Blog do Paullo Di Castro


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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O Giz e o Choro

 


Deveriam estar sorrindo

Precisariam estar aprendendo

Poderiam estar brincando

Mas não é isso que hoje estão vivendo

 

Olhares, gracinhas e gracejos

Jovens sendo jovens na escola

A curtição fazia parte dos festejos

Os limites iam até na prova ter cola

 

Nem todos fazem parte da festa

Sem expectativa de ser da turma

Se acaba a alegria que resta

 

No lugar do saber, a dor

No sofrimento que assola a todos

Fica a imagem do oposto do amor

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Violência



Vivemos dias estarrecedores, em diferentes cidades, estados e países, o que se assemelha aos seus habitantes é uma só sensação: Insegurança. O direito de ir e vir, e de estar em paz em sua residência, trabalho e no seu lazer é substituído pela tensão de se sentir desprotegido, vulnerável e incapaz de ter momentos de absoluta tranquilidade. 

A sensação de ser a próxima vítima de um arrastão, assalto, roubo e diversas formas é uma privação angustiante. Não poder contar com a sua polícia pra te proteger, nem pra fazer um boletim de ocorrência porque a mesma está em greve, que não é a primeira do ano, é a pior sensação que um cidadão em seus direitos cíveis pode passar.

Sair de casa sempre é um risco, os mais improváveis incidentes podem acontecer. Mas você sair e temer automaticamente ser violentado por bandidos que estão agindo e não são coibido pelas autoridades competentes deixa de ser um risco e vira uma real possibilidade, da pior maneira possível. 

Você pensa em você e em quem você ama, como proteger ao outro sem conseguir proteger você mesmo? Tudo isso porque ninguém, ninguém possui proteção devida. Os milhões gastos em publicidade e grandes obras (muitas vezes não concluídas) do governo passam longe de virarem investimento em aparelhamento e valorização dos profissionais da segurança pública.

O que fazer? Esquecer o que a Constituição Brasileira garante e se trancafiar em casa, sair com nenhuma moeda no bolso, nenhuma roupa de marca, e de preferência sem o celular?  Gastar o que não se tem pra deixar a residência uma fortaleza, a empresa um quartel e renegar toda saída de lazer em vias públicas? É muito difícil viver assim! Prisioneiros de nós mesmos.

Enquanto a Polícia não ajuda, o governo cruza os braços, as manchetes de violência não param, podem ser as únicas opções. Teremos que ter toque de recolher? Os estabelecimentos de diversão noturna terão hora pra fechar, prejuízos incalculáveis? E quando a coisa é feira à luz do dia? Quem marca hora pra violência nos encontrar? São muitas perguntas, e as respostas um mistério.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O que fazer?

Quando se sofre qualquer tipo de violência urbana é um imprevisto que te deixa tenso, infeliz, em prejuízo e principalmente: impotente!
As motos são grandes instrumentos de furtos e roubos, é usual a prática de se assaltar em duas pessoas, com o motoqueiro com a moto ligada, e o garupa assaltando, os dois saindo o mais rápido possível, sem serem identificados, por usarem o capacete como disfarce, e tome desvantagem ao cidadão.
A iniciativa mais natural ao se perder bens como documentos pessoais é ir fazer um Boletim de Ocorrência, ok, mas e quando a Polícia Civil está de GREVE, ninguém em um distrito, nem em nenhuma delegacia especializada te atende, e agora José?
É incrível como o poder público pode nos prejudicar como cidadãos, mesmo trabalhando mais de 100 dias só para pagar impostos, não são capazes de deixar uma Polícia que atende a sociedade disponível, com salários e planos de carreira dignos, ir a um pátio de várias delegacias, e ver centenas de profissionais de braços cruzados, cartazes espalhados pra todos os cantos, e o seu direito de ser atendido? Já era.
As autoridades tem uma responsabilidade que passa por todas as áreas de nossa vida, ver tanta politicagem em favor de interesses próprios, e ficar de mãos atadas nas suas necessidades básicas é um estado que consome o ser humano, e nos faz sentirmos seres inferiores, como de fato somos.
Fica o alívio do velho provérbio: "Vão-se os anéis, ficam-se os dedos". Estar livre de qualquer atentado à vida é o maior consolo.