Blog do Paullo Di Castro


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O natal de Jesus

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." Isaías 9:6.


Essa palavra do profeta Isaías, muitos anos antes de Jesus de fato nascer, ilustra o real significado e importância do nascimento de Jesus. Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas relatam com riqueza de detalhes a vinda do filho de Deus, que estava determinada desde a fundação do mundo, e iria dividir o calendário, ramificar as crenças e mudar a vida de milhares através da fé.

É preocupante que essa história fantástica, que nada mais é que a maior prova de amor do mundo (João 15:13), seja tão negligenciada na nossa sociedade. O consumismo, aquecido por uma cultura de confraternizações, que movimentam o comércio mais que em qualquer outra época do ano, o simbolismo na figura de papai Noel, árvores de natal, dentre outras, resultam em uma febre que enaltece a festança, regada a muita comida, bebida e presentes.

Tudo isso é divertido, alegra os corações, aproximam as pessoas, mas nada disso é mais importante que o que de fato é a razão dessa data. Não foi no dia 25 de dezembro, mas vale o registro pra nos lembrar de quem tanto nos amou, e nosso Deus que se fez homem e entre nós habitou (João 1:14), veio da maneira mais humilde possível, sem o reino e o luxo que lhe eram de direito, para deixar o legado da conduta, e dos frutos do espírito (Gálatas 5:22).

Nessa data, vale estar junto de quem se ama, mas principalmente, aproximar-se Daquele que mais nos amou. Um amor sem interesses, de entrega total, e provado na figura de Jesus Cristo, o Filho de Deus, que nos dá acesso livre ao Pai e nos entrega a alcunha de pequenos cristos (cristãos) e dá-lhe o lugar principal em 25 de dezembro, assim como em todos os dias (Efésios 2:13).

Um feliz natal pra todos, e acima de tudo, que Jesus seja o centro das suas comemorações!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A viagem do Peregrino da Alvorada




O terceiro filme da série "Crônicas de Nárnia", de C. S. Lewis, depois de um longo período de espera, em que teve mudança no estúdio que realizava as filmagens, era a Disney, que desistiu do projeto e passou a ser a FOX, finalmente estreou em vários países do mundo a continuação da saga dos irmãos Penvensi e do leão Aslam.

O filme se passa na maior parte em alto mar, e em ilhas longínquas, onde Edmundo e Lúcia ajudarão mais uma vez o agora rei Cáspian, e dessa vez sem a companhia de Pedro e Susana, que não podem voltar mais pra Nárnia. Com eles um primo inconveniente, que passará fortes emoções na viagem. um universo desconhecido aguardam os aventureiros, que terão que enfrentar mais que inimigos concretos e previsíveis.

Assim como o primeiro da série, a nova adaptação aborda constantemente valores humanos, e princípios cristãos. Um dos mais explorados são as tentações, a cobiça pelo ter, seja riqueza, pela beleza, e por valores inerentes a nossa sociedade. Essa luta interna contra fraquezas da carne vivenciada pelos personagens, remete a vários ensinos bíblicos, não são re-leituras de passagens da Bíblia, mas reforços contextualizados para o que aprendemos com o Livro Sagrado.

A mudança interior de uma pessoa também é tratada por etapas, um grau de aceitação difícil, mas que se torna uma necessidade, e desperta um sentimento novo. Os valores de família também ficam evidenciados, e pautam o mergulho nas aventuras da obra.

Para as crianças, mais que um grande entretenimento, as lições de formação do caráter são bastante exploradas no filme. Mesmo com figuras por vezes longe do universo infantil, a beleza estética, e principalmente os ensinamentos de toda a história fazem ser um grande programa para a garotada. Mas não só pra eles, claro!

Não vá esperando uma enxurrada de efeitos especiais, guerras e música épica-triunfante. apesar da beleza da fotografia, iluminação e da tecnologia moderadas, porém sempre presente, o que realmente fica marcado é o conteúdo da história. Não é preciso fazer maravilhas visuais, tendo uma riqueza de detalhes como A viagem do Peregrino da Alvorada.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

WikiLeaks


A maior pauta que fere a liberdade de imprensa, e de transparência do que acontece nos órgãos públicos dos últimos tempos foi a investida do governo americano contra o serviço denunciativo do WikiLeaks. Será que o apoio do presidente Lula pode até levar a um acidente diplomático?

Um site de vazamento de documentos secretos não poderia ficar no ostracismo, e nem ser abafado por qualquer autoridade política que seja. Os limites de uma segurança nacional esbarram na utilidade pública que o site faz ao revelar documentos que encoberta ações reprovadas pela maioria da sociedade.

O arquivo é muito amplo, com mais de um milhão de documentos, dentre os quais se destacam o manual da prisão de Guantánamo até o estupim que causou a confusão atual: Um vídeo de 2007 que mostra um helicóptero americano atirando no Iraque, episódio que custou a vida, além de vários iraquianos, de dois correspondentes da Agência de notícias Reuters, a maior do mundo.

É claro que essas revelações desagradam em cheio governos que querem esconder isso e prosseguir em várias ações secretas que mantenham seu poder sem desaprovação popular. A perseguição a esse importante veículo de transparência. As medidas preventivas para mais segurança com os documentos oficiais tem o lado bom de evitar investidas perigosas aos civis por inimigos políticos, e o lado ruim de esconder decisões e ações que afetam a todos.

Até o candidato derrotado a presidência da República, José Serra, prometeu o que não deveria na campanha: revogar a decisão do Congresso sobre o marco de exploração do pré-sal, gerando insatisfeitos de lá e impotentes de cá.

Se você quer que o WikiLeaks permaneça ativo, participe do abaixo-assinado: http://www.avaaz.org/po/wikileaks_petition/?slideshow

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Derrotas


Uma das coisas mais difíceis que o ser humano enfrenta é a derrota. Perder é um misto de sentimentos que começam com a dor, tristeza, baixa estima, levam à reflexão, o despertar para uma dura realidade, e com muita determinação e força de vontade, se deve levantar a cabeça e começar tudo de novo.

Tudo isso podemos tirar tanto de fatos determinantes da vida pessoal, como de um jogo de futebol. Quando seu time do coração chega em um lugar que nunca chegou, carrega toda uma história de lutas, menosprezo, dificuldades, e quando parece estar no olímpo, naquele momento de compensar tudo o que passou, a queda pode jogar pra baixo de todos os degraus que lentamente subiu, as vitórias que bravamente conquistou em uma caminhada em que a grande maioria não acreditava, e cada vez mais se chegava longe, e começava a idealizar uma realidade até então muito distante.

Não importa o quando as pessoas em sua volta dificultaram o seu sucesso, elas podem ter apenas trabalhado em cima dos seus pontos fracos, aquilo que você precisa melhorar, e não te deu condições de atingir plenamente seu objetivo.

Não quero escrever aqui um texto de auto-ajuda, nem de melancolia, mas apenas pensar em quão pequenos somos, como seres humanos, como instituições, das mais diversas vertentes e funções, e quão pequenos podemos continuar a ser, se ficarmos dependentes de um tratamento digno vindo de terceiros,o resulltado pode ser cada vez mais se afundar nas decepções.

O gosto mais amargo de uma não-conquista é saber que quem poderia te ajudar, ou quem precisava ser ético, agir profissionalmente, e acima de tudo, respeitar o seu trabalho não vez seu papel, e contribuiu determinantemente para que a sua competência não fosse suficiente. Mesmo podendo ter feito mais, você infelizmente esperava mais também dos outros.

Quem conhece todo o contexto em que passou o Goiás Esporte Clube até a noite dessa quarta-feira, 8 de dezembro de 2010, sabe bem que muito se aplica ao que falei. A falta de sensibilidade, o golpe baixo, a inveja, indiferença, e tudo o que sai de uma disputa sadia, derrubaram o que seria uma grande conquista, inclusive favoráveis a vários dos que o prejudicaram. Não dá pra contar com a seriedade de quem tem mal caráter, e não sabe valorizar a glória alheia. No futebol cada vez mais os interesses, sejam legítimos ou não, estão acima da conduta isenta e séria de quem era pra apenas fazer seu trabalho.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Depois da tempestade, a bonança


Hoje o Goiás Esporte Clube pode entrar pra história conseguindo seu primeiro título internacional. Quando a bola rolar em em Avellaneda, na Argentina, o verdão terá 90 minutos e dois gols na frente para segurar a vantagem e conseguir o caneco que o Centro-Oeste do país nunca viu. Em 67 anos de história, chegou a vez de uma força provinciana ofuscar a hegemonia de cariocas, paulistas, mineiros e gaúchos.

A catimba argentina é impressionante, fazem o possível e o impossível pra desestabilizar os goianos. Uma vigília em frente ao hotel da concentração do Goiás tomou conta da madrugada toda com rojões, foguetórios, bateria e tudo o que pudesse ser feito pra atrapalhar o descanso. Fazer isso por pouco tempo é rotineiro, mas a noite toda é muita malandragem! E a polícia dos hermanos totalmente negligente com os visitantes.

Outra afronta: Não deixar o time fazer reconhecimento do estádio na véspera do jogo, mesmo amparado por regulamento, é uma coisa pequena, mas que mostra a falta de profissionalismo, ética e boa vontade dos argentinos. Parece que a torcida reflete nos dirigentes a paixonite aguda que passa por cima do respeito.

Isso não é tudo que o Goiás tem que enfrentar, como tanto já bati na tecla aqui, o descaso da imprensa nacional faz outro inimigo a ser vencido, é visível a diferença com o trato a nós e aos times do eixo, a cobertura é mínima, já a da imprensa local, ao menos no período que antecede a grande decisão está digna. Destaque para o jornal O Popular, que colocou na capa incentivos de vários torcedores, mais duas páginas inteiras, e da rádio 730 AM, que está fazendo uma jornada de praticamente 24 horas.

Os jogadores esmeraldinos estão com toda a motivação necessária, descansados mesmo com o barulho dos adversários, e sabem que podem apagar em grande estilo um ano em que três competições acabaram de maneira trágica e pequena pelo tamanho do Goiás. O árbitro escalado, Oscar Ruiz, da Colômbia, é um dos mais respeitados do mundo, já falhou com o Goiás na Libertadores de 2006, contra o Estudiantes também da Argentina, mas agora a história é outra, e esperamos faça uma boa arbitragem.

A vitória que se aproxima terá vários sabores, significados e valores para Goiás e o Brasil. É um título muito importante para um clube que nunca escalou degraus tão altos dentro e fora do Brasil. Não tem nada ganho, mas com certeza muita coisa pra se ganhar com a confirmação do título.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Brasileirão



E fez-se um campeão. Depois de 26 anos na fila, vencer o Guarani por 1x0 foi o suficiente para o Fluminense garantir a taça do maior e mais disputado campeonato do país. Nada mais merecido, por ter liderado na maior parte do certame, ter Conca como o jogador de destaque e um técnico que já provou por A mais B sua competência, Muricy não só recusou a Seleção Brasileira, mas acreditou nesse projeto e sai como o maior vitorioso de 2010, e honrou o legado que o mestre Telê Santana lhe deixou.

O campeonato teve suas peculiaridades de sempre, forças como o São Paulo e o Palmeiras negligenciaram um pouco a disputa, também por mal planejamento. A briga pelo rebaixamento e por vaga na Libertadores ficavam no nível da disputa pela taça, cada um com sua prioridade. Méritos para o Atlético-GO que venceu a queda de braço com o Vitória e garantiu a permanência na série A.

O Corinthians fechou melancolicamente o ano do centenário, empatando em 1x1 com os meninos guerreiros do Goiás, em maioria sub-20. Não adiantou centralizar as esperanças em Ronaldo, e ver ele de contundido por seis meses. Pra quem esperava o título até o último minuto, ficar em 3º é um penoso castigo. O Cruzeiro liderou em algumas rodadas, sempre ficou na ponta e recebeu um justo vice-campeonato.

Mas voltando ao campeão, tanto tempo sem título de expressão, uma geração inteira que não comemorou mais que poucos estaduais (como o memorável de 1995, com o famoso gol de barriga de Renato Gaúcho sobre o Flamengo), já era hora de coroar essa torcida vibrante, memorável por colorir o ainda mais expressivo clássico do Brasil (Fla-Flu). Parabéns aos tricolores das laranjeiras, o Brasileirão 2010 sem dúvidas está em boas mãos.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Se não pode, Ipod, se pode, Ipad!



Eu quero, tu queres, eles querem... Toda novidade da indústria tecnológica trás uma debandada para se ter primeiro, principalmente quando vem recheada de um bom marketing, e de promessas miraculosas pra facilitar nossa vida, e por outro lado, cumprir a velha máxima: "Resolver problemas que não existiam antes dela."

A chegada do Ipad aqui no Brasil não veio sem muito barulho, curiosidade e fascínio. E não sem aquela facada tradicional, já comum nas chegadas em terras brasileiras, dessa vez liderando o ranking mundial do preço mais salgado: R$ 1.649, na versão Wi-Fi de 16 GB. Na Argentina o preço, em reais abaixa 200, na Inglaterra 500 e nos Estados unidos 700! Logo, a versão brasileira é mais difícil de suportar que dublagem de Herbert Richers!

E com todos esses poréns, no primeiro dia já foi esgotado! Inclusive nas lojas virtuais. A sede do novo conquista amantes automáticos das novas versões dos gigantes da tecnologia, em especial da vinda da Apple. A convergência dos serviços digitais centralizadas em um mesmo aparelho encontram mais e mais espaço para inovarem e conquistarem a massa que não suporta ficar sem a melhor tecnologia de todos os tempos da última semana.

Para saber onde comprar no Brasil: http://www.apple.com/br/ipad/buy/.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Novas sedes dos mundiais

Rússia em 2018, Qatar em 2022. Escolhas democráticas, levando em conta rodízio continental, ou o potencial econômico, explorar novos potenciais mercados pra se ganhar mais e mais dinheiro com o mundo da bola? Tem tudo isso, com certeza!
Ontem a FIFA escolheu as sedes que sucederão a Copa do Brasil em 2014, e mesmo com as forças americanas, levando Clinton, Morgan Freeman, e os ingleses com Beckham e o príncipe Willian, não foram o suficiente pra garantirem a sede, mas os critérios de escolha não foram de oposicionistas aos maiores poderes econômicos de hoje, mas sim optativos aos de amanhã.
Em 2018, até pela atitude ridícula do primeiro-ministro Vladmir Putin, que fez doce pra confirmar a presença, e depois foi pego de calças curtas por ter ganho a sede. Eu preferia a união da Espanha com Portugal, desde o Tratado de Tordesilhas, os dois países não teriam tanta representatividade, o que seria um grande ganho cultural para todo o mundo.
É interessante observar a diferença monumental dos dois países escolhidos. Enquanto um é o maior do mundo, o outro é um dos menores, o primeiro gelado a maior parte do ano, e o outro, com temperatura em média de 50º. Serão dois extremos inusitados, mas relevantes economicamente, é o que esperam os organizadores.
O Qatar em especial, terá um gasto sem proporções parecidas em nenhuma outra competição global. A estrutura do estádio pra climatização adequada já será um feito caríssimo. Mas os sheiks e suas reservas de petróleo e gás natural se garantem! Mas que terá um impacto gigante no país, nem tenho dúvidas, o desafio de não produzir elefantes brancos, e sim arenas multi-uso, que sirvam bem a população do próprio país continuam pautando todas as sedes dos mundiais de futebol e de jogos olímpicos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Meio caminho andado



É difícil descrever a noite de ontem sem ser 100% emoção. Ver o Serra Dourada completamente lotado, todo colorido de verde, com o povo cantando os 90 minutos, depois de uma temporada mesquinha, sem título nenhum dentre os que sempre disputamos, um rebaixamento para coroar tanta incompetência acumulada, e de repente, ao apagar das luzes, estamos a um passo de conquistar o primeiro título internacional.
Claro que a euforia por um bom resultado no primeiro jogo na final não reflete diretamente na preocupação que precisa se ter na derradeira partida, onde enfrentaremos um alçapão argentino do time que mais ganhou competições dessas, mas que ultimamente só vive mesmo do passado.
No jogo em si, o primeiro tempo foi muito bom, o Goiás partindo pra cima, buscando o gol até conseguir achar, o primeiro com o oportunismo do matador He-Man, vulgo Rafael Moura, e o segundo com o renegado Otacílio Neto, que entrou no lugar de Felipe que não vinha jogando nada, e deixou o dele. O meio campo do Goiás, com Marcelo Costa armando bem o time, e Carlos Alberto um leão em campo. Marcão e Tolói resguardaram bem a defesa.
O segundo tempo foi de pressão dos argentinos, e uma visível queda de rendimento dos dois times. Com um a mais, o Goiás ainda levava sufoco, com Saci e Ernando pouco produzindo, como se tivesse 9 em campo. Mas tiveram garra pra administrar o resultado, esbarrando na própria incompetência do Independiente. Vale destacar a torcida dos hermanos, mesmo sendo somente cento e poucos contra 40.000, fizeram um barulho imenso, cantando o jogo todo, amostra grátis do que o Goiás enfrentará na Argentina.
Agora, destacando novamente o papel da imprensa nacional nesse jogo, pra resumir em uma palavra: vergonhosa. Os principais noticiários destacando o jogo do Fluminense de domingo, a fila de torcedores pra comprar ingresso pra um jogo que faltam 4 dias! Matérias frias, reprises das locais sobre o confronto no Serra Dourada. Segundo me falaram, a Globo teve a capacidade de passar "Duro de Matar 4" pra Goiânia. O filme desperta meus "instintos mais primitivos" para com o tratamento pífio da mídia nacional com o verde.
Não tem nada ganho, pé no chão acima de tudo, o Goiás tem grandes condições de conquistar o título, e coroar um ano que até poucos dias atrás, era pra se esquecer.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Manifesto

Poucas semanas atrás, uma manifestação escrita do pastor Augustus Nicodemos, chanceler na Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicada e repassada com intensidade na web, causou grande rebuliço em toda a sociedade brasileira, fator motivado por uma classe que se sentiu ofendida na opinião da carta aberta de Nicodemos, que mostrava simplesmente o posicionamento do mesmo, compartilhado em geral pela Igreja Presbiteriana do Brasil.

A PLC 122/06, em votação no Congresso Nacional, se denomina como lei anti-homofobia, e propõe punições à toda manifestação contrária ao homossexualismo. De uns anos pra cá, cada vez mais somos pautados por discussões em relação ao preconceito, mas como separar a barreira da discriminação com a da opinião contrária ao comportamento homossexual? Um desafio imenso para a nossa sociedade.

A opinião expressa na carta,leva como embasamento a Bíblia Sagrada. O documento mais antigo, vendido, lido e respeitado do mundo, nela há posições claras contra o comportamento do homossexualismo, não contra a pessoa homossexual. E por todos esses anos igreja a coloca como regra de fé e prática, como poderia agora, em um país democrático, ser obrigada a não se posicionar sobre a questão, tendo garantido na própria Constituição Federal o direito livre ao culto?

As represálias contra a Universidade, feitas por grupos ligados à causa em questão, mostram o perigo de se tocar nessa ferida. E da falta de tato de alguns segmentos da chamada luta pela diversidade. Manifesto com indicativo de violência usa de mesmos artifícios que já sofreram historicamente os idealistas dessa classe.

Quero com isso salientar que o direito a opinião não pode ser renegado a uma mudança pós-moderna que exigiria aceitação imposta a algo que mesmo existindo desde os primeiros tempos da humanidade, nunca foi um padrão comum de formação de família e de comportamento social. Ver um relacionamento homossexual explícito publicamente ainda vai de confronto à maioria das pessoas, e isso não vai ser mudado com uma lei.