Blog do Paullo Di Castro


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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

10 Estratégias de Comunicação para Igrejas



1)    Tenha uma assinatura visual:

A identidade visual da sua igreja é a melhor ferramenta de identificação visual para ser usado em qualquer material de divulgação, e ter uma associação direta com a linha de trabalho ministerial. Contrate um designer gráfico para isso!


2)    Crie um site:

O site é o veículo onde você pode integrar todo conteúdo produzido para a igreja: Boletins, Convites, Artigos, Vídeos, Fotos e Áudios. É através dele que os sites de busca mais podem direcionar uma pesquisa para sua igreja, tendo endereço e contatos atualizados. Webrádio e blogs também são boas ferramentas. Encomende com webdesigner ou quem saiba bem programação.


3)    Forme uma equipe de trabalho:

Identifique em sua igreja quem pode servir na comunicação: Pessoas para áreas como arte gráfica, vídeos, projeções, revisões de texto, etc. Faça da comunicação um ministério regular da igreja! A equipe normalmente será enxuta, e deve ser acompanhada com atenção pela liderança, para uma boa fluidez e prevenção de problemas.


4)    Seja presente nas principais mídias sociais:

Hoje as redes sociais têm um alcance e interação fantásticos com vários usuários. Facebook, Instagram, Youtube e Twitter são as principais hoje no Brasil, além de comunicação interna como o Whatsapp. Cada uma tem sua linguagem, e isso deve ser respeitado; com bom senso, frequência de conteúdo e uma divulgação de imagens limpas, que sigam um padrão.


5)    Invista em gravações de áudio e vídeo:

As mensagens da sua igreja podem ficar disponíveis para que mais pessoas, inclusive os membros que não puderam estar presentes em determinado dia possam acompanhar. Existem programas gratuitos para captação de áudio, e de preferência com placa de som e/ou de vídeo para melhor qualidade.


6)    Faça transmissão ao vivo:

Com o mesmo equipamento de gravação, faça transmissão ao vivo dos cultos!  O Facebook e o Instagram permitem gravações gratuitas, e a gravação ficar disponível na página. É preciso boa conexão de internet. Se não for possível ter mais equipamentos, faça diretamente do computador ou mesmo smartphone, tendo cuidado para o áudio não estourar e ter poucos ruídos.


7)    Use vídeos e reflexões curtas:

Vivemos tempos de curta atenção das pessoas quando estão conectadas, especialmente em dispositivos móveis. Para isso, uma boa opção é a produção de pequenos vídeos (drops) e mensagens escritas curtas com o conteúdo que desejar, inclusive edição de mensagens maiores.


8)    Tenha uma agenda intencional:

Para frequência de publicações, siga regularmente a programação da igreja, com divulgação prévia e reforço nas vésperas do evento; use o calendário para lembrar datas e causas importantes, isso integrará diretamente a igreja com a comunidade. Crie a cultura entre os membros de compartilhar o conteúdo.


9)    Esteja informado com os meios de comunicação:

Para se posicionar como igreja diante dos acontecimentos marcantes, tanto local, como nacional e internacional, é necessário estar informado e usar a oportunidade de levar uma palavra bíblica e apoio para determinadas causas.


10)  Sempre seja criativo e use os recursos que tem:

Investimento financeiro é um aliado para equipar bem o trabalho em comunicação, porém, com poucos recursos, criatividade e empenho na execução, é possível criar boas divulgações. Em tudo faça para glória de Deus! (Rm 15.6).


Concluindo: Seja na comunicação interna ou externa, por meio digital ou impresso, tenha uma linha de trabalho, diálogo entre as mídias, sempre investindo no que é acessível e equipando o possível para se alcançar qualidade.


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Registro pra se tocar na igreja?!

Quando acho que vejo de tudo, sempre sou surpreendido com uma nova. Sou baterista há muitos anos, porém, nunca toquei profissionalmente. A maior parte do tempo, sempre na igreja, porém já toquei no dito segmento secular também, com banda de amigos, sem nunca ver dinheiro entrando. Em todo esse tempo, visto que nunca toquei visando lucro, muito menos o tive, nunca me preocupei com tirar um registro na Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), aqui em Goiás, vi um pouco da precariedade dessa entidade e nada me justificava pagá-los sendo que eu não tinha retorno financeiro como músico.
Me deparei com uma matéria sobre uma nova iniciativa da OMB-SP de se cobrar o registro de músicos que tocam em igrejas, tudo feito de maneira bem política, com participação de pessoas influentes do meio cristão, que com certeza dividirão uma fatia do bolo com a entidade. Descobriram uma mina de ouro, um meio de se arrecadar como nunca conseguiram. Em contrapartida, sua utilidade é parecida com a da UNE, sobrevivem das carteiras, e das carteiradas.
Como músico cristão, tocando na igreja há doze anos, acho de uma arbitrariedade extrema estipular uma obrigatoriedade junto a uma Ordem que nada faz pelo interesse de uma categoria, principalmente requerer isso dentro de um espaço de voluntariado e filantropia. A igreja e o Estado sempre entrarão em conflito quando uma invadir o espaço da outra.
Um projeto de música cristã não pode concorrer aos editais de leis de incentivo à cultura, porque os músicos seriam obrigados a se filiar em uma classe que em nada os auxiliam? Se não se paga ECAD para as músicas tocadas dentro da igreja, porque os músicos precisam ter registro da OMB, se ninguém está pagando pelo trabalho deles?
A estrutura precária de várias igrejas gera disparidade com essa obrigatoriedade. Isso nada mais é que a tentativa de se abrir um precedente para o enriquecimento de pessoas que em nada contribuem para o exercício da profissão de músico, um filão para arrancar de uma classe vasta de músicos um dinheiro que eles não ganham. Essa lei não tem a mínima condição de pegar em São Paulo, muito menos no Brasil. Um simples trabalhador que toca violão e dirige um período de cânticos em sua igreja precisar pagar R$ 100,00 anuais para continuar no seu trabalho feito por amor e disposição, não tem nenhuma coerência.
Como essa Ordem é puramente interesseira, nem em igrejas de grande porte e com músicos remunerados, aos músicos que sobrevivem desse trabalho, é aparentemente justa essa cobrança, seria outra coisa se fossem bem representados. Mas passa longe de nós essa realidade.
A grande maioria dos "levitas" tira do bolso investimento no instrumento, no transporte, chega antes de todos, sai por último, carrega, monta, carrega, desmonta, e vai embora feliz, investindo seu dia e horas de folga, tempo de ensaio, preparo técnico, sem ter ganho nada por isso, aliás, ganha sim, através da fé, recompensa material nenhuma satisfaz como tocar para Deus.
Que essas raposas não queiram vigiar as galinhas, para tirar o que não lhes é de direito. O fortalecimento dos músicos cristãos é tímido, mas já toma suas primeiras iniciativas. Espero que essas interferências ganhe voz pelas igrejas, quem sabe formar uma classe forte, como já existem algumas e possam impedir os aproveitadores de prejudicar um trabalho feito com zelo e de coração.