Blog do Paullo Di Castro


terça-feira, 6 de julho de 2010

Brasil 1 x 2 Holanda


Falar o que de um jogo desse? Demorei dias pra "digerir", e dispor para escrever algo aqui. Queria eu ter falado só do primeiro tempo, de um futebol empolgante, oferecendo várias chances de ataque, com o gol mais rápido da Copa até então, nossos craques tabelando bem, com larga vantagem na posse de bola e no domínio de jogo. Mas aí veio o fatídico intervalo, e com ele posteriormente o segundo tempo.
A Holanda já era uma seleção temida, mas que havia tropeçado na primeira fase, e claro, tinha seus problemas táticos para resolver. O Brasil, tinha uma superioridade coletiva, com a nossa defesa tão impecável que não entrava ataque de laranjada nenhum, isso era o que a maioria pensava.
Ao ver Júlio César se chocando com o Felipe Melo, o anti-herói da desclassificação, me lembrei imediatamente da cena de Dida se chocando com Aldair nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, e entregando pela segunda vez um gol, que deu o triunfo para a Nigéria. O pesadelo voltou na hora.
Mas Felipe, não satisfeito, já alarmando a todos com o sangue quente, cravou sua chuteira no adversário, e assim encerrou a fatídica primeira Copa, onde chegou desconhecido pela maioria do Brasil, ganhou a confiança de Dunga, e mesmo tendo feito um passe magistral para Robinho fazer o gol brasileiro, saiu como o maior culpado pela derrota.
Quem fez péssima partida foi Michel Bastos, até o cherife Juan não esteve tão bem, Lúcio foi a raça em pessoa, mas isso não era suficiente, nem a correria de Maicon, nem o ataque que não conseguia criar mais situações de gol, enfim, não se tirava mais limonada desses limões, já do lado das laranjas....
Kaká esteve em campo, disputou bola, se irritou, mas sem perder a cabeça, chutou para o gol e só não fez o seu pela bela atuação do goleiro holandês. Era pouco pro craque, mas com ele limitado em campo, quem poderia substituí-lo? Eis o grande dilema do técnico Dunga. A pós-era Dunga terminava de forma melancólica para o capitão do tetra.
O banco de reservas brasileiro era desanimador, a maior parte da imprensa batia nessa tecla, mas Dunga, com o poder que lhe foi outorgado, só servia podar o trabalho dos jornalistas, passar a imagem de seriedade e compenetração do grupo na competição. Com essa proposta, a que ficou de verdade foi a de arrogância, prepotência, má educação e soberba. Não incomum nessa profissão, mas que definitivamente não é a cara ideal para um comandante da seleção.
A falta de opções para se mudar a realidade do jogo, deixou o Brasil incrivelmente apático na etapa complementar, vendo o craque Rubben deitar e rolar e garantir a classificação holandesa.
Como já havia escrito nesse espaço, para a CBF não era interessante ganhar essa Copa, 2014 é prioridade total, e mais que preocupar em ser anfitrião, o Brasil vai fazer a Copa ser economicamente viável para muita gente, principalmente Globo e Ricardo Teixeira, que até lá afinam novamente o discurso, e um sai com direito de transmissão por um bom tempo, e o outro com o cargo vitalício de presidente da CBF.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Brasil 3 x 0 Chile


Após ter me recusado a comentar o jogo pífio contra Portugal, simplesmente por não ter assunto, enfim, vimos a Seleção Brasileira em um jogo de futebol como tem que ser: com gols (claro), com belas jogadas, com raça, enfim, emoções e coisas que só o futebol faz por você.
Na verdade, a coisa não foi tão bem trabalhada assim, principalmente por uma apatia do Chile no primeiro tempo, não foi o time da primeira fase que ameaçou a poderosa Espanha.
Os desfalques em ambos os lados preocupavam, mas seleções são feitas para se ter peças de reposição a altura. O Brasil, mesmo com discutíveis convocados do Dunga, mostrou que tinha. Felipe Melo, truculento como é não faz falta para um jogo aberto e de ataque adversário ineficiente. O talismã Elano, assim como contra Portugal, mesmo bem substituído ainda fez um pouco de falta.
Júlio César não eve nenhuma trabalho, defendeu uma bola que ia pra fora só pra aparecer em uma foto. Maicon, correu, lutou, fez a parte dele, na zaga Lúcio continua a guerreiro de sempre, o único que apresentou bom futebol no jogo passado, manteve a regularidade e a eficiência na marcação e nas subidas ao ataque. Juan foi contemplado com um gol, merecidíssimo por ser um zagueiro fair play, algo raríssimo, e que tanto já ajudou nossa defesa. Michel Bastos foi melhor que nas duas partidas anteriores, sempre ajudando.
No meio, com os desfalques, no perfil do jogo tiveram boa reposição, Ramires entrou bem, foi perfeito em assistências, só peca em finalizações, Gilberto Silva e Daniel Alves foram mais discretos, mas importantes para o esquema, o lateral polivalente rende mais na ala, ou entrando no segundo tempo, sempre fazendo diferença.
O nosso camisa 10, como em toda a Copa deixando todos preocupados com a forma física, entrou bem, foi perfeito em assistências e merecia um gol de recompensa. Tomou um amarelo de bobeira, mas deve se controlar mais. Foi substituído e bastante aplaudido, parece que pode voltar a ser aquele Kaká nos próximos jogos.
O ataque não foi brilhante, participou moderadamente, mas Luís Fabiano deixou o seu, e Robinho não comprometeu, apesar de se esperar bem mais dele, Nilmar entrou bem e poderia até ganhar uma chance de começar jogando.
Passamos bem, pegaremos uma Holanda que caiu um pouco o nível, mas é sempre perigosa. Nosso bom futebol está se encaixando, e o que não dar certo, é culpa da Jabulani!

domingo, 20 de junho de 2010

Brasil 3 x 1 Costa do Marfim


Agora sim uma vitória para se convencer, embalar de vez o escrete canarinho, e garantir a classificação para as oitavas de final da Copa. O objetivo foi cumprido, mas se tratando de Seleção Brasileira de futebol, as coisas nunca são simples.
Os africanos em copas passadas eram pontuados por serem alegres, humildes e coadjuvantes. Agora o perfil mudou, a começar pela sede ser africana pela primeira vez, com o maior números de representantes, com maior gás para mostrar serviço, e é isso que se viu na Costa do Marfim, a catimba foi um ingrediente marcante dos africanos.
O Brasil com o ritmo de jogo melhor, e contando que suas principais peças brilhem, viu que se o meio e o ataque se entenderem, não tem pra ninguém. Kaká e Robinho tabelando rápido e colocando Luis Fabiano de frente pro gol, mesmo com o ângulo fechado, consegue disparar um torpedo por cima do goleiro africano, e a bola correu bonita por toda a rede do lado de cima, e caiu gostosa na rede de trás. Imagem linda de se ver!
Muitos já preveniram que poderia ser o jogo mais difícil da primeira fase, dependendo de como os portugueses chegarão para o terceiro. E acredito que nossos colonizadores não vão suar a camisa como os marfineses. Eles venderam caro a derrota, e quase venderam na base da pancada.
O circo quase pegou fogo quando Kaká, que estava sendo caçado em campo caminhava com seu marcador atrás, e o seu braço o encontrou, parece não ter sido voluntário, mas que o adversário dramatizou o contato, não deixa dúvidas, levou as mãos a cabeça, só não sendo pior que Rivaldo em 2002 (quem lembra?).
O eterno bom moço levou cartão vermelho. Culpa do juiz? Do jogador? Do Dunga que não o tirou antes, quando já tinha o amarelo e se desentendia a tempos com o marcador? Enfim, em campo ele fez sua parte, foi o Kaká que precisamos, mas podia ter sido um pouco mais cauteloso. Mas no calor de um jogo como esse realmente é difícil.
Elano jogou com raça e fez seu segundo gol, mostrando que a opção do Dunga por ele foi correta, saiu após cravarem a chuteira em sua canela, mas disse que as filhas o protegeram: as caneleiras com o nome das meninas que ele beijou após o gol.
O destaque com certeza foi o segundo gol de Luis Fabiano, dois chapéus pra fazerem os zagueiros perderem o caminho de casa (e olha que está perto!). Sim, o domínio dele foi com o braço, ajeitou com o ombro, mas uma pintura daquela tá perdoado, né? Até o juiz (quanta lambança do cidadão!) consultou ele depois se havia ajeitado ilegalmente, adivinhem a resposta?
Foi um jogo bom de assistir, mostrou que a defesa brasileira mesmo tão entrosada precisa estar mais atenta, mas que os brasileiros estão preparados para enfrentar jogo sujo, e mostrar futebol-arte em cima disso, mesmo não sendo a bandeira levantada por Dunga, que continua um turrão com a imprensa, os valores individuais brasileiros brilham como são peculiares. Como a Argentina é a única que mantém a regularidade, mais a Holanda, não serão nossos hermanos que intimidarão o Brasil.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Brasil 2 x 1 Coréia do Norte


O juiz apitou, e a Copa finalmente começou para o Brasil. Após jogos mornos, de times inexperientes, como os anfitriões africanos, e apenas duas seleções que jogaram um futebol mais "assistível": Alemanha e Holanda, o Brasil entrava em campo para defender seus cinco títulos e mostrar ao mundo porque é a maior potência futebolística.
Até aí, era tudo favorável ao Brasil, inclusive pelo adversário ser o último no ranking das seleções que disputam a Copa, e viverem em um país ditatorial, apontados como possível saco de pancadas dos adversários. O frio também pode ter atrapalhado, mesmo que todos em campo joguem na Europa (infelizmente), a temperatura de 2 º e seus ventos de sensação térmica menor ainda, inibem um pouco o brilho dos brasileiros em campo.
Com craques como Ronaldinho Gaúcho, Adriano e as revelações Neymar e Ganso de fora da convocação, o grupo de Dunga tinhas as esperanças mais direcionadas nós pés de Kaká, do goleador Luís Fabiano e das mãos de Júlio César. Com Kaká voltando de contusão, cinco meses sem jogar uma partida inteira, não dava para esperar muito dele, de fato, foi assim, muitos passes errados, e sem as arrancadas que lhe são características.
O gol que abriu a contagem só saiu no segundo tempo, com o lateral Maicon, veloz como sempre chegando na linha de fundo próximo ao gol e batendo sem ângulo em uma curva que enganou o goleiro coreano, o segundo foi de Elano, longe de ser uma unanimidade na seleção, bateu bem após uma assistência perfeita de Robinho, antes de ser substituído pelo talismã Daniel Alves.
Uma grata surpresa foi Michel Bastos, a posição mais crítica, desde o fim da era Roberto Carlos, pode ter encontrado um dono. Em um lance magistral, driblou de forma espetacular três adversários e cruzar uma bola em cima da linha de fundo.
A seleção apresentou problemas que podem ser normais para uma estréia, mas são visíveis e preocupam para um futuro de sucesso na Copa. O desgaste com a imprensa com os treinos fechados não favorecem o êxito do time. Ganhamos sim, foi importante, estamos em primeiro no grupo, e jogando por mais uma vitória para a classificação. A maioria das seleções estariam radiante, mas do Brasil sempre se espera mais, e sempre o melhor futebol.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Pára tudo que lá vem a Copa


Al Qaeda ameaçando ataque, obras sendo concluídas na semana de início dos jogos, bola criiticada pela maioria, vários craques desfalcando suas seleções, ora por opção do técnico, ora por contusões de última hora. Com esses e outros problemas, começa essa semana a Copa do Mundo de futebol.
O fator África como sede é bem interessante, a peculiaridade do povo, as incômodas vuvuzelas, porém que são elemento de destaque na cultura africana, a alegria ímpar de um povo que nunca teve os olhos do mundo voltado para eles desde o traumático apartheid. Tudo isso é ingrediente para uma Copa diferenciada.
Favorecidos por decisão da FIFA de um revezamento entre os continentes, a primeira Copa africana irá contar com 5 seleções de lá: África do Sul, Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Nigéria.
As atenções como sempre estão voltadas para Brasil, Argentina, Alemanha, Itália e França. As outras 27 correm por fora para almejar alguma coisa, mas como a surpresa faz parte do futebol, alguma delas pode alcançar uma posição de maior destaque.
O Brasil chega com um técnico linha dura, que teve a convocação bastante critica, o que não é novidade, mas penso que nos bastidores da cúpula, leia-se CBF, a prioridade é 2014. Até a fabricação do Dunga como técnico pode se entender isso. Por que ganhar uma Copa com menos recursos que os padrões europeus, americanos e asiáticos? Com menos visibilidade que esses países? Com menos craques convocados? O torcedor que não pense nisso e torça como nunca pelo hexa.
190 milhões de brasileiros aguardam ansiosos a sexta-feira, 11 de junho chegar, para o juiz dar o apito e entrarmos definitivamente no clima que os jogos proporcionam. Nisso está incluído as enforcadas ao menos parciais no expediente, as reuniões em torno da TV, regadas normalmente à bebemorações, churrasco, gritaria e muito verde e amarelo. É bom ser brasileiro, ao menos nessa época, a única de patriotismo e nacionalismo que temos de fato.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Israel x Palestina


Vamos do começo: Numa das primeiras gerações da humanidade, segundo o cristianismo, o primeiro considerando patriarca do povo hebreu, Abraão, gerou a dois filhos de maneiras distintas, como sua mulher era idosa, não acreditando no que Deus falara de que ainda teriam filhos, fez o marido se deitar com a serva, e tiveram Ismael, mas sua Sara, sua mulher também deu a luz, e gerou Isaque. Até aí tudo bem, mas por motivos de complexa interpretação, dessas duas crianças saíram duas nações: os ismaelistas, que geraram palestinos e Oriente Médio, e os israelitas, que geraram o Ocidente.
Fiz esse retorno ao Gênesis bíblico pra falar sobre o último conflito internacional que preocupa todo o mundo, e que, desde os tempos citados acima, pautam-se pela desavença e guerras. E os motivos étnicos e históricos se embaralham ano após ano, deixando um acordo de paz cada vez mais distante. Em 1993 um feito inédito: os líderes das duas potências, Yitzhak Rabin de Israel e Yasser Arafat, da Palestina, num aperto de mãos que selaria o Acordo de paz de Oslo, em plena Casa Branca ao lado do presidente Bill Clinton.
Infelizmente, aquela imagem pouco fez efeito, por alguns anos sim, mas volta e meia antigas feridas fazem os inimigos se degladiaram. Os últimos atentados, mesmo com tanta iniciativa terrorista vinda do Oriente Médio, foram de Israel. A Faixa de Gaza é o palco de muito sangue, explosões e vidas perdidas.
Agora a iniciativa veio por mar. E em águas internacionais, atacando um comboio de navios que levavam ajuda aos palestinos. A ONU logicamente condenou os ataques, assim como o presidente Lula, mas a diplomacia deixa uma situação de pouca ação para se coibir esses ataques.
O escritor Ricardo Gondim, disse em seu twitter: "Israel ataca um comboio de ajuda humanitária a Palestinos. Se isso não for terrorismo de estado, não sei mais o que é."
Essa história ainda terá muitos próximos capítulos, e um povo sem Estado, e um Estado com um povo desnorteado. Infelizmente é assim.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Pecuária, Bananada e friarada


Maio é um mês diferenciado em nosso calendário. Abriga o dia das mães, a segunda data que mais movimenta o comércio no ano, e em Goiânia especialmente três eventos/acontecimentos norteiam a população: A Feira Agro-pecuária, o Festival Bananada, e o clima mais frio, que desce em Goiânia quase infalivelmente nessa época.
Começando com a de maior impacto, a tradicional Pecuária todos os anos mudam a rotina do goianiaense, especialmente de quem mora nas proximidades da Vila Nova, local que abriga o Parque de Exposições. Se o objetivo é centralizar e angariar negócios do segmento agro-pecuário, muito se ultrapassa isso, ao se oferecer uma estrutura que acolhe todos que querem, além de ver animais e produtos, curtir os shows que são o grande chamariz para a maioria.
Na maioria das vezes, tem espaço pra muitas tribos, a música sertaneja domina, sempre com atrações consagradas, com novos talentos que estão com uma música estourada no momento, e todos reunindo um público invejável. Mas nem só de viola, ou new-pop-romântico vive a exposição. Os evangélicos tem seu dia, nada melhor que trazer o cantor que tem a música cristã mais tocada no Brasil, inclusive por veículos fora do segmento. O rock também tem uma palhinha, até com banda goiana que busca um lugar ao sol lá fora.
Mas rock mesmo existe é no Bananada, o maior festival independente do Brasil, que por quase uma semana inteira, em locais variados, especialmente no tradicional Martin Cererê. A idéia é ser uma opção para quem não curte o sertanejo, e mandar uma banana pra Pecuária. Além de rock e suas variadas vertentes, o espaço é aberto para outras manifestações como o hip-hop, e o objetivo principal: lançar as bandas que irão estourar no cenário independente nesse ano, a imprensa especializada fica de olhos bem abertos.
Agora o frio, mesmo não sendo tão expressivo na calorenta capital goiana, ao menos nas noites de pecuária parece que chega, mas é muito difícil tirar do guarda-roupa o agasalho mais quente, mas já é bom o suficiente para ver a moda elegante especialmente das mulheres, que são atração à parte da festa. Mas não motivo suficiente para levar os que se desagradam e não tem a mente cheia de segundas intenções.
O fato é que Goiânia muda essa época do ano, maio parece um mês especial, no qual lembramos mais das mães, acaloramos mais com amigos e família, saímos mais para curtir a eferverscência de atrações cidade afora, e desfrutamos dos sabores e desabores da nossa cidade.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Não pegou!


No ano passado, em meio ao caos urbano tomando conta do trânsito de Goiânia, os órgãos competentes, cansados de tanta indagação sobre melhorias, lançaram uma inovação que parecia ser uma grande novidade: Um micro-ônibus, só que bem diferente do antigo transporte alternativo.
A novidade contava agora com ar condicionado que funciona, com internet sem fio, com intinerários diferenciados, que faziam integração na Praça Cívica e atendia lugares pouco alcançados pelos ônibus, como condomínios fechados, lugares nobres, visando assim oferecer uma alternativa para as classes média e média alta terem um transporte que passe por seus caminhos, podendo assim deixar o carro em casa. E deixaram?
Um ano depois, a resposta é mais que clara: Um sonoro NÃO. Quem deixaria o seu carro em casa para depender de horários, de pagar uma tarifa muitas vezes maior que o gasto de combustível? Isso parece quase uma afronta ao direito de conforto das pessoas que possuem veículo próprio.
Eu usei o transporte uma única vez, e unicamente por curiosidade. Não fiquei motivado a deixar carro ou ir de ônibus coletivo, mesmo lotado para usar o vulgo “frescão”. Achei para minha realidade frescura demais andar nele.
Para uma pequena fatia da população, ainda é válido, mas infelizmente essa parcela é pequena, e mal justifica os custos que geram. O povão, saindo espremidos dos terminais, assalariados com baixas remunerações, não podem optar pela nova locomoção, tendo que submeter-se aos desconfortos do coletivo. E com as rotas diferenciadas também, não seriam atendidos.
A tentativa foi boa, foi válida pra se tentar atender um público que acaba piorando o trânsito da capital colocando cada dia mais carros na rua. Medidas mais representativas devem ser tomadas. Bato na tecla da ciclovia, com Goiânia plana como é, a viabilidade aumenta, deixando mais uma opção saudável, ecológica e de melhoria no transporte público. No twitter o jornalista Rosenwal Ferreira diz que o modelo aos domingos que existe hoje, só atende uma demanda elitizada. Ele até razão, mas esse início não pode sepultar uma opção que pode melhorar muito a qualidade de vida da cidade, incentivo a bicicleta devem vir do poder público, da iniciativa privada, enfim, de vários setores da sociedade.
A proibição de estacionamento ao longo das avenidas T-7 e T-9 já causou uma melhoria considerável. O fluxo nas avenidas melhorou, trazendo um escoamento maior, o que é mais sentido nos horários de pico. Ponto para a prefeitura.
Diante da baixa demanda do City-Bus, a CMTC decidiu restringir a circulação do mesmo, agora indo só até as 20 horas nos dias de semana e sábado, e parando de vez aos domigos e feriados. É um recuo necessário, que mantém uma linha importante, mas que pouco atende ao perfil da população.
Novas medidas devem ser tomadas, logo um rodízio de carros será uma delas, mesmo com tanta gente com mais de um carro na garagem, já tiraria por dia muitos carros das ruas, com fiscalização adequada, o que deve ser intensificada para coibir qualquer ilicitude que atrapalhe mais o nosso enfadonho trânsito em Goiânia.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Recesso pra quem quer


Ano de Copa do mundo já é tradicional vermos nossos representantes no legislativo e no judiciário aplicarem o tempo que querem para um recesso mais demorado devido a realização dos jogos. É fato que o Brasil pára, as repartições públicas, durante os jogos param, a iniciativa privada também. Mas, porque parar antes e depois?
O vereador Iram Saraiva apresentou um requerimento pedindo a antecipação do período de recesso na Câmara Municipal de Goiânia, segundo ele "é para que a agenda de trabalhos legislativos não se choquem com os jogos da Copa e assim evitar ausências de parlamentares e conseqüente frustação de pauta, frisa o vereador".
Muito relevante a preocupação, imagina o grande número de parlamentares faltosos, sessões sem quórum, matérias atrasadas, mas o problema se resolve liberando todos e não implantando mecanismos que obriguem os parlamentares a estarem em plenario? Vai entender...
No judiciário então, o buraco é mais fundo. São dois meses de férias anuais, o que já causava revolta de muitos, mas o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, defende a manutenção, e diz que juiz não tem hora para trabalhar, muitos trabalham fim de semana. Mas novamente, a solução melhor não é uma reforma no judiciário, para que se tenham mais juízes e meios de se fazer os processos correrem mais? Em vez disso ficar dois meses de folga parece que vai resolver alguma coisa.
Os legisladores em causa própria continuam olhando o próprio umbigo e se esquecendo de priorizar o contribuinte que lhe paga o recheado salário. E pior vir logo em seguida as eleições, quem tem ou não mandato sendo absolvido integralmente para o pleito que decidirá os próximos anos, e que deixem o agora para depois.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Dias de emoção

O futebol brasileiro vive dias de muitas emoções, surpresas, e definições, em um ótimo cenário pré-copa do mundo, e mais que isso, de afirmações nos cenários regionais, nacionais e internacionais.
Começando falando daqui, o Atlético-GO é uma grata surpresa para o Brasil e uma confirmação que em Goiás finalmente tem mais uma equipe de expressão. A classificação para a semi-final da Copa do Brasil não foi importante só por ser competição nacional, mas por desbancar um time do calibre do Palmeiras, e mostrar que está chegando com competitividade no Campeonato Brasileiro. Muito se deve ao trabalho do diretor de futebol, Ádson Batista, que por quatro anos montou um time de chegada, que joga fácil e surpreende os adversários.
O Santos joga um futebol encantador, que enche os olhos de todos com tantas jovens promessas virando realidade, mas é claro que começa uma disputa de egos que pode ser perigosa, para se encontrar um equilibrio não é fácil.
O Flamengo chegou onde poucos apostavam no final do ano passado, e esse ano vai conseguindo destaque, mesmo com muitas dificuldades, afinal, ter Adriano no elenco nunca é tranquilo. A dupla “Império do Amor” em campo até resolve, o problema é fora dele. Não aposto em mais um êxito na Libertadores.
E claro, tem as decepções. O centenário do Corinthians, em especial pelo objetivo máximo da Libertadores perdido, vai se tornando um fiasco. Ronaldo vive um momento muito aquém do que poderia, e a Fiel torcida, como é fiel, vai aguentando como mulher traída que perdoa o marido.
O Brasileirão promete muitas surpresas, alguns times com a moral lá em baixo, outros lá e cima, em tantos meses de competição muita coisa pode acontecer. O início deve ser frio, por causa do mundial, mas depois o êxodo de jogadores deve ser grande, mas podem vir outros bons nomes renegados, não como ano passado, com certeza.
Lá fora, a final da Copa dos Campeões entre Inter de Milão e Bayern de Munique promete muito. Os jogos do time italiano contra o Barcelona foram de encher os olhos. O confronto com os alemães dia 22 também deve ser assim. É bom para ver o que os melhores jogadores da Europa podem fazer na Copa.
Emoções não faltam esse ano no futebol. A convocação pra Copa se aproxima e deixo o que penso que será a lista do Dunga:
Goleiros: Júlio César, Doni e Hélton
Laterais: Maicon, Daniel Alves, Gilberto e Maxuel
Zagueiros: Lúcio, Juan, Luizão e Miranda
Volantes: Gilberto Silva, Felipe Mello, Kléberson e Josué
Meias: Kaká, Elano, Júlio Batista, Ramires
Atacantes: Luís Fabiano, Robinho, Nilmar e Adriano.