que é o de maior alcance global e de maior contágio a quem dele se agrada. Principalmente por fazer um resgate a vários momentos em que se dá orgulho de um dia terem inventado de se juntar guitarra, baixo, bateria e uma voz potente, tudo em alto volume!
Desde pioneiros como Little Richard, Elvis Presley, The Beatles, Rolling Stones, passando por The Who, Led Zeppelin, Pink Floyd, Smiths, The Cure, Iron Maiden, Ramones, U2 e os mais atuais Nirvana, Oasis, Blur, Red Hot Chilli Peapers, e muitos e muitos outros.
A rebeldia, o comportamento de contestação, o visual ora sombrio, ora elegante, ora rasgado, tudo isso dita as gerações que cresceram ouvindo essas bandas. Mais que curtir um som, os músicos se tornam referências de vida, com lema de sexo, drogas e rock'n roll, essas referência não são exatamente positivas. A geração de Woodstock não deixou um legado verdadeiro. Muito do que se fala do maior festival de todos os tempos é mito. Uma tremenda desordem e falta de estrutura não foram compatíveis com as atrações presentes. E o público que foi, sequer viu alguma coisa nos palcos.
No Brasil a coisa não é diferente, tomando espaço ao lado do samba, o rock nacional marcou épocas, e nos brindou com grandes poetas transvestidos de cantores. Todos os estados, do Rio Grande do Sul ao Acre produz suas versões abrasileiradas do gênero. A cena independente, a democratização da internet, fazem qualquer garagem virar vitrine, e quando levado com seriedade e profissionalismo, ultrapassar as barreiras virtuais e cair na estrada.
O rock pode ter suas crises, e passar por modismo, por deturpação adolescente, mas sempre vai ser o bom e velho rock'n roll, usado para tudo e para todos, sem distinção de raça, classe social, cultura ou religião. E viva o rock!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Brasil 1 x 2 Holanda


Falar o que de um jogo desse? Demorei dias pra "digerir", e dispor para escrever algo aqui. Queria eu ter falado só do primeiro tempo, de um futebol empolgante, oferecendo várias chances de ataque, com o gol mais rápido da Copa até então, nossos craques tabelando bem, com larga vantagem na posse de bola e no domínio de jogo. Mas aí veio o fatídico intervalo, e com ele posteriormente o segundo tempo.
A Holanda já era uma seleção temida, mas que havia tropeçado na primeira fase, e claro, tinha seus problemas táticos para resolver. O Brasil, tinha uma superioridade coletiva, com a nossa defesa tão impecável que não entrava ataque de laranjada nenhum, isso era o que a maioria pensava.
Ao ver Júlio César se chocando com o Felipe Melo, o anti-herói da desclassificação, me lembrei imediatamente da cena de Dida se chocando com Aldair nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, e entregando pela segunda vez um gol, que deu o triunfo para a Nigéria. O pesadelo voltou na hora.
Mas Felipe, não satisfeito, já alarmando a todos com o sangue quente, cravou sua chuteira no adversário, e assim encerrou a fatídica primeira Copa, onde chegou desconhecido pela maioria do Brasil, ganhou a confiança de Dunga, e mesmo tendo feito um passe magistral para Robinho fazer o gol brasileiro, saiu como o maior culpado pela derrota.
Quem fez péssima partida foi Michel Bastos, até o cherife Juan não esteve tão bem, Lúcio foi a raça em pessoa, mas isso não era suficiente, nem a correria de Maicon, nem o ataque que não conseguia criar mais situações de gol, enfim, não se tirava mais limonada desses limões, já do lado das laranjas....
Kaká esteve em campo, disputou bola, se irritou, mas sem perder a cabeça, chutou para o gol e só não fez o seu pela bela atuação do goleiro holandês. Era pouco pro craque, mas com ele limitado em campo, quem poderia substituí-lo? Eis o grande dilema do técnico Dunga. A pós-era Dunga terminava de forma melancólica para o capitão do tetra.
O banco de reservas brasileiro era desanimador, a maior parte da imprensa batia nessa tecla, mas Dunga, com o poder que lhe foi outorgado, só servia podar o trabalho dos jornalistas, passar a imagem de seriedade e compenetração do grupo na competição. Com essa proposta, a que ficou de verdade foi a de arrogância, prepotência, má educação e soberba. Não incomum nessa profissão, mas que definitivamente não é a cara ideal para um comandante da seleção.
A falta de opções para se mudar a realidade do jogo, deixou o Brasil incrivelmente apático na etapa complementar, vendo o craque Rubben deitar e rolar e garantir a classificação holandesa.
Como já havia escrito nesse espaço, para a CBF não era interessante ganhar essa Copa, 2014 é prioridade total, e mais que preocupar em ser anfitrião, o Brasil vai fazer a Copa ser economicamente viável para muita gente, principalmente Globo e Ricardo Teixeira, que até lá afinam novamente o discurso, e um sai com direito de transmissão por um bom tempo, e o outro com o cargo vitalício de presidente da CBF.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Brasil 3 x 0 Chile


Após ter me recusado a comentar o jogo pífio contra Portugal, simplesmente por não ter assunto, enfim, vimos a Seleção Brasileira em um jogo de futebol como tem que ser: com gols (claro), com belas jogadas, com raça, enfim, emoções e coisas que só o futebol faz por você.
Na verdade, a coisa não foi tão bem trabalhada assim, principalmente por uma apatia do Chile no primeiro tempo, não foi o time da primeira fase que ameaçou a poderosa Espanha.
Os desfalques em ambos os lados preocupavam, mas seleções são feitas para se ter peças de reposição a altura. O Brasil, mesmo com discutíveis convocados do Dunga, mostrou que tinha. Felipe Melo, truculento como é não faz falta para um jogo aberto e de ataque adversário ineficiente. O talismã Elano, assim como contra Portugal, mesmo bem substituído ainda fez um pouco de falta.
Júlio César não eve nenhuma trabalho, defendeu uma bola que ia pra fora só pra aparecer em uma foto. Maicon, correu, lutou, fez a parte dele, na zaga Lúcio continua a guerreiro de sempre, o único que apresentou bom futebol no jogo passado, manteve a regularidade e a eficiência na marcação e nas subidas ao ataque. Juan foi contemplado com um gol, merecidíssimo por ser um zagueiro fair play, algo raríssimo, e que tanto já ajudou nossa defesa. Michel Bastos foi melhor que nas duas partidas anteriores, sempre ajudando.
No meio, com os desfalques, no perfil do jogo tiveram boa reposição, Ramires entrou bem, foi perfeito em assistências, só peca em finalizações, Gilberto Silva e Daniel Alves foram mais discretos, mas importantes para o esquema, o lateral polivalente rende mais na ala, ou entrando no segundo tempo, sempre fazendo diferença.
O nosso camisa 10, como em toda a Copa deixando todos preocupados com a forma física, entrou bem, foi perfeito em assistências e merecia um gol de recompensa. Tomou um amarelo de bobeira, mas deve se controlar mais. Foi substituído e bastante aplaudido, parece que pode voltar a ser aquele Kaká nos próximos jogos.
O ataque não foi brilhante, participou moderadamente, mas Luís Fabiano deixou o seu, e Robinho não comprometeu, apesar de se esperar bem mais dele, Nilmar entrou bem e poderia até ganhar uma chance de começar jogando.
Passamos bem, pegaremos uma Holanda que caiu um pouco o nível, mas é sempre perigosa. Nosso bom futebol está se encaixando, e o que não dar certo, é culpa da Jabulani!

domingo, 20 de junho de 2010

Brasil 3 x 1 Costa do Marfim


Agora sim uma vitória para se convencer, embalar de vez o escrete canarinho, e garantir a classificação para as oitavas de final da Copa. O objetivo foi cumprido, mas se tratando de Seleção Brasileira de futebol, as coisas nunca são simples.
Os africanos em copas passadas eram pontuados por serem alegres, humildes e coadjuvantes. Agora o perfil mudou, a começar pela sede ser africana pela primeira vez, com o maior números de representantes, com maior gás para mostrar serviço, e é isso que se viu na Costa do Marfim, a catimba foi um ingrediente marcante dos africanos.
O Brasil com o ritmo de jogo melhor, e contando que suas principais peças brilhem, viu que se o meio e o ataque se entenderem, não tem pra ninguém. Kaká e Robinho tabelando rápido e colocando Luis Fabiano de frente pro gol, mesmo com o ângulo fechado, consegue disparar um torpedo por cima do goleiro africano, e a bola correu bonita por toda a rede do lado de cima, e caiu gostosa na rede de trás. Imagem linda de se ver!
Muitos já preveniram que poderia ser o jogo mais difícil da primeira fase, dependendo de como os portugueses chegarão para o terceiro. E acredito que nossos colonizadores não vão suar a camisa como os marfineses. Eles venderam caro a derrota, e quase venderam na base da pancada.
O circo quase pegou fogo quando Kaká, que estava sendo caçado em campo caminhava com seu marcador atrás, e o seu braço o encontrou, parece não ter sido voluntário, mas que o adversário dramatizou o contato, não deixa dúvidas, levou as mãos a cabeça, só não sendo pior que Rivaldo em 2002 (quem lembra?).
O eterno bom moço levou cartão vermelho. Culpa do juiz? Do jogador? Do Dunga que não o tirou antes, quando já tinha o amarelo e se desentendia a tempos com o marcador? Enfim, em campo ele fez sua parte, foi o Kaká que precisamos, mas podia ter sido um pouco mais cauteloso. Mas no calor de um jogo como esse realmente é difícil.
Elano jogou com raça e fez seu segundo gol, mostrando que a opção do Dunga por ele foi correta, saiu após cravarem a chuteira em sua canela, mas disse que as filhas o protegeram: as caneleiras com o nome das meninas que ele beijou após o gol.
O destaque com certeza foi o segundo gol de Luis Fabiano, dois chapéus pra fazerem os zagueiros perderem o caminho de casa (e olha que está perto!). Sim, o domínio dele foi com o braço, ajeitou com o ombro, mas uma pintura daquela tá perdoado, né? Até o juiz (quanta lambança do cidadão!) consultou ele depois se havia ajeitado ilegalmente, adivinhem a resposta?
Foi um jogo bom de assistir, mostrou que a defesa brasileira mesmo tão entrosada precisa estar mais atenta, mas que os brasileiros estão preparados para enfrentar jogo sujo, e mostrar futebol-arte em cima disso, mesmo não sendo a bandeira levantada por Dunga, que continua um turrão com a imprensa, os valores individuais brasileiros brilham como são peculiares. Como a Argentina é a única que mantém a regularidade, mais a Holanda, não serão nossos hermanos que intimidarão o Brasil.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Brasil 2 x 1 Coréia do Norte


O juiz apitou, e a Copa finalmente começou para o Brasil. Após jogos mornos, de times inexperientes, como os anfitriões africanos, e apenas duas seleções que jogaram um futebol mais "assistível": Alemanha e Holanda, o Brasil entrava em campo para defender seus cinco títulos e mostrar ao mundo porque é a maior potência futebolística.
Até aí, era tudo favorável ao Brasil, inclusive pelo adversário ser o último no ranking das seleções que disputam a Copa, e viverem em um país ditatorial, apontados como possível saco de pancadas dos adversários. O frio também pode ter atrapalhado, mesmo que todos em campo joguem na Europa (infelizmente), a temperatura de 2 º e seus ventos de sensação térmica menor ainda, inibem um pouco o brilho dos brasileiros em campo.
Com craques como Ronaldinho Gaúcho, Adriano e as revelações Neymar e Ganso de fora da convocação, o grupo de Dunga tinhas as esperanças mais direcionadas nós pés de Kaká, do goleador Luís Fabiano e das mãos de Júlio César. Com Kaká voltando de contusão, cinco meses sem jogar uma partida inteira, não dava para esperar muito dele, de fato, foi assim, muitos passes errados, e sem as arrancadas que lhe são características.
O gol que abriu a contagem só saiu no segundo tempo, com o lateral Maicon, veloz como sempre chegando na linha de fundo próximo ao gol e batendo sem ângulo em uma curva que enganou o goleiro coreano, o segundo foi de Elano, longe de ser uma unanimidade na seleção, bateu bem após uma assistência perfeita de Robinho, antes de ser substituído pelo talismã Daniel Alves.
Uma grata surpresa foi Michel Bastos, a posição mais crítica, desde o fim da era Roberto Carlos, pode ter encontrado um dono. Em um lance magistral, driblou de forma espetacular três adversários e cruzar uma bola em cima da linha de fundo.
A seleção apresentou problemas que podem ser normais para uma estréia, mas são visíveis e preocupam para um futuro de sucesso na Copa. O desgaste com a imprensa com os treinos fechados não favorecem o êxito do time. Ganhamos sim, foi importante, estamos em primeiro no grupo, e jogando por mais uma vitória para a classificação. A maioria das seleções estariam radiante, mas do Brasil sempre se espera mais, e sempre o melhor futebol.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Pára tudo que lá vem a Copa


Al Qaeda ameaçando ataque, obras sendo concluídas na semana de início dos jogos, bola criiticada pela maioria, vários craques desfalcando suas seleções, ora por opção do técnico, ora por contusões de última hora. Com esses e outros problemas, começa essa semana a Copa do Mundo de futebol.
O fator África como sede é bem interessante, a peculiaridade do povo, as incômodas vuvuzelas, porém que são elemento de destaque na cultura africana, a alegria ímpar de um povo que nunca teve os olhos do mundo voltado para eles desde o traumático apartheid. Tudo isso é ingrediente para uma Copa diferenciada.
Favorecidos por decisão da FIFA de um revezamento entre os continentes, a primeira Copa africana irá contar com 5 seleções de lá: África do Sul, Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Nigéria.
As atenções como sempre estão voltadas para Brasil, Argentina, Alemanha, Itália e França. As outras 27 correm por fora para almejar alguma coisa, mas como a surpresa faz parte do futebol, alguma delas pode alcançar uma posição de maior destaque.
O Brasil chega com um técnico linha dura, que teve a convocação bastante critica, o que não é novidade, mas penso que nos bastidores da cúpula, leia-se CBF, a prioridade é 2014. Até a fabricação do Dunga como técnico pode se entender isso. Por que ganhar uma Copa com menos recursos que os padrões europeus, americanos e asiáticos? Com menos visibilidade que esses países? Com menos craques convocados? O torcedor que não pense nisso e torça como nunca pelo hexa.
190 milhões de brasileiros aguardam ansiosos a sexta-feira, 11 de junho chegar, para o juiz dar o apito e entrarmos definitivamente no clima que os jogos proporcionam. Nisso está incluído as enforcadas ao menos parciais no expediente, as reuniões em torno da TV, regadas normalmente à bebemorações, churrasco, gritaria e muito verde e amarelo. É bom ser brasileiro, ao menos nessa época, a única de patriotismo e nacionalismo que temos de fato.