Blog do Paullo Di Castro


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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

E agora, carnaval?



              E agora, carnaval?
              A festa acabou,
              a luz desligou,
              o povo sumiu,
              a noite esfriou,
              e agora, carnaval?
              e agora, folião?
              você que é sem nome,
              que veste abadá,
              você que faz enredo,
              que pula, extravasa?
              e agora, carnaval?
              Está sem mulata,
              está sem bateria,
              está sem alegoria,
              já não pode beber,
              já não pode agarrar,
              dinheiro já não há,
              a noite esfriou,
              a quarta de cinzas chegou,
              o ritmo se perdeu,
              o riso acabou
              não veio a utopia
              e tudo se findou
              e tudo fugiu
              e tudo se guardou,
              e agora, carnaval?
              E agora, carnaval?
              Sua falsa alegria,
              seu instante de delírio,
              sua gula e bebedice,
              sua mídia,
              sua estampa de ouro,
              seu terno de purpurina,
              sua incoerência,
              sua tristeza - e agora?
              Com a bandeira no chão
              quer abrir a porta,
              não existe abre-alas;
              quer morrer na avenida,
              mas a avenida abriu;
              quer ir para a Sapucaí,
              Sapucaí não há mais.
              carnaval, e agora?
              Se você gritasse,
              se você caísse,
              se você tocasse
              o samba portelense,
              se você desmaiasse,
              se você cansasse,
              se você morresse...
              Mas você não morre,
              você é duro, carnaval!
              Sozinho sem apitos
              qual bicho-do-mato,
              sem desfiles,
              seu carro desmontado
              para se encostar,
              sem Globeleza
              que sambe a galope,
              você marcha, carnaval!
              carnaval, para onde?*
       
Após um período de férias, o Feira de Assuntos volta para ser espaço de opinião, reflexão, edificação e troca de idéias. Novidades no lay-out, ferramentas e conteúdos estão por vir. O blog, assim como muita coisa nesse país, volta agora, mas 2012 já começou com tudo, desde o primeiro dia de janeiro para os em sã consciência e de atitude, e espero que cada vez menos essa dita festa popular seja o divisor do calendário para dar início de fato a um novo ano. Enquanto essa mentalidade estiver na cabeça do brasileiro, as consequências dessa prevaricação irão ser cada vez mais prejudiciais. 


* Paráfrase do poema "E agora, José?" de Carlos Drummond de Andrade.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O natal de Jesus

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." Isaías 9:6.


Essa palavra do profeta Isaías, muitos anos antes de Jesus de fato nascer, ilustra o real significado e importância do nascimento de Jesus. Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas relatam com riqueza de detalhes a vinda do filho de Deus, que estava determinada desde a fundação do mundo, e iria dividir o calendário, ramificar as crenças e mudar a vida de milhares através da fé.

É preocupante que essa história fantástica, que nada mais é que a maior prova de amor do mundo (João 15:13), seja tão negligenciada na nossa sociedade. O consumismo, aquecido por uma cultura de confraternizações, que movimentam o comércio mais que em qualquer outra época do ano, o simbolismo na figura de papai Noel, árvores de natal, dentre outras, resultam em uma febre que enaltece a festança, regada a muita comida, bebida e presentes.

Tudo isso é divertido, alegra os corações, aproximam as pessoas, mas nada disso é mais importante que o que de fato é a razão dessa data. Não foi no dia 25 de dezembro, mas vale o registro pra nos lembrar de quem tanto nos amou, e nosso Deus que se fez homem e entre nós habitou (João 1:14), veio da maneira mais humilde possível, sem o reino e o luxo que lhe eram de direito, para deixar o legado da conduta, e dos frutos do espírito (Gálatas 5:22).

Nessa data, vale estar junto de quem se ama, mas principalmente, aproximar-se Daquele que mais nos amou. Um amor sem interesses, de entrega total, e provado na figura de Jesus Cristo, o Filho de Deus, que nos dá acesso livre ao Pai e nos entrega a alcunha de pequenos cristos (cristãos) e dá-lhe o lugar principal em 25 de dezembro, assim como em todos os dias (Efésios 2:13).

Um feliz natal pra todos, e acima de tudo, que Jesus seja o centro das suas comemorações!