Blog do Paullo Di Castro


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terça-feira, 10 de maio de 2011

10 motivos para não ir ao Rock in Rio


A gente se enche de expectativas, vai fazendo as contas pensando no saldo bancário, vê as promoções de vôos, de caravanas, de hospedagem, e acima de tudo, fica de olho nas atrações anunciadas pela organização do evento. E depois de muitas decepções, eis que cito 10 bons motivos de não ir ao Rock in Rio de 2011:

1 - Os anúncios espaçados das atrações, não contribui com uma real motivação para você se organizar, pensar em um dia que realmente vale a pena ir, porque quer que o conjunto de atrações do dia façam valer o investimento;

2 - A organização das vendas on line, começou no fim do ano passado, com reservas para depois confirmar o dia. Quando liberou a venda pelo site oficial, o mesmo já estava sem carregar antes da meia noite, hora marcada, e deixou vários varando a madrugada pra conseguir sua confirmação. Cadê a venda física em várias capitais?;

3 - O rodízio europeu que o festival fez na década passada, mostra o tamanho do caça-níqueis que é esse negócio (isso já era óbvio), mas acima de tudo, que a grife montada em torno desse nome é muito maior que uma identidade brasileira que o festival construiu nos anos 80;

4 - Falemos sério: Um festival que já teve AC/DC, Iron Maiden, Black Sabbath, agora insere Cláudia Leitte?! Ivete Sangalo?! Pode vir com papinho de diversidade musical, que os públicos delas tem grande aceitação pelos demais gêneros, mas nada justifica o a falta de bom senso de um festival que leva a palavra ROCK no nome, chamar artistas de AXÉ! Seja com o formato pop que for!

5 - O palco Sunset teve uma proposta boa, porém, o que mais se vê é um emaranhado de encontros de artistas brazucas que não foram valorizados no palco principal, como acontecia nas primeiras edições, e o pior, aí você tem que optar por ver os gringos que fariam shows carissimos se fossem exclusivos, ou ver o experimentalismo dos nossos;

6 - Os headlines do festival, ou bandas principais de cada noite, não ficaram aquém. Porém, a própria divisão não favoreceu tanto, porque o System of a Down não está junto com Metallica e Slipknot? Jay-Z antes de Colplay, tendo o Skank antes!? Se não dava pra encaixar as bandas de maior afinidade musical na mesma noite, ao menos no mesmo fim de semana, o que também não aconteceu;

7 - Já que se usa dois finais de semana, poderia ser nomeado outro festival, com um codinome para atender a tantas atrações de formato mais pop, e deixar o outro pra ser o verdadeiro Rock'n Rio, com bandas que façam jus a esse nome;

8 -  Não dá pra deixar e lado uma nostalgia pelas edições 1 e 2 do festival que foram tão importantes para bandas como Paralamas, Barão Vermelho, Kid Abelha. Quem o festival está revelando, ou expondo agora? Nenhum dos convidados brasileiros no palco principal estão nascendo agora, até o Glória já tem um bom público, e o restante seriam facilmente convidados do mesmo jeito a 5, 10, 15, 20 anos atrás. Cadê as novidades?;

9 - Como entender a insistência por artistas do mainstream, na decadência das grandes gravadores como está, e cadê a valorização para bandas independentes? Tirando o palco Sunset, que faz misturar tudo em horários incompatíveis, onde estão aquelas bandas que percorrem o Brasil fazendo shows lotados por públicos fiéis, apenas se divulgando na internet e fazendo apresentações memoráveis?

10 - Calcula-se que a movimentação do festival deve girar em torno de US$ 376 milhões. Vale a pena nosso investimento por tantas trapalhadas em se fazer um autêntico festival de rock de proporções mundiais? O Roberto Medina definitivamente não está precisando do meu dinheiro! Seja aqui, em Lisboa ou em Madrid, enquanto não se resgatar a essência do que já foi o Rock in Rio, não compensa sair de casa.

Eis aí meus motivos, que não são mera dor-de-cotovelo de alguém que não vai, mas desabafo de quem esperava muito mais de um festival com essa história, e a "responsa" de trazer grandes atrações como de fato irá trazer, porém, mal distribuídas e somadas a outras irrelevantes para quem quer ver um verdadeiro festival de rock'n roll! Pra quem não teve sucesso em comprar na internet, boa sorte na fila quilométrica do Engenhão!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O Primeiro Passo de muitos




Escutamos muitas vezes ao longo da vida que precisamos, antes de morrer, de realizar três coisas essenciais para deixar um legado positivo nesse planeta: fazer filho(s), escrever um livro e plantar uma árvore. O último realmente é o mais fácil, já o fiz mais de uma vez, e quero fazer mais. Livro já poderia ter feito, tenho alvos de fechar um livro do meu pai, "Pedaços de Vida", e depois partir para os meus, quem sabe algum com o título "Feira de Assuntos"? Já filhos, com certeza também quero, em um futuro não previsível no momento.
Outras coisas podem entrar nesse rol de legados essenciais. Uma delas são as manifestações artísticas. Para os músicos, gravar um CD, ou registrar um trabalho próprio, feito com garra, o dinheiro do próprio bolso, principalmente, são elementos de maior autoria, e de eternizar uma obra para sempre. Passei por essa experiência, e com muita alegria estamos colhemos os frutos dela.
Como muitos sabem, sou baterista, toco em uma banda de rock cristã chamada S142. Um ano atrás, começávamos o processo que resultaria na gravação do CD de nome Primeiro Passo. Depois de dois, e agora três anos de banda, sentimos que era o momento de provar a nossa maturidade musical, mesmo sem ninguém ser profissional, corremos atrás da excelência dentro de nossas limitações, e buscando fazer uma gravação com profissionalismo, a começar do local em que a faríamos.
Escolhemos a gravadora Vida, de Goiânia, que grava diversos artistas cristãos e em espacial sertanejos, como Falcão e Josué e Zé Marco e Adrianno. O segmento não batia, mas nas mãos do produtor Davi França, que é guitarrista e de escola do rock'n roll, estávamos em ótimas mãos. E assim gravamos 11 canções nossas, com todos da banda empenhados em colocar o seu instrumento, e ser lapidado pelo profissionalismo do nosso produtor.
Depois de muita luta, estava pronto o trabalho, e nada melhor que um evento digno para apresentá-lo, o famoso "lançamento de CD". Mesmo sendo uma mídia em decadência, o Compact Disc ainda é um ótimo cartão de visita. E atinge públicos que a internet ainda não "fisgou", mesmo essa sendo o melhor e mais democrático espaço de divulgação. Enfim, investimos nesse evento, e não nos arrependemos.
Escolhemos como palco um lugar que marcou a infância e adolescência de metade da banda: O Instituto Presbiteriano de Educação, com um ginásio novo, que contava com um palco espaçoso, foi o pontapé para agregarmos uma estrutura de som, luz, alimentação e claro, muito som! Convocamos amigos, familiares e quem aprecia o nosso som para juntos comemorarmos essa vitória, e foi para nós um momento para ficar pra sempre em nossas melhores lembranças. Foram quase duas horas de som, de uma galera contagiante, e de uma satisfação e gratidão à Deus impagáveis.
É com prazer que divido esse momento com meus amigos Flecha, Rodrigo, Vinícius, Arthur, JP e nossos convidado mais que especiais Juba e Dani. Foi o Primeiro Passo de muitos, eu espero, queremos mais "filhos", "livros" e "árvores", embalada por nossas canções e caminhada de amizade, lutas e de buscar levar uma mensagem de paz e fé em nosso Deus.

Ps: Essa semana, estamos em fase decisiva de um concurso bem bacana, que levará a banda vencedora a tocar um fim de semana no Rio de Janeiro, peço seu voto na S142, segue a enquete abaixo, ou no site www.radiotribal.com
Vote quantas vezes puder!

terça-feira, 13 de julho de 2010

13 de julho: Dia do rock!


Um dia dedicado ao rock é inspirador, você acompanhar por diversos veículos vários momentos, vertentes e pérolas desse ritmo que é o de maior alcance global e de maior contágio a quem dele se agrada. Principalmente por fazer um resgate a vários momentos em que se dá orgulho de um dia terem inventado de se juntar guitarra, baixo, bateria e uma voz potente, tudo em alto volume!
Desde pioneiros como Little Richard, Elvis Presley, The Beatles, Rolling Stones, passando por The Who, Led Zeppelin, Pink Floyd, Smiths, The Cure, Iron Maiden, Ramones, U2 e os mais atuais Nirvana, Oasis, Blur, Red Hot Chilli Peapers, e muitos e muitos outros.
A rebeldia, o comportamento de contestação, o visual ora sombrio, ora elegante, ora rasgado, tudo isso dita as gerações que cresceram ouvindo essas bandas. Mais que curtir um som, os músicos se tornam referências de vida, com lema de sexo, drogas e rock'n roll, essas referência não são exatamente positivas. A geração de Woodstock não deixou um legado verdadeiro. Muito do que se fala do maior festival de todos os tempos é mito. Uma tremenda desordem e falta de estrutura não foram compatíveis com as atrações presentes. E o público que foi, sequer viu alguma coisa nos palcos.
No Brasil a coisa não é diferente, tomando espaço ao lado do samba, o rock nacional marcou épocas, e nos brindou com grandes poetas transvestidos de cantores. Todos os estados, do Rio Grande do Sul ao Acre produz suas versões abrasileiradas do gênero. A cena independente, a democratização da internet, fazem qualquer garagem virar vitrine, e quando levado com seriedade e profissionalismo, ultrapassar as barreiras virtuais e cair na estrada.
O rock pode ter suas crises, e passar por modismo, por deturpação adolescente, mas sempre vai ser o bom e velho rock'n roll, usado para tudo e para todos, sem distinção de raça, classe social, cultura ou religião. E viva o rock!