Blog do Paullo Di Castro


sábado, 4 de dezembro de 2010

Se não pode, Ipod, se pode, Ipad!



Eu quero, tu queres, eles querem... Toda novidade da indústria tecnológica trás uma debandada para se ter primeiro, principalmente quando vem recheada de um bom marketing, e de promessas miraculosas pra facilitar nossa vida, e por outro lado, cumprir a velha máxima: "Resolver problemas que não existiam antes dela."

A chegada do Ipad aqui no Brasil não veio sem muito barulho, curiosidade e fascínio. E não sem aquela facada tradicional, já comum nas chegadas em terras brasileiras, dessa vez liderando o ranking mundial do preço mais salgado: R$ 1.649, na versão Wi-Fi de 16 GB. Na Argentina o preço, em reais abaixa 200, na Inglaterra 500 e nos Estados unidos 700! Logo, a versão brasileira é mais difícil de suportar que dublagem de Herbert Richers!

E com todos esses poréns, no primeiro dia já foi esgotado! Inclusive nas lojas virtuais. A sede do novo conquista amantes automáticos das novas versões dos gigantes da tecnologia, em especial da vinda da Apple. A convergência dos serviços digitais centralizadas em um mesmo aparelho encontram mais e mais espaço para inovarem e conquistarem a massa que não suporta ficar sem a melhor tecnologia de todos os tempos da última semana.

Para saber onde comprar no Brasil: http://www.apple.com/br/ipad/buy/.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Novas sedes dos mundiais

Rússia em 2018, Qatar em 2022. Escolhas democráticas, levando em conta rodízio continental, ou o potencial econômico, explorar novos potenciais mercados pra se ganhar mais e mais dinheiro com o mundo da bola? Tem tudo isso, com certeza!
Ontem a FIFA escolheu as sedes que sucederão a Copa do Brasil em 2014, e mesmo com as forças americanas, levando Clinton, Morgan Freeman, e os ingleses com Beckham e o príncipe Willian, não foram o suficiente pra garantirem a sede, mas os critérios de escolha não foram de oposicionistas aos maiores poderes econômicos de hoje, mas sim optativos aos de amanhã.
Em 2018, até pela atitude ridícula do primeiro-ministro Vladmir Putin, que fez doce pra confirmar a presença, e depois foi pego de calças curtas por ter ganho a sede. Eu preferia a união da Espanha com Portugal, desde o Tratado de Tordesilhas, os dois países não teriam tanta representatividade, o que seria um grande ganho cultural para todo o mundo.
É interessante observar a diferença monumental dos dois países escolhidos. Enquanto um é o maior do mundo, o outro é um dos menores, o primeiro gelado a maior parte do ano, e o outro, com temperatura em média de 50º. Serão dois extremos inusitados, mas relevantes economicamente, é o que esperam os organizadores.
O Qatar em especial, terá um gasto sem proporções parecidas em nenhuma outra competição global. A estrutura do estádio pra climatização adequada já será um feito caríssimo. Mas os sheiks e suas reservas de petróleo e gás natural se garantem! Mas que terá um impacto gigante no país, nem tenho dúvidas, o desafio de não produzir elefantes brancos, e sim arenas multi-uso, que sirvam bem a população do próprio país continuam pautando todas as sedes dos mundiais de futebol e de jogos olímpicos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Meio caminho andado



É difícil descrever a noite de ontem sem ser 100% emoção. Ver o Serra Dourada completamente lotado, todo colorido de verde, com o povo cantando os 90 minutos, depois de uma temporada mesquinha, sem título nenhum dentre os que sempre disputamos, um rebaixamento para coroar tanta incompetência acumulada, e de repente, ao apagar das luzes, estamos a um passo de conquistar o primeiro título internacional.
Claro que a euforia por um bom resultado no primeiro jogo na final não reflete diretamente na preocupação que precisa se ter na derradeira partida, onde enfrentaremos um alçapão argentino do time que mais ganhou competições dessas, mas que ultimamente só vive mesmo do passado.
No jogo em si, o primeiro tempo foi muito bom, o Goiás partindo pra cima, buscando o gol até conseguir achar, o primeiro com o oportunismo do matador He-Man, vulgo Rafael Moura, e o segundo com o renegado Otacílio Neto, que entrou no lugar de Felipe que não vinha jogando nada, e deixou o dele. O meio campo do Goiás, com Marcelo Costa armando bem o time, e Carlos Alberto um leão em campo. Marcão e Tolói resguardaram bem a defesa.
O segundo tempo foi de pressão dos argentinos, e uma visível queda de rendimento dos dois times. Com um a mais, o Goiás ainda levava sufoco, com Saci e Ernando pouco produzindo, como se tivesse 9 em campo. Mas tiveram garra pra administrar o resultado, esbarrando na própria incompetência do Independiente. Vale destacar a torcida dos hermanos, mesmo sendo somente cento e poucos contra 40.000, fizeram um barulho imenso, cantando o jogo todo, amostra grátis do que o Goiás enfrentará na Argentina.
Agora, destacando novamente o papel da imprensa nacional nesse jogo, pra resumir em uma palavra: vergonhosa. Os principais noticiários destacando o jogo do Fluminense de domingo, a fila de torcedores pra comprar ingresso pra um jogo que faltam 4 dias! Matérias frias, reprises das locais sobre o confronto no Serra Dourada. Segundo me falaram, a Globo teve a capacidade de passar "Duro de Matar 4" pra Goiânia. O filme desperta meus "instintos mais primitivos" para com o tratamento pífio da mídia nacional com o verde.
Não tem nada ganho, pé no chão acima de tudo, o Goiás tem grandes condições de conquistar o título, e coroar um ano que até poucos dias atrás, era pra se esquecer.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Manifesto

Poucas semanas atrás, uma manifestação escrita do pastor Augustus Nicodemos, chanceler na Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicada e repassada com intensidade na web, causou grande rebuliço em toda a sociedade brasileira, fator motivado por uma classe que se sentiu ofendida na opinião da carta aberta de Nicodemos, que mostrava simplesmente o posicionamento do mesmo, compartilhado em geral pela Igreja Presbiteriana do Brasil.

A PLC 122/06, em votação no Congresso Nacional, se denomina como lei anti-homofobia, e propõe punições à toda manifestação contrária ao homossexualismo. De uns anos pra cá, cada vez mais somos pautados por discussões em relação ao preconceito, mas como separar a barreira da discriminação com a da opinião contrária ao comportamento homossexual? Um desafio imenso para a nossa sociedade.

A opinião expressa na carta,leva como embasamento a Bíblia Sagrada. O documento mais antigo, vendido, lido e respeitado do mundo, nela há posições claras contra o comportamento do homossexualismo, não contra a pessoa homossexual. E por todos esses anos igreja a coloca como regra de fé e prática, como poderia agora, em um país democrático, ser obrigada a não se posicionar sobre a questão, tendo garantido na própria Constituição Federal o direito livre ao culto?

As represálias contra a Universidade, feitas por grupos ligados à causa em questão, mostram o perigo de se tocar nessa ferida. E da falta de tato de alguns segmentos da chamada luta pela diversidade. Manifesto com indicativo de violência usa de mesmos artifícios que já sofreram historicamente os idealistas dessa classe.

Quero com isso salientar que o direito a opinião não pode ser renegado a uma mudança pós-moderna que exigiria aceitação imposta a algo que mesmo existindo desde os primeiros tempos da humanidade, nunca foi um padrão comum de formação de família e de comportamento social. Ver um relacionamento homossexual explícito publicamente ainda vai de confronto à maioria das pessoas, e isso não vai ser mudado com uma lei.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Pacaembuzaço



O futebol ainda vale a pena porque proporciona emoção que nenhum outro esporte ou ocupação social promove. E isso acontece principalmente quando a famosa "zebra" quebra a expectativa de um resultado provável. E foi o que presenciamos na noite do dia 24 de novembro de 2010, mais precisamente no tradicional estádio paulista do Pacaembu.
O Goiás vinha encerrando uma temporada que todos os que se envolvem emocionalmente e profissionalmente com o clube queriam esquecer, depois de ficar fora da final do campeonato estadual, não passar da segunda fase da Copa do Brasil, e o pior: o rebaixamento para a série B do Campeonato Brasileiro, sem dúvida o maior castigo para o que foi por tantos anos o único representante de Goiás na elite do futebol brasileiro. Mas o ano ainda não havia acabado.
A Copa Sul-Americana sempre foi a competição patinho-feio dos torneios internacionais. Ganhou mais expressão quando passou a valer uma vaga na Libertadores da América, e também um caminho viável pra quem disputa um Brasileirão com segurança, mesmo sem figurar entre os primeiros, classifica-se e tem a chance de disputar com grandes times da América Latina a taça e de quebra uma boa premiação.
Mas voltando ao que aconteceu na data citada acima, o maior adversário que o Goiás enfrentou não foi o Palmeiras, mas sim a impresa paulista e carioca, que elevavam o verde paulista como o legítimo representante brasileiro no confronto, promovendo chamadas direcionada apenas à eles, esquecendo que o Brasil é muito maior que essa própria arrogância deles. Existe futebol além do eixo Rio-São Paulo, e a lição ficou bem clara no duelo alvi-verde.
O time do Goiás é limitadíssimo, mas lá tinham jogadores que queriam dar o sangue para fechar o ano com um alento a tudo o que passaram. Destaque para Rafael Moura (He-Man), Rafael Tolói, Marcelo Costa e Carlos Alberto e do técnico coopeiro Arthur Neto. Em 2010 mudou-se a direção (a virtual), técnico de nome que afundou o time, além de pegar uma bolada na justiça, técnico sem nome que afundou mais ainda, e novato cheio de vontade que não fez o suficiente. Um elenco desmotivado, com jogadores que perderam chances de grandes negociações, e fizeram corpo mole na maior parte da temporada. Mas ainda tinham guerreiros capaz de lutar contra tudo isso, e dar esperança a uma torcida que tanto sofreu esse ano.
Tudo tem que ser mais difícil se tratando de Goiás, assim foi cada etapa, empatando com o Grêmio aqui e vencendo lá no Olímpico, ganhando do tradicional Penharol aqui por 1x0 e perdendo lá no Uruguai por 3x2, e empatando com o Avaí em casa por 2x2 e ganhando em Floripa por 1x0. Tudo mais difícil, tudo mais saboroso. Com o Palmeiras não foi diferente, após a derrota no Serra por 1x0, a maioria esmagadora da imprensa apontava o Palmeiras como já classificado. Esqueceram que estavam falando de futebol, o esporte mais imprevisível que existe, onde "oba-oba" e "já ganhou" muitas vezes acabam em tragédia.
Ver aquele estádio lotado, e com incômodo silêncio, comentaristas procurando irregularidades onde não existiu, tudo isso faz uma vitória ser mais saborosa. Ainda não foi o último passo, tem a final pela frente contra um poderoso adversário argentino ou equatoriano. Mas com certeza, só essa noite já lavou a alma de todos os esmeraldinos ao redor do mundo.
Vila e Atlético lutam para não cair pra série C e B respectivamente, e salvar um pouco o ano do futebol goiano, que tanto precisa de reformulação na mentalidade de seus dirigentes, do apoio do torcedor, da seriedade da imprensa e de mostrar pra todo o Brasil, como o Goiás fez no Pacaembu, que aqui existem três forças que precisam ser respeitadas, já nos tiraram a sede da Copa de 2014, não podem tirar também nossa relevância no futebol brasileiro.

Ps: O título do artigo remete à fatídica final de Brasil x Uruguai em 1950, quando o Maracanã se calou diante da vitória da celeste. Episódio que ficou conhecido como Maracanazo. Na nova versão, o Goiás calou novamente torcida e imprensa, e mostrou que o futebol é "uma caixinha de surpresas", e o jogo "só acaba quando termina."

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

ENEM: Nossa Educação precisa dele!

Não fiz o ENEM, na minha época parecia de pouca importância, ele já até servia de nota pra entrar em algumas faculdades, as quais não me interessavam. Como era optativo, os estudantes sem muito afinco acadêmico não iam atrás de gastar uma tarde (olha que era só uma) reproduzindo seus conhecimentos de forma não convencional . Se fosse obrigatório era outra história, mas imagina se hoje fosse opcional, já com as confusões que aconteceram nas últimas edições.

Mesmo pulando essa etapa, e com os problemas que o exame teve, ainda vejo que é fundamental se fortalecer o ENEM e se mudar de uma vez as formas de verificação de conteúdo dos estudantes. O decoreba não é mais coerente há muito tempo, com tanta informação chegando nas jovens mentes em formação, brigar pra enfiar conteúdos rígidos não acompanha o processo de compreensão necessário para o raciocínio abrangente que os dias de hoje exige.

Claro que nosso ensino no Brasil ainda de ter estruturas adequadas para servir bem aos alunos, porém, para remediar o que já não se pode prevenir, estimular as crianças desde cedo a serem críticas e flexíveis em diversas correntes de conhecimento é mais válido que a velha tabuada decorada e as inúmeras nomenclaturas, que só viram nomes sem importância em um futuro próximo.

Tanto ano passado como nesse ano, os problemas foram técnicos, erros na elaboração que comprometeram o resultado de um modelo se consolida, e de métodos que podem ser considerados defasados na educação atual. Foram passos atrás dados para uma importante transição entre o tradicional e o moderno jeito de se avaliar e formar um cidadão.

Mais que piadinhas de trocadilho ENEM/ANEM, precisamos pautar a discussão da reforma educacional, de investimentos que não sejam promessas absurdas de campanha como dar um netbook para cada aluno de escola pública, se não melhorar o ambiente de estudo e a bagagem de conhecimento, continuaremos a ter profissionais com déficit profundo em sua formação, preparados para apenas reproduzirem o que outrora decoraram, e não analisarem com perspectiva ampla as vertentes necessárias para um pensamento moderno e embasado.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Censura

Me contive por vários dias para não escrever sobre isso, mas com um repercussão deste tamanho, e com fatos novos motivados por esse cenário, não dá pra deixar de refletir aqui sobre as colocações usadas sobre o tema censura na reta final do processo eleitoral de Goiás. E nada pior que explodir a bomba no ninho da imprensa, o melhor jeito de confundir o eleitor.
Como o Brasil e vários lugares do mundo viram Paulo Beringhs, folclórico jornalista goiano, que eu cresci vendo na telinha, e pensando que um dia poderia trabalhar com ele, ou apresentar um jornal como ele. Muitos anos depois, mudo o pensamento, após o que vi uma semana atrás, na quarta-feira, 20 de outubro de 2010, quando peguei o final do jornal Brasil Central para assistir e me deparei com a parte do vídeo que milhares de pessoas viram no youtube, a ficha demorou a cair. Estava presenciando uma auto-demissão ao vivo, mas não em nome da dignidade, mas do partidarismo e calor eleitoral que muda a cabeça de muitas pessoas, jogam ética e profissionalismo no ralo, mesmo quando tentam maquiar de várias formas.
Mas não quero me prender nesse assunto, o que foi feito está feito, e ainda vai passar muita água em baixo dessa ponte. Mas o fato desmembrou duas questões peculiares, uma positiva: a discussão sobre a TV pública no Brasil, e a outra totalmente antiquada e prepotente: a ação pela censura ao twitter promovida pelo PSDB goiano.
Quanto a primeira, realmente o controle do Estado em um veículo de televisão deve estar acima de qualquer espaço privilegiado para determinado grupo político ou social. A educação deve ser prioridade, tanto em programas infantis, como nos outros segmentos informativos. A TV Cultura luta por esse modelo, mas escorrega em alguns pontos em que a TV Brasil, a Sesc TV e o Futura acertam mais. É uma pauta importante, defendida pelo professor Luiz Signates (UFG/PUC-GO), que promoverá esse debate começando no sábado, 30, às 9h00 na Rádio Universitária.
A outra repercussão maior, foi motivada pela ação encabeçada pelo deputado tucano Daniel Goulart, que encaminhou à Polícia Federal representação contra supostos panfletos apócrifos ao candidato Marconi Perillo, e de perfis no twitter atacando o mesmo. Fiquei impressionado com essa atitude, vinda de um grupo com o passado e o presente de tantas repressões contra a liberdade de imprensa, de uso indiscriminado de materiais ofensivos aos outros candidatos, além de ataques virtuais, principalmente via twitter nessas mesmas eleições, formaram um exército digital, de inúmeros perfis fakes e reais remunerados, que anunciavam a renúncia de candidaturas que se mantinham firmes, além de criarem factóides diários contra os adversários, que por vezes vendiam a imagem ao eleitor de inimigos.
Nessa verdadeira guerra eleitoral, Vanderlan Cardoso (Alcides Rodrigues e Jorcelino Braga) e Marta Jane foram os mais atingidos, a arma mais usada foi o Diário da Manhã, em intervenção pelo PSDB, e manchando a história de luta na imprensa de Batista Custódio. A artilharia contra Iris sobrou só para o segundo turno. Se plantar que o PMDB tem tradição de censurar a imprensa goiana, sendo Marconi o político que mais processou jornalistas em Goiás, é uma contradição imensa.
Essa foi a realidade que vi nesses meses de pré-campanha e campanha oficial. Outros grupos também usaram de armas imorais, mas não dessa proporção, com essa estrutura de campanha. O twitter foi o espaço mais democrático que se abriu nesse processo eleitoral. Essa voz não pode ser calada, o que fez ela ser usada para mais ataques. Agora a tentativa de se abortar o uso desse espaço é uma atitude irracional e de graves conseqüências. Com a chegada ao poder de gente com essa mentalidade, a instabilidade do campo de idéias digital pode ter proporções perigosas.
Por esses e outras, Paulo Beringhs não é um cara peitando um sistema em nome de um afronta à liberdade, ele é um partidário, filiado, amigo pessoal e media training de Perillo nessas eleições. O candidato dele teve espaço como nunca em seu programa, e isso não era motivo para se chutar o balde daquele jeito. Se esse senhor entrar efetivamente no governo caso Marconi ganhe, veremos o tamanho da sua dignidade. Assim como de vários jornalistas e outros profissionais que desceram ao mais baixo nível nessas eleições para conseqüentemente afrontar quem estivesse do outro lado.
As eleições finalmente estão chegando, e a contabilidade de feridos nesse processo não será conhecida por um bom tempo. Os dois maiores figurões da política regional em um confronto de revanchismo, não deixa pedra sobre pedra ao fim do processo. A decisão do dia 31 vai esclarecer aos poucos muito do que falei, outras coisas ficarão para sempre ocultas, no estilo DOPS de ser.
O maior perseguido em terras goianas, Jorge Kajuru, diz que no Brasil não existe liberdade de imprensa, mas sim liberdade de empresa. O problema maior é quando a imprensa está controlada pelas empresas ligadas ao poderio político.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mudanças


Espera, lacuna, ansiedade, expectativa
Existe momentos em que podemos pular essa parte?
Entrar em uma zona de conforto, estabilidade
Mas são inevitáveis, parte da vida;

Olhos cansados, das várias madrugadas viradas
Um sonho que pode ficar mais distante
Árduas barreiras a serem ultrapassadas
Segundos decisivos e força pra seguir adiante;

Otimizar as conquistas, viver para frente
Caminhos e escolhas, promessas e conquistas
Chances de crescer e ser melhor gente;

Hora de encerrar, recomeçar e proceder
Entender a vontade de Deus e fazer escolhas
Coragem pra mudar, fé para vencer!


terça-feira, 12 de outubro de 2010

SWU 3º dia


O último dia do festival que ousou aliar música e sustentabilidade, teve uma seleção de bandas eletrizantes, e com os problemas dos outros dias. Logo na entrada, um grande aglomerado nas bilheterias, como não tinha acontecido antes, mais de uma hora até passar nas duas catracas e ser revistado. Até que a galera segurou a barra bem, mais um ponto negativo para a organização. Após esse atraso, entrei e me deparei com o show que mais me despertava atenção no palco alternativo da Oi, o trio Autoramas mereceria estar no principais, mas desceu o som lá na tenda e divertiu muito os presentes com o rock performático e temático da banda. Perdi várias bandas do início, inclusive o Glória que queria muito ver, só deu pra pegar finalzinho do Yo la Tengo, parecia bem irreverente, altas viagens dos membros enquanto tocavam as últimas músicas. Aí logo cederam espaço para o que seria o Sepultura das origens. Iggor e Max Cavalera subiram ao palco brazuca depois de quase 15 anos, e mandaram o som novo do Cavalera Conspiracy, e claro, relembrando as pérolas da banda antiga. Era visível a alegria de Max, que empolgado incentivava altas rodas de hard core, que, claro, rolou em todo o show. Depois com a grande expectativa de ver o mostro sagrado das baquetas Mike Portnoy tocando com o Avange Sevenfoald. A banda também tem luz própria, e ver Mike tocando em um kit menos, com músicas mais curtas que o habitual foi simplesmente incrível. Depois entrou em cena o Icubus, que provou que não é banda de um sucesso só. Desfilou uma sequência de hits e deixou sua marca segurando a grande sequência de bandas power que viria.
Depois de uma pausa meio tensa por problemas técnicos, finalmente entrou Queen of the Stone Age fez um show fenomenal, não deixou ninguém parado, foi empolgante do início ao fim, e os membros da banda passavam isso de todas as formas. Foi estupefante! Ainda tinha que segurar um gás pro show do Pixes, que fez tiozão pirar de saudade nos anos 80, e a galera nova se esbaldar com o som vigoroso da banda. Black Francis nem falava com o público, missão que deixou pra baxistaKim Deal que volta e meia dava trela, deixando o ambiente bem descontraído.
O último suspiro de energia foi pra febre dos anos 90 Linkin Park. Pra mim, foi bom pra lembrar de boa fases da época, e nada mais. Não consigo curtir o vocal, e o show cheio de recursos eletrônicos substituindo a pegada orgânica não empolgavam tanto quem não curte de fato a banda, o cenário e as imagens eram um ponto forte, mas é claro que eles tem um repertório de responsa, e puderam levar muitos à loucura, fazendo a noite fria dar uma esquentada e deixar aquele gosto de despedida desses três dias alucinantes. Pra quem ainda tinha pique (ou fingia que tinha), ainda ficou no palco que virou pista de dança e ver o DJ Tiesto comandar a galera, nessa altura a cerveja e outras coisinhas não tão legais davam a forma pra divertir os doidos que ficavam até o último segundo.
O SWU é difícil de ser resumido, teve muito som bom, a realização de ver muitas bandas incríveis juntas em um só lugar, uma atrás da outra, não é uma oportunidade fácil. Já o conceito o festival esteve lá pra quem conseguir ver as estruturas que remetiam à vida responsável, sem desperdícios. Infelizmente era muito difícil acompanhar isso paralelo com os shows. Foi uma experiência no mínimo interessante, que pode ser melhorada e ampliada em sua essência.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

SWU 2º dia


O segundo dia no SWU deixou clara uma sensação: A coisa fluiu melhor que no primeiro. É claro que erros na estréia são mais naturais, agora a vontade de fazer melhor pode apagar isso, mesmo já sendo tarde para mudar tudo o que deveria.
Os shows começaram mais cedo, na estrada já tinha um congestionamento básico pra quem vinha do rumo da capital, assim perdemos os shows do Ilo Ferreira e do Teatro Mágico, esse devido à fila e revista que para os homens, e com mochila era mais demorado, quando chegamos já estava no palco o Jota Quest, os caras são muito bons de palco sem dúvidas, os músicos são excelentes, com destaque pro baixista PJ, o Rogério Flausino é carismático, mas faltava uma voz mais encorpada. Tiveram problemas com samplers, as programações eletrônicas que soltam junto quando tocam, mas levaram no braço o que precisou, sem prejudicar a performance.
Depois entrou o Capital Inicial, Dinho como sempre achando que é garotão, o repertório dividido em anos 80, Aborto Elétrico e covers, mas está valendo, quem gosta se esbaldou. Depois outra banda entrou e botou a galera pra dançar, relembrando bons momentos dos anos 90, a volta do Sublime, mesmo sem seu vocal original caiu no gosto da galera, showzaço!
Depois entrou no palco Regina Spektor. Achei que a moça estava numa fria de subir no palco entre tantas feras, mas seu jeitinho meigo e fofo conquistou a todos, o repertório bem legal alternado momentos piano e voz e com banda, que só eram mais batera, violino e cello. A "fofinha"até cantou tocando piano com uma mão e percussão em uma cadeira com a outra!
Sai a moça de jeito delicado e entra o furacão Joss Stone! Que mulher! Que voz! A banda só da nata da black music, e Joss com aquele vozeirão conquista qualquer um, fez declaração de amor à música, e a rasgação de seda básica pro Brasil, pendurando uma bandeira nossa em seu pedestal.
Depois foi a realização de um sonho, mal acreditava que estava para ver a banda que mais me chamou a atenção em um palco, quando a Dave Matthews Band entrou, o mundo parou, um repertório musculoso, com animações interessantíssimas rolando no telão, e comandados pelo violão e voz de Dave, a banda de músicos extraordinários, fizeram um show pra deixar pra sempre registrado na mente de todos que foram. O batera Carter Bealford tem um swing e uma ambidestria impressionantes, cheio de contra-tempos e fez um solo de deixar todos os 150 mil ou mais presentes estupefados diante de tanta maestria. Acabaram mais cedo que o previsto, e voltaram para deixar outros hits e marcar o que sem dúvidas foi o melhor show do festival (sem dúvidas para um fã incondicional! rs).
Pra fechar a noite, Kings of Lion era uma ótima pedida, o que mais chamou a atenção foi o cenário, cheio de canhões com iluminação variada, contrastando com as imagens reproduzidas em preto e branco da banda nos telões. O repertório foi singular do começo ao fim, com alguns ápices mais vigorosos, fechou a noite mais "suave" do festival com chave de ouro.
Depois era aguentar o frio mais um pouco e peregrinar pra estrada pra tomar a condução sem se engarrafar com os milhares que tentavam sair ao mesmo tempo. Ainda é preciso guardar um gás pro último dia que vai ser literalmente: PESADO!