Vivemos dias estarrecedores, em diferentes cidades, estados e países, o que se assemelha aos seus habitantes é uma só sensação: Insegurança. O direito de ir e vir, e de estar em paz em sua residência, trabalho e no seu lazer é substituído pela tensão de se sentir desprotegido, vulnerável e incapaz de ter momentos de absoluta tranquilidade.
A sensação de ser a próxima vítima de um arrastão, assalto, roubo e diversas formas é uma privação angustiante. Não poder contar com a sua polícia pra te proteger, nem pra fazer um boletim de ocorrência porque a mesma está em greve, que não é a primeira do ano, é a pior sensação que um cidadão em seus direitos cíveis pode passar.
Sair de casa sempre é um risco, os mais improváveis incidentes podem acontecer. Mas você sair e temer automaticamente ser violentado por bandidos que estão agindo e não são coibido pelas autoridades competentes deixa de ser um risco e vira uma real possibilidade, da pior maneira possível.
Você pensa em você e em quem você ama, como proteger ao outro sem conseguir proteger você mesmo? Tudo isso porque ninguém, ninguém possui proteção devida. Os milhões gastos em publicidade e grandes obras (muitas vezes não concluídas) do governo passam longe de virarem investimento em aparelhamento e valorização dos profissionais da segurança pública.
O que fazer? Esquecer o que a Constituição Brasileira garante e se trancafiar em casa, sair com nenhuma moeda no bolso, nenhuma roupa de marca, e de preferência sem o celular? Gastar o que não se tem pra deixar a residência uma fortaleza, a empresa um quartel e renegar toda saída de lazer em vias públicas? É muito difícil viver assim! Prisioneiros de nós mesmos.
Enquanto a Polícia não ajuda, o governo cruza os braços, as manchetes de violência não param, podem ser as únicas opções. Teremos que ter toque de recolher? Os estabelecimentos de diversão noturna terão hora pra fechar, prejuízos incalculáveis? E quando a coisa é feira à luz do dia? Quem marca hora pra violência nos encontrar? São muitas perguntas, e as respostas um mistério.