Blog do Paullo Di Castro


terça-feira, 19 de maio de 2015

Memórias de um ex-torcedor


O futebol brasileiro surpreendeu o planeta em 58 com um jovem de 17 anos que virou o melhor do mundo, logo depois em 62 um "anjo de pernas tortas" deixava os adversários com torcicolo, a constelação de 70 sacramentou uma hegemonia e um grito além da ditadura militar, a experiência de craques em 94 como um baixinho que fazia gol de cabeça entre dois zagueiros gigantes ou um fenômeno que teve uma recuperação pós-cirúrgica extraordinária e decidiu o penta em 2002.

Memórias de um passado que vai se tornando cada vez mais distante e não conquista uma nova geração de torcedores apaixonados, que durmam abraçados com uma bola e vão ao estádio em família acompanhar a seleção brasileira ou o time de coração. A Copa do Mundo que idealizada conquistas mágicas agora faz parte de um pesadelo que a maioria dos brasileiros depois de 2014 quer esquecer.

Que a Confederação Brasileira de Futebol é a entidade privada que mais lucra no país todos sabem, que fizeram lobby pra abafar a CPI da Nike em 2001 também, que sempre foi comandada pelo quarteto João Havelange, Ricardo Teixeira, José Maria Marín e Marco Polo Del Nero idem. 

Além da noticia de uma terceirização do futebol da Seleção Brasileira para outra empresa privada explorar de todas as formas possíveis e inimagináveis, da bilheteria à escalação do time em amistosos, tudo passar por eles, e assim engordam o bolso de todos, às custas claro, do torcedor. Agora sete poderosos da cartolagem brasileira, incluindo Marin, foram presos na Suíça pelo FBI. As acusações são de uma interminável lista.

Os que muitos desconfiavam mas poucos viam vai sendo aberto, o cerne da podridão das negociatas por trás da amarelinha entrar em campo. Não bastam negociar partidas ou campeonatos, como o muito mal explicado Mundial de 98, é preciso também operar para usufruir de todas as possibilidades de lucro para a cartolagem se deliciar com o dinheiro, poder e o que mais o circo armado permitir.

Torcer para a seleção brasileira hoje é alimentar espetáculos caça-níqueis, de jogadores que ignoram as raízes e se dedicam a uma bem sucedida carreira européia. Mais nem tão cumplices quanto os dirigentes e empresários que se esbaldam em cima de nós e contam com conivência da maior emissora de TV do país monopolizando a transmissão e repassando migalhas para concorrência. 

Torcer para o clube do coração ainda gera uma identificação, a proximidade que nunca uma seleção comandada por poucos vai trazer. Meninos hoje em dia preferem ganhar muitas coisas a ter um uniforme oficial ou uma bola para sonharem ser um novo Pelé. 

O processo de esfriamento da relação entre seleção e torcedor alcançou patamares nunca vistos. As consequências serão visíveis em poucos anos. Aos mais velhos, restará a nostalgia, a flâmula na parede, o pôster do Penta, o suspiro... Lembranças de quando tinham para quem torcer representando o Brasil.

domingo, 26 de abril de 2015

Reduzir a maioridade é reduzir oportunidades

 
O tema da vez é o projeto de redução da maioridade penal, conhecido como PL 171. Existem muitos argumentos prós e contras, enaltecer os principais é chover no molhado. Penso que o debate é mais profundo.

Fico pensando na mente de um garoto de 16 anos. Ele já pertence a uma sociedade de grande imoralidade, que falta com a ética, é corrupta e criminosa. Escola do crime ele pode ter em casa, na sua rua, na escola ou em qualquer grupo social que freqüente. O que ele tem a perder pagando por um crime nessa fase da vida? Muito!
 
Com esses parâmetros aqui fora, o que sobra para aprender em cárcere privado? Sobra fazer uma pós-graduação do crime, uma anulação de anos cruciais para o desenvolvimento de sua maturidade e formação como cidadão sendo jogada fora e antecipando o aprendizado das maiores formas de continuar a fazer o que não presta. 
 
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) tem um texto belíssimo e assegura direitos invioláveis para nossa juventude. Ele precisa ser defendido, e claro, aplicado. A aprovação desse PL é um retrocesso e um lavar de mãos perigoso  para como esses jovens.
 
Longe de querer ser Rousseau, creio que a repreensão de delitos para essa faixa etária também se faz necessária, porém, o tempo é de fazer medidas socioeducativas e incentivar sua formação continuar, e não ser interrompida. 
 
Passar a mão na cabeça  não pode ajudar de fato o cidadão a melhorar. Mas punir uma pessoa em um momento que sua educação é crucial pode ser jogá-lo em um caminho sem volta. Educação precisa ser prioridade, muito além de discursos políticos. 
 
Sou contra a redução para não só remediar, mas para se atuar com contundência na prevenção. Temos a oportunidade de formar uma nova geração que tenha base acadêmica e neutralize o avanço criminal. Não obstante o Código Penal brasileiro ser da década de 40, a verdadeira justiça é dar a cada um o que é seu. Aos jovens, seja dada a formação do saber.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Arte


 

A arte ultrapassa os limites da percepção, ela vai além de um simples conceito;

Ela une um criador com uma criação, trás o novo, mas com velhos elementos;

Tudo o que se está em volta vira arte, depende de o autor dar um jeito;

Compreende o que vê, examina o que sente, e materializa os sentimentos.

 

A arte é um traço, se o pincel continuar, de muitos traços vira uma nova forma;

Ela se esmera para abrir horizontes, espera-se uma novidade incrível;

Para quem de fato a aprecia, se torna seu intérprete que dela se informa;

Encontra-se uma relação efêmera, mas que trará um ensino tangível.

 

As ideias transbordam no chão, basta-se buscar uma direção;

Entre pinturas, músicas, cenas, danças, esculturas e algo mais;

Respeita-se um novo ser nascendo, fruto de uma empenhada ação.

 

De todos os artistas, um fez mais que muito, o autor do estudo;

Entre todas as formas, matérias-primas do que se faz arte;

Ele criou a vida, o universo, a natureza e o que mais existe em tudo.

 

domingo, 5 de abril de 2015

O maravilhoso dia


 

Era o primeiro dia da semana, parece que tudo voltaria ao que era antes, mas sem o conforto, a esperança e a companhia das mais sábias palavras que já ouviram. Será que tudo fora um sonho? As mulheres, cheias de iniciativas, prepararam seus aromas e estavam levando ao túmulo de Jesus. Qual não foi a surpresa de se depararem com dois homens cheios de luz ao lado de um lugar vazio, sem a pedra que o lacrava e o separava de quem até dois dias antes estava entre eles.

“Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui! Ressussitou!” Foi o que os homens as disseram, deixando-as com grande medo. Eles relembraram as próprias palavras de Jesus, que até agora pareciam não fazer sentido. Cristo havia dito mais de uma vez que estava lá para ser entregue na mão de pecadores, morto e que ressuscitaria no terceiro dia. Quem tinha a fé para lembrar e crer nisso?

As primeiras missionárias de Jesus correram pra falar aos outros sobre aquilo que viram e ouviram. Os discípulos de Jesus pareciam não acreditar nas mulheres. Pedro, depois de um processo de restauração e que tanto sofreu na morte de Jesus, correu para se certificar do que elas falaram. Ele viu que era verdade.

Dois outros discípulos iam para outra terra, desconsolados por tudo o que viveram nos últimos anos ter terminado de maneira trágica. Subitamente entra na viagem uma pessoa que parecia não compartilhar as dores. Ela seria o mais desinformado de toda a região? Como não saber de tantas coisas que aconteceram? Mas essa companhia foi se revelando um grande sábio, conhecedor de toda a história do povo de Deus e das escrituras.

Às vezes estamos como aqueles discípulos, ao nosso lado temos a companhia do Mestre dos mestres e nossos olhos estão fechados para Ele. Ouvimos as palavras dEle serem ditas em vários lugares e nosso coração arde com esses ensinamentos. Ele prometeu que nunca nos deixaria só. Ele cumpriu.

Após aparecer a todos os discípulos, até mostrar as marcas de suas mãos ao mais incrédulo, Jesus volta para relembrar de tudo que ensinara, e agora com a promessa sendo cumprida. “Paz seja conosco,” é a bênção do mestre entre nós. Novamente compartilhando o pão, relacionando-se, ensinando, trazendo a paz que excede todo entendimento.

Os dias se passam, multidões o veem. Tudo fica mais claro agora. O testemunho vivo de sua vitória na cruz triunfa contra o pecado. Em seu nome ficou a missão de pregarmos o arrependimento e confissão de pecados. Ele subiu aos céus para estar à direita do Pai. Ele deixou o Consolador entre nós.

O terceiro dia foi um dia de alegria, de vitória, de esperança e confirmação da mensagem da cruz. Sua vida, seu sangue, seu espírito, seu poder e sua glória estão sobre nós. Fomos sarados, filhos da nova aliança. Ele está vivo! Vive em nós! Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra aos homens de boa vontade!

 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Muito além das ruas


 
Tomei uma posição sobre os protestos e manifestações desse final de semana. Não é a de ir às ruas nem hoje, nem amanhã, nem domingo. Não é também a de cruzar os braços e achar que está tudo perdido. É um caminho de contramão, o de repensar meu exercício de cidadania, de querer fazer ações práticas que de fato aponte um caminho e mudança de paradigma na nossa vida social.

Sim, as manifestações populares são legítimas, garantidas pela Constituição Federal  e são um instrumento importante de posicionamento popular frente a questões inerentes ao nosso cotidiano. Mas será que só isso basta?

2013 ficou marcado por acontecerem em junho diversas manifestações em todo país. O estopim foi um aumento de passagem de transporte coletivo. Mas diversas bandeiras tomaram o corpo e reivindicaram suas melhorias. Foi lindo ver tanta gente na rua, as redes sociais sendo instrumento poderoso de divulgação, mas a herança disso não foi proveitosa.

Um buraco se formou no espaço de um ano entre as manifestações e as Eleições de 2014. O continuísmo da vitória de quem foi representado tanto por situação como por oposição em vários estados e na presidência foi um diagnóstico de que o efeito de todo barulho chegou só como um sussurro no momento fundamental. 

O que faltou pra esse grito se propagar por mais tempo? O que mudou na participação cidadã de quem foi às ruas ao longo do ano? Não foi muita coisa!

Não adianta ir para a rua e continuar ignorando a ética com o "jeitinho brasileiro", não adianta ir para ruas e se conformar com atos de corrupção que fazemos sem pensar no agravo, não adianta ir para as ruas e furar o sinal enquanto não tá vindo carro na hora, não adianta ir pra rua e usar carteirinha falsa para ter meia entrada, não adianta ir pra rua e sonegar impostos. Que moral eu tenho de cobrar de alguém uma postura que eu não tenho?

O agravo dos nossos erros são bastante relativizados na nossa sociedade. Se tenho uma atitude que parece que não vai prejudicar ninguém em meu beneficio, mas sei que foge do que é plenamente legal, passo por cima, mas não tolero quem faz o mesmo em uma proporção maior que parece prejudicar mais gente. A diferença é a perspectiva do prejuízo, mas o agravo existe da mesma maneira.

Algumas perguntas que venho me fazendo: Me perguntei qual a última vez que mandei um e-mail ou fiz outro contato com um governante ou parlamentar pra cobrar ou reivindicar algo, qual a última vez que pesquisei suas promessas e cobrei a realização das mesmas, qual a última vez que olhei os sites oficiais pra acompanhar projetos e matérias votadas que vão afetar meu dia dia? Qual a última denúncia passei para a imprensa dar visibilidade e provocar mudanças? Ir pra rua é melhor que fazer essas coisas?

Nossa democracia é bastante imatura, falta muito para sermos participativos ao ponto de dar o exemplo e inibir os que se corrompem. Mas a esperança existe, a construção de uma nova geração engajada é possível. Mas será impossível mudarmos algo se a nos participação for só na rua. Quem vai pra  rua, o mínimo de coerência que se espera é fazer o dever de casa!


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O Carnaval e a imprudência

Esse texto abaixo está no site do Projeto AQUA, uma plataforma de comunicação que visa divulgar iniciativas sociais do terceiro setor em Goiânia e região. 



Muito dizem que o Brasil só “decola” no ano depois do carnaval. Em ano de Copa do Mundo e Eleições, como ano passado, a prevaricação é maior. Mesmo se visualizando algumas mudanças de mentalidade, a festa popular (muito mais elitizada), continua firme e forte.

No setor da saúde pública e privada, a realidade passa longe da alegria prometida pela mídia aos dias de festa. Tiago Flecha, funcionário de um Banco de Sangue da capital, diz que  enquanto a expectativa de muitos é de muita bebida, sexo fácil, noitadas, o clima em seu trabalho para o carnaval é de outra expectativa: “Nós temos expectativa de muita gente ferida e muita correria na busca por bolsas de sangue, dentre outras situações desagradáveis.”, afirma.

Carnaval representa também uma concentração de contaminações de toda espécie, de higiênicas a DSTs. O Ministério da Saúde distribui milhares de camisinhas para a “diversão” dos foliões. Que ironia pensar em uma enxurrada de proteção acompanhada de um empurrão para a promiscuidade! É incrível o número de adolescentes que engravidam durante esse período, e, principalmente, o aumento de doenças sexualmente transmissíveis.

O governo dá incentivos para o carnaval acontecer, as prefeituras patrocinam para que sua cidade esteja em destaque na mídia e atraia muitos foliões para movimentar a economia local. O abadá dos blocos especiais tem um preço restritíssimo, tem gente que parcela o ano inteiro para conseguir pular por quatro dias dentro de corrente dos abonados, e de preferência, trocar cuspes com quantas bocas conseguir.

Mas a fonte monetária do carnaval não é de total transparência, muitos meios ilícitos correm para bancar a festa do rei Momo: Tráfico de drogas, contrabando, alienação de bens. Já ouvi isso de gente que trabalha lá dentro. Isso não vai para a manchete dos jornais ao lado das fotos das Escolas de Samba vencedores, mas é só virar a página para se deparar com fotos de diversos acidentes automobilísticos, mortes, internações… Onde está a festa?

Os Bancos de Sangue, como o que Tiago trabalha, recebem grande demanda para bolsas de sangue nesse período. Essa semana não deixe de doar! Mesmo que os motivos sejam o excesso e a imprudência, seja de vítimas ou culpados, a necessidade aumenta bastante!

Fonte: Projeto AQUA

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O calor, o valor e o horror


 
2015 começou quente, mais quente pra evaporar nosso dinheiro que no clima. O pacote de aumentos de impostos colocados pelo governo federal pegaram o já minguado bolso do brasileiro de surpresa. Mês de janeiro de tantos gastos com a chance de passear, a compra de material escolar, dentre tantas coisas e de presente de ano novo recebemos reajustes exorbitantes na já onerosa carga tributária.

O clima de instabilidade no país vem se arrastando por todo o conturbado ano de 2014. A Copa do Mundo de Futebol trouxe a festança que se esperava, o mundo todo com os olhos para nós, com as obras superfaturadas e sendo entregues a toque de caixa e o circo armado para o Brasil concluir com chave de ouro em campo. Os 7x1 para a Alemanha mostrou o tamanho da vergonha que o povo brasileiro reflete com tanta corrupção em todos os setores da sociedade.

As eleições vieram com as figurinhas repetidas de sempre. A morte trágica de Eduardo Campos parece que minaram uma ponta de esperança de alguma renovação. Veio a reeleição da presidente, contra seu oponente que carregava toda uma oligarquia e nenhuma novidade. As políticas sociais e os 12 anos de poder foram o suficiente para garantir mais 4 anos para o PT.

A conta sempre chega depois da festa. A que o Brasil (o brasileiro) está pagando agora é muito cara. Vemos um anúncio de enxugamento enorme, cujo desconto só pode ser debitado no bolso do contribuinte. O mesmo que não vê benefícios retornando para ele. O mesmo que não tem saúde pública de qualidade, educação como prioridade, segurança garantida, etc.

Em meio ao caos da administração pública, em todo o mundo temos as expressões de “protesto” extrapolando limites. Charlie Hebdo quer liberdade de expressão mas não respeita quem se expressa sem atacar. As consequências são as piores. Sangue inocente sendo derramado. Se dois povos não falam a língua um do outro, não é uma ilustração ácida que vai ajudar isso a melhorar.

Na Indonésia um brasileiro é condenado por tráfico de drogas. Nenhum pedido diplomático poupou a vida dele. Aqui no Brasil, se pego, ele estaria jogado em uma unidade do sistema carcerário, em uma cela minúscula com bem mais detentos que sua capacidade. Em qual lugar sua vida seria menos valorizada?

Vivemos com medo. Medo de perder o emprego, medo de aumentar os impostos e termos que cortar até despesas prioritárias, medo de não termos o Artigo 5 da Constituição Federal respeitado. Se formos mais longe, até medo de expressar nossa fé. Não faltam motivos para ter medo. Sobram motivos para não ter paz.

Nossa esperança definitivamente não pode estar em homens. Somos corruptos por natureza, e, uma vez no poder, nós somos usurpadores. É preciso outra perspectiva para enfrentar tanto revés. A mesma fé perseguida por alguns é uma esperança. Deus nos criou e nos colocou como mordomos desse mundo. Se não cuidamos dele, sofremos as consequências. Doa o tanto que doer.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Buscando ser melhor



Nesse ano novo eu queria me espelhar em algumas pessoas para me tornar um melhor ser humano. Temos bons modelos a serem seguidos, exemplos positivos não faltam. Deus quis que alguns homens fossem destacados para nos dar esse modelo. Apesar de serem pecadores, foram usados grandemente e tem suas histórias perpetuadas pela Bíblia.

Queria ser um homem de fé como Abraão. Não é qualquer um que daria seu único filho, gerado na velhice para ser sacrificado por ordem do Senhor. Como Hebreus 13 nos atesta, o grande patriarca tinha uma fé imensa, também capaz de sair de sua terra, pegar todos os seus bens e sua grande família e ir para uma terra que Deus havia de mostrar. Queria essa fé!

Queria ser alguém como Jacó. Destemido a ponto de lutar com o Senhor para ser abençoado. Levantar um lugar que seria conhecido como casa de Deus parece sobrenatural. Trabalhar 14 anos para se casar com a mulher que ama, e ainda ter uma prole de filhos que originariam os territórios de seu país. Queria ser homem de atitude assim!

O que falar de José? Virar um quadro como ser traído pelos irmãos para confiar em Deus e receber dons de interpretar sonhos e alcançar o segundo maior posto de onde está! Ainda vencer tentação tão forte e se manter íntegro em tudo. Salvar sua família da miséria e dar vida melhor pra todos, como não querer ser como José?

Outro nome inevitável é o de Moisés. Ser salvo da morte após nascer, protegido da filha do faraó e com sua própria mãe cuidando. Mesmo gago ser enviado por Deus para tirar o seu povo de um cativeiro e os conduzir para uma terra prometida. Receber a lei do Senhor e liderar todo o povo para seus caminhos. Queria ser um líder como Moisés!

Que fantástico ser como Samuel! Filho de infertilidade que foi prometido ao Senhor e desde pequeno crescendo na casa de Deus aprendendo com o Sacerdote do templo. Ser um juiz que unge o rei, e depois escolher outro rei ouvindo o Senhor olhando para o coração e não a aparência. Queria crescer como Samuel!

Queria ser abençoado como Davi! Ser ungido em meio aos irmãos mais velhos, herdar um reino problemático e o administrar com excelência e vitórias contra os inimigos. Escrever tantos belos salmos mesmo em meio à dor reconhecendo o poder de Deus em tudo. Queria ser chamado de homem segundo o coração de Deus!

Queria orar como Daniel! Em meio a uma prisão se mostrar um servo fiel e não deixar de adorar a Deus em circunstância nenhuma. Ser liberto de leões famintos e conseguir sair de uma fornalha de fogo aquecida mais sete vezes sem nada, ainda interpretar sonhos. Queria ser um jovem como Daniel!

O ministério de Paulo foi fantástico. Plantar tantas igrejas, escrever tantas cartas que são livros bíblicos, pastorear e acompanhar tantas pessoas e líderes de potencial, tudo isso após cair do cavalo para deixar de perseguir cristãos para se tornar um dos maiores dele. Queria ser um missionário como ele!

Nenhum personagem seria um espelho perfeito, exceto Jesus. Em Cristo sim temos todo o modelo de fé e prática que precisamos. Andar sobre a terra sendo Deus, mas sofrendo as mesmas privações de homem, como de fato também era e nos dar o maior exemplo de amor do mundo, em totalidade também em gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança. Não há ninguém melhor para se seguir!

Fui feito como sou, “mas eu sou o que sou, tenho um coração, um grande sorriso e uma linda canção, se Deus me fez assim, assim vou louvar.”, já dizia a famosa canção infantil. Mesmo com tantos referenciais bons tenho que lutar para fazer diferença para a glória de Deus onde estou, sendo quem eu sou.

Deus me tem dado tanto, o que me falta para ter ser alguém como eles?  Quem ponha em prática a sua palavra. “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios. Salmos 90:12. Feliz novos dias!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Meu eu

Sou único, mas sou só mais um.

Nasci no mesmo dia que muita gente, mas meu gene é diferente;

Envelheço a cada dia, mas ganho maturidade a cada a avanço de idade;

Passo nos mesmos lugares, mas sempre descubro novas partes;

Avanço algumas casas, mas o dado pode não dar o número de forma clara;

Enfrento muitas dificuldades, mas as portas escancaram em oportunidades;

Conheço sempre pessoas novas, mas os defeitos se inovam;

Erro muito tentando acertar, mas o alvo pode mudar de lugar;

Me alimento de muitos aperitivos, mas me sacio com poucas mordidas;

Pedi novas chances, mas o que me foi dado foram experiências;

Acredito em piores dias, mas com maiores ousadias;

Melhoro minhas atitudes, mas acredito mais nas virtudes;

Planto sementes, mas a colheita só ficará fora da minha mente;

Terei filhos, livros e árvores, mas o maior legado não será esse;

Sou filho do maior amor do mundo, amor maior que tudo!


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Minha maioridade na vida ON LINE


Fui voltando uns anos atrás e lembrei um pouco dos meus primeiros contatos com o mundo virtual. Era 1995, eu um molecote de 11 para 12 anos, e pela primeira vez na vida tive um computador em casa. Nem internet inicialmente tinha. Minha irmã, bem mais sedenta por contatos extra pessoais, era a titular do desktop. Eu me contentava em ficar com os horários que sobravam, tomando contato com os primeiros navegadores. O Explorer estava se lançando como a única opção. Windows 95 era a última palavra em tecnologia. Bill Gates reinava.

Com os sites de busca, a desculpa por usar tudo para pesquisa escolar era ótima. Era época do Cadê, o Google não tinha crescido ainda. As enciclopédias virtuais eram interessantíssimas, um mundo novo em um CD-Rom, coisas que hoje facilmente se hospeda em um único site ou se carrega em um pen drive

A primeira conversa no ICQ, o percursos do já extinto MSN, foi fascinante. Conversar com um colega em tempo real, entrar em salas pra conhecer pessoas em qualquer lugar do mundo parecia um trem doido demais. E os jogos? Nunca fui viciado, joguei muito moderadamente, mas os poucos que tinha já me deixavam feliz!

Depois vieram as redes sociais, ah as redes sociais. Demorou muito, lá pra 2003 que descobri o MSN. Foram listas incontáveis de bate papo, mas que rendia mesmo só com poucos. Em 2004 veio o Orkut, que sensação! Que mundo novo, com todo mundo entrando, aquelas pessoas que não via tinha tanto tempo! Podendo postar fotos, deixar depoimentos, mensagens privadas, tudo muito fascinante!

Em 2008 descobri o twitter, de longe minha rede social favorita. Era muito legal exercer o poder da síntese, e passar mensagens em até 140 caracteres. A interação era muito bacana e a chegada de informações melhor ainda. Um ano depois entrei no Facebook, não fui com a cara dele incialmente e não imaginei que ele tomaria o lugar do Orkut, até em proporções maiores na preferência do brasileiro.

Aí veio o Instagram e Whatsapp e revolucionaram definitivamente a conexão móvel nas redes sociais. Em era de tablets e smartphones o uso do Desktop e até de notbooks vai ficando em segundo plano. São tantos elementos agregadores, novidades que desafiam as inovações dos fabricantes, e segue “a tecnologia resolvendo problemas que não existiam antes dela.”

Completar mais de 18 anos no mundo virtual trás reflexões importantes. Qual o uso que tenho feito dele? Quando o lado profissional atropela o real e passa pela futilidade de coisas inúteis, ao lado de coisas interessantes e edificantes? São perguntas que não tem resposta certa, mas provocam desafios para esses mundos tão paralelos e inseridos em nossa sociedade. O tato e contato com as pessoas ainda não foi substituído. As ferramentas tecnológicas seguem apenas como agregadores para nossa existência.