Blog do Paullo Di Castro


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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Nascendo um pai



Não tem como tirar aquela cena da memória. Chegou o dia dele, o dia nosso, o dia que o Pai Eterno escolheu para nos encontrarmos face a face. Foi naquele 1º de novembro de 2017, acompanhado minha esposa em processo e trabalho de parto durante o dia inteiro, o que foi cansativo, mas que em nada nos deixava exaustos para a emoção que estava por vir.

A hora chegou, e depois de todo o esforço e participação maravilhosa de toda a equipe médica, vi surgir a cabecinha preta e cabeluda dele. O médico o girou e tirou delicadamente, pedindo ajuda da mãe para o segurar imediatamente. Foi o abraço mais gostoso da minha vida, com mãe e filho ao meu lado, ainda coberto da placenta.

Chegou outro momento indescritível: o médico me passou a tesoura para cortar o cordão umbilical. Ali em fração de segundos passou em minha cabeça que agora nosso filho rompia a sua ligação interna somente dentro da mãe e agora contava conosco, seus pais, para cuidar e o orientar nesse mundo de tantos percalços e desafios. Que responsabilidade!

Seu nome é Davi, pois existiu um rei em Israel que foi chamado “homem segundo o coração de Deus”. Um ser humano que errou muito, mas se arrependeu e confessou isso diante de Deus, compondo belíssimos sons na harpa que tocava, aliado à sua valentia de homem de guerra e liderança nata que foi se aperfeiçoando. O pequeno Davi tem muito a aprender com ele, tanto nos acertos como principalmente nas falhas.

Novembro tornou-se ainda mais marcante na nossa família. O aniversário do pai é dia 11, e vindo dele seu filho, tomou um algarismo 1 emprestado, tudo no mês 11. O ano de nascimento do pai é 83, o do filho 17, juntos eles formam 100. Número esse de porcentagem completa, como completo me sinto ao lado de minha família com a chegada desse presente preciosíssimo de Deus.

Ainda tem lugar para outros na família, mas viver esse momento nos dá essa sensação sublime. Não quis destacar numerologia, mas sim a perfeição do cuidado de Deus e curiosidades que podemos nos maravilhar diante desse cuidado singular. Mais uma: os pais casaram dia 6 de julho de 2013. 6+7=13. Tudo no controle de Deus, e de ninguém mais.

Ser pai é viver o que você não estava inteiramente preparado, mas o que não se vê mais vivendo de outra forma. É estar completo como se sempre precisasse disso, mas só agora descobriu. É entender um pouco mais do amor de Deus por nós, sabendo que não merecemos esse amor, e nem dar o amor que nasce e transborda por nossos filhos.




quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

2011



É comum em textos de final de ano as famosas listas de melhores ou piores, as retrospectivas pautadas por assuntos, os planos para o futuro traçados. As vezes privilegiamos acontecimento em detrimento à pessoas.

Decidi fazer algo diferente, tal como 2011 foi um ano intenso, de muitos desafios, alegrias e tristezas, e principalmente de pessoas sendo decisivas para mim, não pensei em nada melhor senão agradecer em poucas palavras cada personagem que me foi importante esse ano, infelizmente alguns ficarei em falta, mas o registro no meu coração está garantido.

Deus: Palavras são poucas pra expressar o amor supremo demonstrado por mim, mesmo vendo tanta apostasia, indiferença ao meu redor, fostes presente no meu viver, porque não há nada melhor que viver pra Ti!

Pai: Tantas lutas contra o parkinson e outros males, em meio a dores vejo a mesma alegria de viver, a escrita afiada e a luta pelo melhor futuro da família. Mesmo eu fazendo pouco, te amo muito!;

Mãe: Encerrastes o ciclo de dedicação total pra vovó, o maior amor de filha que poderia presenciar, segue na luta para cuidar do nosso lar, despejando amor e dedicação que só uma mãe sabe dar;

Vovó: A despedida foi um misto de sensações, da saudade, do dever cumprido, e da gratidão a Deus por todo o tempo que deixaste essa maravilhosa criatura ao nosso lado. Amor para sempre;

Polliana: Feliz de te ver na luta no quadrado federal, trabalhando em um órgão tão importante, me passando tanto conteúdo bom. Agradeço, me desculpe qualquer coisa, te amo muito!;

Priscilla: Foi bom ver dedicação à vovó e nossos pais, a reforma da sua casa e a vinda do mais novo membro da família. Creio que a realização de muitos sonhos seus estão por vir. Te amo demais!;

João Marcos: Você me surpreende com inteligência, com as descobertas e todas as melhores coisas de ser criança, e crescer em estatura e graça perante Deus. Te amo, pequeno grandão;

Dori: Cuidar tão bem da minha irmã e meu(s) sobrinhos me faz ter gratidão e apreço por sua vida. Deus te fortaça pra continuar chefeando sua casa com maestria. Valeu!;

Neura: Ter alguém como você preenche grandemente em nossa família, tanta presteza para acompanhar meus avós em tantos anos, e continuar te tendo ao nosso lado é muito especial;

Mayara: Você chegou de mansinho, ou eu me aproximei devagarinho, o fato é que sua presença me faz muitíssimo bem, sonhar ao seu lado faz tudo se realizar de maneira mais especial. Amo você!;

Flecha: Mesmo correndo igual uma Flecha (rs), ter sua amizade é sempre fundamental, mais que música, pit-dog, ou jogar conversa fora, contar contigo faz a vida ser melhor, te amo, cara!;

Vinícius (serve pra Jú também! rs), andar com você(s) é sempre um privilégio, gente que quero levar pra sempre no coração, e ao lado, representam inspiração e alegria. Amo vocês!;

Família S142: João Pedro, André Demori, Arthur Moisés, Rodrigo Soucedo (Daniela): Muito mais que fazer som, obrigado pela amizade, as estradas, as trelas e tudo mais, vocês são rock'n roll!;

Pastores: Eurípedes, Beny, DJ, Antônio Paulo, Renato, Erickson, Burjack, Artur, Ricardo Salém;

Tchurma da MPC: Susi, Fabrício, Moraes, Karine, Raul, Rafaela, Welson, Gabriela, Sarah, Nathália, Eugênio, Dilma, Issac, Alex, Fabrício, galerinha das escolas e demais voluntários, conselho;

Igrejas: Maranatha, Central, Bethânia (Jataí);

IPVida: Elisandra, Edvani, Anselmo, Thays, Vilma, Viviane, Róbson, Helen, Marco, Cristiane, Alexandre, Rafaely, Isac;

Touch: Marcos Vinícius, André Luiz, Joana;

Prosa e Canto: Betão, Márcia, Rubão, Simone, Lu e Dread Zion, Rogério, Léo Barbosa. PróHumanos, Carlinhos Veiga, Josimar Bianchi;

Amigos de madrugadas, viagens, varejos e furadas: Caio Guimarães, Thiago Bittencourt, Felipe Roxo, Emilio Mota (Samira), Vittor Brunno (Susie), Wendel, Moacir;

Bandas: Restaura, Black Drummer Band, Expresso Luz, TES, Thape, Ministério Aliança;

Amigos saudosos da FARA: Sarah, Hidley, Laryssa, Patrícia P, Patrícia R, Adolair, Laura, Johnthan, Danilla, Pedro, Diêgo, Luciléia, Priscylla, Jaine, Cláudia, Brunna e os mestres queridos;

Amigos em distâncias físicas: Júlio César (Andréia), Priscila V, Tâmara, Roberta, Rodrigo Franklin, Gabriel (Gláucia), Talita, Joshua (Brooke), Leozinho, Júnior, Saulo (Daniela);

Colegas de ofício: Elizeth Araújo, Thiago Marques, Vassil Oliveira, Altair Tavares, Eduardo Sartorato, Rafhael Borges, Luís Gustavo, Tetê Ribeiro, Soila Steter, Honória Dietz;

Amigos das redes sociais, especialmente twitter, facebook e os sobreviventes do orkut! rs.

Sim, deixei de citar um monte de gente, alguns me inspiram de longe, celebridades e anônimos, políticos, pastores, atletas, músicos, jornalistas, escritores, pensadores, alienadores, outros me afetam mais de perto; todos me completam, me fazem um ser humano mais relacional, menos superficial e mais emotivo, ou racional. Que em 2012 mantenha todos esses contatos e agregue mais outros.

sábado, 27 de agosto de 2011

Infidelidade Conjugal Profissional

Não deixo de me surpreender com certas iniciativas que chegam em nossa sociedade, no pior sentido possível, por mais que seja inovador para alguns, para quem tem convicções que se afrontam com essas "novidades", é um choque assimilar que vivemos dias em que movimentos assim sejam difundidos. Uma das invenções que cresce no Brasil, são sites especializados em infidelidade conjugal.

Quando estava no Rio com minha banda, em uma noite fomos jantar na casa do nosso pastor anfitrião, e a TV foi ligada no Programa do Ratinho, embora meus protestos para se trocar de canal, outros certamente para zoar, insistiram para deixar naquele produto cultural popular. Não é que para minha surpresa, entre as baixarias peculiares com exames de DNA e afins, realiza-se um debate para mim impensado até o momento: Os serviços de um site que promove encontros extra-conjugais.

Já famosos em outros países, agora chegaram com tudo por aqui. A mulher proprietária de um site falava com segurança, se baseava em pesquisas de comportamento matrimonial no Brasil, algo como mais de 15 milhões de brasileiros não tem vida sexual ativa no casamento, e para ela isso é prerrogativa suficiente para "pular a cerca." Ainda veio com lero-lero de ser um incentivo à própria melhora na vida sexual dentro do casamento, como um aperitivo que vai despertar mais o desejo pelo companheiro oficial.

A gente espera ver e ouvir muita coisa nessa vida, mas tem algumas que chegam realmente para desestabilizar qualquer expectativa sua. Qual é minha propriedade para falar de casamento, sendo solteiro, ainda longe de um enlace? Pessoalmente muito pouca, com certeza, porém, parto de princípios bem maiores que qualquer experiência que um casal possa viver.

Ontem foi veiculada no Jornal da Globo outra matéria sobre o assunto. Uma mulher de 15 anos disse que buscava "um tempero, para preparar melhor a salada!", outro homem com 8 anos de união, buscou outra parceira, também casada, por curiosidade: "não tive a sensação de arrependimento, não!" - afirmou. O negócio cresce no Brasil, em pouco tempo já somos o país campeão em adesões nesses sites especializados. O cadastro é feito e o processo sem rastros, no mais alto sigilo.

A fala de outra gerente de site: "Nós não evitamos a infidelidade, nós a aperfeiçoamos. Se for fazer, faça certo." Parece assim ser a prestação de serviço que vai atender uma prática inevitável, sim, de fato é isso que acontece, mas existe um padrão de formação da família tradicional que não comporta essa prática. Qual é o sentido de estar em união estável com uma pessoa e não ter a simples confiança de que ela é fiel a você? Relacionamento aberto definitivamente não é normal para quem acredita em uma família estável, de companheirismo mútuo e verdadeiro.

Pode-se pregar a mudança de formas de relacionamento, em tempos de levantar-se bandeiras homo-afetivas e atiçar o consumo peculiar da sociedade, com perfis bem definidos de público, um novo nincho de mercado é explorado. Mas tantos confrontos a base de uma instituição como a família não pode ser vista como mera mudança de mercado. Por mais frequência que aconteça, não é explorando e organizando serviços para se trair que teremos a liberdade de agir e ferir valores tão importantes. 

Temo pelo futuro das famílias, outrora tão sabiamente formadas, hoje com adaptações lamentáveis para quem busca por um amor verdadeiro, a formação de um lar estável e que transmita o que temos de mais sagrado para novas gerações. Cuide da sua, enquanto não lhe é ortogada o direito de se esfacelar por tendências ultra-modernas.
 

sábado, 23 de maio de 2009

Família: Círculo de forças


Sempre que alguém fica enfermo, precisa fazer uma operação de emergência, sofre um acidente, nessas horas que eu vejo o valor de uma família para o ser humano. A dificuldade de atravessar esses momentos se pontua na necessidade de, além de uma total dependência de Deus, precisarmos de um ombro para chorar, de uma ajuda para levar e trazer o que for necessário, um trabalho em conjunto que passa pelos médicos, enfermeiros, camareiros, toda a equipe de um hospital, a força de amigos se preocupando, orando e visitando, mas algo que pode fazer diferença é ter sua família unida para sair dessa situação o mais rápido possível.

Além da questão financeira, que sempre prega peças na gente, por melhor que paguemos um plano de saúde, conheçamos médicos competentes para tratar de nosso querido, temos o lado emocional que devemos superar para ter a energia necessária de acompanhar quem mais precisa. É uma maratona muito desgastante, mas por uma vida que tem valor inestimável ao seu lado, todo esforço é válido.

Por mais problemas que tenhamos em nossa família, na hora do aperto ela é a melhor opção para contarmos. Todo mundo se unir, fazer tudo o que está ao seu alcançe, cancelar os compromissos que forem necessários, e se focar no objetivo de ver quem você ama sofrer menos, se recuparar e entrar em um estágio melhor de saúde, é primordial para nossa casa estar em gozo com uma qualidade de vida digna e justa para todos.

Não são todos os parentes que se apresentam nessas situações, muitos são omissos, só aparecem para requer egoisticamente algo que só atenda as próprias necessidades, mas se você tiver o menor núcleo que seja fazendo o possível para cuidar de um paciente de seu sangue, os outros passam a ser insignificantes em nosso afeto, por mais que os queiramos bem.

Já passei por várias situações de amparar meu familiar necessitado, vi vô, vó, pai, mãe, irmãs dependentes de nossa ajuda, sempre uma doação de amor, tempo e dedicação total fez diferença nessas vidas, não temos o controle de tudo, Deus é quem pode dar a cura, nos trazer paz, e mesmo levar de volta para Ele a vida que Ele mesmo nos deu.

Estou nessa barca de novo, e espero sair bem dela, só me resta me dedicar aos meus queridos, confiar no poder de Deus e crescer como indivíduo com valores familiares que moldarão meu caráter para sempre.

Força vovó, papai, mamãe, Priscilla, Polli, Neurinha, João Marcos, Doris, estamos juntos nessa!