Blog do Paullo Di Castro


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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Violência



Vivemos dias estarrecedores, em diferentes cidades, estados e países, o que se assemelha aos seus habitantes é uma só sensação: Insegurança. O direito de ir e vir, e de estar em paz em sua residência, trabalho e no seu lazer é substituído pela tensão de se sentir desprotegido, vulnerável e incapaz de ter momentos de absoluta tranquilidade. 

A sensação de ser a próxima vítima de um arrastão, assalto, roubo e diversas formas é uma privação angustiante. Não poder contar com a sua polícia pra te proteger, nem pra fazer um boletim de ocorrência porque a mesma está em greve, que não é a primeira do ano, é a pior sensação que um cidadão em seus direitos cíveis pode passar.

Sair de casa sempre é um risco, os mais improváveis incidentes podem acontecer. Mas você sair e temer automaticamente ser violentado por bandidos que estão agindo e não são coibido pelas autoridades competentes deixa de ser um risco e vira uma real possibilidade, da pior maneira possível. 

Você pensa em você e em quem você ama, como proteger ao outro sem conseguir proteger você mesmo? Tudo isso porque ninguém, ninguém possui proteção devida. Os milhões gastos em publicidade e grandes obras (muitas vezes não concluídas) do governo passam longe de virarem investimento em aparelhamento e valorização dos profissionais da segurança pública.

O que fazer? Esquecer o que a Constituição Brasileira garante e se trancafiar em casa, sair com nenhuma moeda no bolso, nenhuma roupa de marca, e de preferência sem o celular?  Gastar o que não se tem pra deixar a residência uma fortaleza, a empresa um quartel e renegar toda saída de lazer em vias públicas? É muito difícil viver assim! Prisioneiros de nós mesmos.

Enquanto a Polícia não ajuda, o governo cruza os braços, as manchetes de violência não param, podem ser as únicas opções. Teremos que ter toque de recolher? Os estabelecimentos de diversão noturna terão hora pra fechar, prejuízos incalculáveis? E quando a coisa é feira à luz do dia? Quem marca hora pra violência nos encontrar? São muitas perguntas, e as respostas um mistério.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Farda de luto



Tragédia, perplexidade, tristeza, perdas e várias perguntas. Esse é o momento que vive a Polícia Civil do estado de Goiás, e consequentemente todos os goianos. A situação chegou a esse triste quandro após a queda do helicóptero Coala nessa terça-feira, 8 de maio, após a 2ª reconstituição feita pela polícia no caso que já havia chocado todo o Brasil, que resultou em um assassinato brutal de sete pessoas no município de Doverlândia.

Cinco delegados que estavam no vôo, alguns jovens, porém experientes, e outros com uma folha extensa de serviços prestados na corporação. Dentre eles Antônio Gonçalves, na Polícia desde 1969, responsável por casos como o sequestro de Pedrinho pela empresária Vilma Martins, e Jorge Moreira, que comandou operações da morte de Polyanna, o assassino Corumbá, dentre muitos outros.

Profissionais sérios, de competência comprovada, sempre atendiam bem a imprensa. Lembro-me com certa emoção de uma entrevista com o delegado Jorge Moreira sobre o caso Polyanna, infelizmente não tenho mais o áudio dela, mas lembro-me que ele disse algo com o “As dores de perder um filho eu não conheço, mas as dores de buscar justiça estou acostumado, e nada faz me acomodar com elas.”

Um ofício tão difícil, que confronta com a miséria humana, os extremos da maldade de seres que passam por cima de quaisquer conceitos e valores. Lidar com isso no dia a dia, ter a energia de lidar com mentes desqualificadas e inoperantes, tantos os espinhos nesse caminho. Terminar a vida em um acidente aéreo não é uma forma plausível de pessoas com dessa envergadura.

Goiás passando por momentos tão instáveis, de crise política profunda, que reflete diretamente no serviço da Polícia Civil, que tinha um início de greve de servidores marcada para hoje. O secretário de Segurança Pública João Furtado faz uma gestão conturbada, transmitindo uma seriedade que não se estende às ações e percalços que atingem a segurança do estado.

É fácil cogitar várias implicações sobre esse acidente, principalmente da parte do assassino Aparecido Sousa Alves, que aos 22 anos foi o pivô de um crime bárbaro e depois a razão de um acidente trágico com alguns dos melhores profissionais de combate ao crime. As investigações continuarão, mas sofrem desfalques importantes em seu processo, assim como diversas delegacias e departamentos da Polícia Civil. Perdem-se grandes profissionais e consequentemente agilidade no caso, já a perda de valor humano é inestimável e insubstituível.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O que fazer?

Quando se sofre qualquer tipo de violência urbana é um imprevisto que te deixa tenso, infeliz, em prejuízo e principalmente: impotente!
As motos são grandes instrumentos de furtos e roubos, é usual a prática de se assaltar em duas pessoas, com o motoqueiro com a moto ligada, e o garupa assaltando, os dois saindo o mais rápido possível, sem serem identificados, por usarem o capacete como disfarce, e tome desvantagem ao cidadão.
A iniciativa mais natural ao se perder bens como documentos pessoais é ir fazer um Boletim de Ocorrência, ok, mas e quando a Polícia Civil está de GREVE, ninguém em um distrito, nem em nenhuma delegacia especializada te atende, e agora José?
É incrível como o poder público pode nos prejudicar como cidadãos, mesmo trabalhando mais de 100 dias só para pagar impostos, não são capazes de deixar uma Polícia que atende a sociedade disponível, com salários e planos de carreira dignos, ir a um pátio de várias delegacias, e ver centenas de profissionais de braços cruzados, cartazes espalhados pra todos os cantos, e o seu direito de ser atendido? Já era.
As autoridades tem uma responsabilidade que passa por todas as áreas de nossa vida, ver tanta politicagem em favor de interesses próprios, e ficar de mãos atadas nas suas necessidades básicas é um estado que consome o ser humano, e nos faz sentirmos seres inferiores, como de fato somos.
Fica o alívio do velho provérbio: "Vão-se os anéis, ficam-se os dedos". Estar livre de qualquer atentado à vida é o maior consolo.